Ícone da Semana – D. João VI

Como de costume hoje é quarta-feira e temos mais um Ícone da História, hoje vamos postar sobre a vida de um “Rei Português fujão”, que veio para o Brasil trazendo a corte Portuguesa consigo e trazendo um marco para a história do Brasil e foi obrigado a voltar depois com a Revolução do Porto, mas isso é tema para outro dia .

 

 

Dom João VI  foi rei de Portugal. Nasceu em 13 de maio de 1767, em Lisboa. Faleceu em 13 de março de 1826, na mesma cidade. Filho de Dom Pedro III e de Dona Maria Isabel. Seu nome completo era João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís Antonio Domingos Rafael, cresceu em Lisboa, no Palácio Real da Ajuda.

Em 8 de maio de 1785, casou-se em Madrid por procuração, e pessoalmente, em 9 de junho, com a infanta Carlota Joaquina de Bourbon, filha de Carlos IV de Espanha e Maria Luísa de Parma.

Na época do casamento,Carlota Joaquina  tinha apenas 10 anos, o casamento só foi consumado em 1790. O casal teve três filhos e seis filhas.

D. João VI, devido a doença mental de sua mãe, assumiu o poder. Governou como Príncipe Regente a partir de 1799, sob reconhecimento do estado de saúde de sua mãe por uma junta médica. Era herdeiro do trono pelo falecimento de seu irmão primogênito, Dom José.

Em seu reinado enfrentou o Bloqueio Continental, a campanha de Rossilhão, guerra com a Espanha, invasões das tropas de Napoleão e a transferência da corte portuguesa ao Brasil em 1808.  Em 16 de dezembro de 1815, foi Príncipe Regente do Reinado Unido de Portugal, Brasil e dos Alvagares.

Em 1808, no Rio de Janeiro, ordenou a desocupação das melhores casas a serem usadas pela Família Real, posteriormente marcadas com as letras “PR” , que significavam “Príncipe Regente” e no popular, “ponha-se na rua”.

Em 1816, com o falecimento de D. Maria, subiu ao trono e tornou-se Dom João VI em 1818, rei de Portugal, do Brasil e Algarves. Em virtude da revolução liberal de 1820 , na cidade do Porto, a Família Real retornou para Portugal. Em 1821, Dom João VI retornou a Portugal, deixando D.Pedro I como príncipe regente no Brasil. Depois de superar conflitos constitucionais e políticos, governou Portugal até falecer aos 58 anos de idade.

 

fonte: historiabrasileira.com

 

por: DetetivesDaHistoria

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2° Bimestre

 

Começa o 2° Bimestre letivo de 2012 para os Detetives da História, voltamos com ideias e com entusiasmo para esse novo bimestre que se inicia .

 

Neste 2° Bimestre serão abordados temas como O Império Luso-Brasileiro no Século XVIII, a crise do Antigo Sistema Colonial, aprofundando-se nos aspectos do Império Luso-Brasileiro, também num fato muitíssimo importante para o Brasil que foi a transferência da Corte Portuguesa para o Brasil, entre outros .

 

Então que comece o 2° Bimestre e estamos torcendo e “fazendo figa” contra o movimento grevista .

 

-DetetivesDaHistoria

AVISO

 

Aviso que nesta Quarta-Feira dia 23/05, não teremos o Ícone da Semana, pois estamos em semana de provas e o Primeiro Bimestre Letivo de 2012 está quase no final.

 

 

Mas quando os detetives voltarem, voltarão com tudo, muito obrigado pela compreensão .

 

 

-DetetivesDaHistoria

Ícone da Semana – Simón Bolívar

Aí está o primeiro ícone que os detetives da historia trazem para que você tome conhecimento dos grandes líderes das Revoluções na América Espanhola.

Simón José Antonio de la Santisima Trinidad Bolívar y Palacios.

Nascido em Caracas em 24 de julho de 1783, de uma família rica de proprietários rurais.
Assíduo leitor de obras do Iluminismo europeu, Bolívar também recebeu instrução militar, chegando á condição de alferes, mas sem muito destaque.
Casou-se aos 20 anos com Maria Teresa Rodrigues Del Toro, que oito meses depois veio a falecer.
O que parece que lhe causou um trauma, pois Bolívar jamais voltaria a se casar.
Indo para a Europa, logo após a morte da mulher, descobriu sua verdadeira vocação e, voltando à pátria, iniciou incessante atividade política.
A proclamação da independência da Venezuela, em 1811, foi o primeiro ato concreto na realização de seus desígnios. No ano seguinte, entretanto, as forças espanholas iniciavam um contra-ataque.
Bolívar não se intimidou; enfrentou uma série de lutas ora sendo vencido ora se saindo vencedor.
Incitou seus compatriotas a resistirem até que conseguiu, em 17 de dezembro de 1819, formar a República da Grande Colômbia, constituída pela união da Venezuela, Equador, e Nova Granada (atual Panamá).
Bolívar se tornava a figura política mais importante do novo continente.
Quando em 06 de agosto de 1825, o Alto Peru proclamou sua independência, nascia a Republica de Bolívar, logo simplesmente “Bolívia”, regida por uma constituição escrita pelo próprio “Libertador”. Enquanto combatia vitoriosamente pelo Equador e Peru, no interior da Grande Colômbia criava-se uma atmosfera que lhe era hostil.
As dissidências entre os vários estados da Republica da Colômbia tornaram-se mais critica; Bolívar foi atacado violentamente e assim, aborrecido com a injustiça daqueles que havia libertado, retirou-se para Cartagena e morreu no ano de 1830.

Fonte: http://pt.shvoong.com/books/biography/1936104-sim%C3%B3n-bol%C3%ADvar-libertador-da-am%C3%A9rica/#ixzz1v4yLTF8o

  • “Quando eu perdesse tudo sobre a terra, ficaria a glória de ter enchido meu dever até a última extremidade, e esta glória será eternamente meu bem e minha dita… A glória está em ser grande e ser útil.”
  • “A justiça é a rainha das virtudes republicanas e com ela se sustenta a igualdade e a liberdade.”

-Símon Bolívar

Fonte: http://www.frasesfamosas.com.br/de/simon-bolivar.html

Aguardem o próximo Ícone da História, semana que vem tem mais.

Humor Liberal – “Laissez faire, laissez passer”

Laissez faire, laissez passer(deixa fazer, deixa passar) expressão famosa do Liberalismo, que fala exatamente da não intervenção do estado na economia.

Segundo o Wikipedia: É parte da expressão em língua francesa “laissez faire, laissez aller, laissez passer“, que significa literalmente “deixai fazer, deixai ir, deixai passar”. A sua origem é incertamente atribuída ao comerciante Legendre, que a teria pronunciado numa reunião com Colbert, no final do século XVII (Que faut-il faire pour vous aider? perguntou Colbert. Nous laisser faire, teria respondido Legendre). Mas não resta dúvida que o primeiro autor a usar a frase laissez-faire, numa associação clara com sua doutrina, foi o Marquês de Argenson por volta de 1751.

Liberalismo – Conceito

O Liberalismo, fundamentado por Adam Smith (Kirkcaldy, Fife, 5 de junho de 1723 — Edimburgo, 17 de Julho de 1790), foi um dos propulsores para os novos ideais modernos e econômicos do capitalismo, o não intervencionismo do estado nas relações comerciais tornou-se uma mola, que começou a jogar os lucros dos primeiros capitalistas para as alturas, tornando-se assim um fato histórico de extrema importância e nós do ‘detetivesdahistoria’, nos interessamos na postagem de algo sobre o tema, segue abaixo uma definição conceitual e histórico sobre o Liberalismo.

“Em Filosofia Política, o que chamamos Liberalismo é a forma ao mesmo tempo racional e intuitiva de organização social em que prevalece a vontade da maioria quanto à coisa pública, e que está livre de qualquer fundamento filosófico ou religioso capaz de limitar ou impedir a liberdade individual e a igualdade de direitos, e no qual o desenvolvimento e o bem estar social dependem da divisão do trabalho, do direito de propriedade, da livre concorrência e do sentimento de fraternidade e responsabilidade filantrópica frente à diversidade de aptidões e de recursos dos indivíduos.

Em sua inteira expressão, o pensamento liberal contem um aspecto intuitivo, além do puramente racional, e esquecer essa particularidade – como, me parece, faz grande número de filósofos e cientistas políticos – implica em não compreender inteiramente a essência do Liberalismo.

Na antiguidade – na Grécia de alguns séculos antes de Cristo –, existiu um regime semelhante ao Liberalismo, pelo menos no que diz respeito à livre decisão do povo, através do voto da maioria, nas questões de interesse público. Porém foi nessa mesma Grécia, daquela mesma época, que a idéia rival do Liberalismo foi ensinada por Platão. Em sua obra A República ele argumenta que a maioria do povo é ignorante, e não sabe decidir racionalmente de acordo com a vontade geral de bem estar social. Por esse motivo, o voto deveria ser privilégio da elite de filósofos, homens esclarecidos que saberiam muito melhor o que seria o bem para todos. Embora não existissem as denominações Liberalismo (vontade livre da maioria) e Socialismo (vontade racional da minoria esclarecida), os germes dessas duas idéias opostas já estavam nessas duas posições políticas.

O Liberalismo parte do princípio de que o homem nasce livre, tem a propriedade dos bens que extrai da natureza ou adquire por via de seu mérito ou diligência e, quando plenamente maduro e consciente, pode fazer sua liberdade prevalecer sobre as reações primárias do próprio instinto e orientar sua vontade para a virtude. Uma pessoa madura e livre está à altura de perseguir sua felicidade a seu modo, porém respeitada uma escala de valores discutida e aprovada por todos, ou seja, ela deve reconhecer sua responsabilidade em relação ao seu próprio destino e ao objetivo da felicidade coletiva em sua comunidade ou nação. Será contraditório que alguém ou algum grupo tenha naturalmente poderes para cercear essa liberdade sem que parta do próprio indivíduo uma concordância para tal. “

texto de Rubem Queiroz Cobra – Doutor em Geologia e bacharel em Filosofia

por: detetives

Ícone da Semana

O ícone da semana será uma modo de conhecermos melhor os ícones que fizeram a história, que lutaram por seus direitos, que foram tiranos ou não, pois depende do ponto de vista; que buscaram ideais e que hoje são tidos como os Ícones da História.

 

Os ícones serão postados toda semana, na quarta-feira e serão abordagens e curiosidades sobre vida e feitos desses fazedores da história .

O quadro começará no dia 16/05, aguardem e a partir daí todas as quartas.

 

“A crise do Antigo Regime” e “A definição enciclopediana de monarquia absoluta e despotismo”

Lá vai mais um fichamento feito por nós, ‘detetivesdahistoria’, sobre os textos “A crise do Antigo Regime” e “A definição enciclopediana de monarquia absoluta e despotismo”, falando sobre relações entre ambos.

Os textos “A crise do Antigo Regime” e “A definição enciclopediana de monarquia absoluta e despotismo” são textos usados para fins didáticos, que têm como contexto a época das luzes, séculos XVII e XVIII e os temas existentes em ambos contém relações.

No texto “A crise do Antigo Regime”  por exemplo, cita que os maiores motores para que os despotismos surgissem, foram os pensamentos iluministas, que pregavam a razão ao invés do “sentimentalismo” da igreja, buscavam as explicações por meio de métodos científicos e não pela religião, procuravam a implantação de uma nova filosofia de governo e leis, baseada na racionalidade, até mesmo a igreja, para ambos, deveria ser racionalizada a certo ponto.

Para ambos autores, o conceito de despotismo esclarecido se resume geralmente à uma autoridade que começa a pensar na razão, refletindo sobre as ideias iluministas, sobre as liberdades e tentando implantar esses ideais, o que é um conceito pequeno pelas flexibilidades deste assunto.

Ao mesmo tempo que os déspotas que se diziam liberais e racionais, com ideais de igualdade, tinham o poder supremo e soberano de tirar esses privilégios novamente, ou seja, defendiam a liberdade mas podiam acabar com essa liberdade quando bem quisessem, sem empecilhos ou dificuldades, concluindo assim como Alexander, que o conceito de despotismo esclarecido não existia realmente ao pé da letra, era apenas uma faixada.

Ambos autores citaram grandes nomes importantes para o esclarecimento iluminista, como Diderot com a Enciclopédie, Montequieu com o “Espírito das Leis” que falava sobre a divisão dos poderes do Estado, Voltaire com suas críticas a Igreja e às Cartas Inglesas, Rosseau com seu ponto de vista sobre a corrupção do homem e Adam Smith com suas ideias do Liberalismo, que tornaram-se os mais notáveis filósofos difundidores das ideias do iluminismo.

Como conclusão, os autores praticamente dissertam sobre o mesmo assunto, de modos diferentes, em “A crise do Antigo Regime” o assunto é mais geral, mas trata de assuntos mais diversos, como os economistas fisiocratas, que lutavam pelas liberdades econômicas, apoiados no liberalismo, enquanto o texto “A definição enciclopediana de monarquia absoluta e despotismo”, tratava mais do assunto de despotismo e monarquia absoluta mais profundamente, no ponto de vista do autor, que critica principalmente o conceito de despotismo, lógicamente que os dois assuntos são totalmente interligados, salvo que foram causa e efeito uns dos outros, como o iluminismo foi a causa do efeito déspota e liberal e de muitos outros acontecimentos.

Enfim, são dois textos brilhantes que tratam com perfeição e  maestria, os assuntos Absolutistas, Iluministas, Liberais, Filosóficos, Despotistas, finalmente a luz da razão no caminho dos homens.

por: detetives

Dica de Filme

Filme que se passa no contexto da Revolução Americana, muito bom, com bons atores como Al Pacino e bom conteúdo histórico, pesquisem, assistam e aproveitem .

Sinopse:

Al Pacino vive um cidadão americano do século 17, colhido pela turbulência da Guerra da Independência Americana (1775-1783). Ele e o filho procuram manter-se alheios ao conflito, mas quando o garoto é convocado para lutar contra a Inglaterra, o pai se vê obrigado a entrar em ação também. Uma batalha separa os dois. Enquanto o rapaz torna-se ajudante de um oficial sádico do Exército, o pai se envolve amorosamente com uma jovem aristocrática que teve sua fortuna confiscada por causa da guerra.

Ano: 1985

Diretor: Hugh Hudson