Ícone da semana – Toussaint L’ouverture


François-Dominique Toussaint Louverture (1743 – 1803)
era seu nome completo, nasceu na então colônia francesa de Santo Domingo, se tornando um importante líder, um símbolo da libertação dos escravos na América Espanhola, foi o mais importante envolvido na Independência do Haiti, mas como tudo na vida não são flores, muito menos naquela época, ele foi pra alguns uma pessoa bem complexa e também intitulado de polêmicoToussaint L’ouverture foi um grande ícone da força de resistência contra a escravidão dos negros na América e por ser complexo e polêmico para muitos e herói também para muitos, ganhou seu lugarzinho aqui no Ícones da História.

 

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Antes de lermos sobre sua vida, temos que compreender que ele não buscava no início a independência de seu país. Buscava sim uma autonomia, liberdade de comércio e a aplicação à colônia dos princípios defendidos pela Revolução Francesa.

Lutou ao lado da Espanha e da França e depois contra elas e contra a Inglaterra. Até seus trinta e cinco anos permaneceu trabalhando para o Conde Noé Bréda e foi libertado por seu amoque lhe deu a função privilegiada de cocheiro privado. Freqüentou a escola do seu padrinho, o professor Pierre Baptiste, onde aprendeu conhecimentos gerais e francês, e na biblioteca do patrão, adquiriu valiosa cultura através da leitura de vários livros.

Com cerca de quarenta anos de idade, apoiou a insurreição geral dos escravos contra o cruel drama da exploração humana dos deserdados de todos os direitos à vida livre. Participou da coluna guerreira de Bonson, um chefe negro que comandava os rebeldes que contava com apoio dos espanhóis com armas e munições. Ganhou o título de tenente-coronel e obteve a alforria dos escravos, graças também aos ares libertadores da Revolução Francesa.

Então incorporou-se às fileiras dos antes inimigos para combater uma expedição inglesa contra a Ilha, estes movidos pela guerra na Europa. A Convenção Francesa outorgou-lhe o grau de Brigadier General e, depois, a promoção de General-de-Divisão. Conseguiu repelir uma expedição inglesa à ilha e foi promovido a general-chefe do Exército colonial. Depois da pacificação, tornou-se um líder nacional dando-lhe bases econômicas. Fomentou e conservou as lavouras, criou escolas que ele próprio inspecionava, instalou hospitais..

Criou uma missão de dez membros encarregada de redigir uma Constituição, que resultou na  promulgação da primeira Carta do Haiti (1801) e autoconstituiu-se em Governador Perpétuo, com direito a nomear seu sucessor. Pelo tratado de Basiléia (1795), a Espanha havia cedido à França a parte leste da Ilha, mas ele, com um exército de vinte e cinco mil homens, ocupou toda a Ilha. Este procedimento resultou em uma nova guerra contra as tropas francesas do General Rigaud e depois do General Leclerc.

Derrotado em Ravinea-Couleuvres pelo general francês Rochambeau (1802) e enviado para a França por ordem de Napoleão e encarcerado no Forte de Joux, em Jura, fronteira com a Suíça, onde faleceu em abril ano seguinte. Porém seu ideal era irreversível e o General Desalines, um de seus colaboradores mais devotados e líder militar substituto, leu no meio do povo a ata da emancipação política do Haiti (1804), no primeiro dia daquele ano.

 

Fonte: dec.ufcg.com

 

Por: DetetivesDaHistoria

Um breve resumo sobre a Revolução Haitiana

 

O século XVIII juntamente com suas mudanças e novas ideias fez com que algumas colônias aqui da América “desconfiassem” da exploração colonial. Os lemas de igualdade, fraternidade e liberdade dos filósofos iluministas trouxeram os ventos da mudança nas colônias, que só por diferenças étnicas ou religiosas exploravam a mão-de-obra dos desprivilegiados de poder ou riquezas, extraindo suas riquezas, tanto nas minas, quanto nas plantations, este é um interessante resumo sobre a Independência do Haiti, que mais tarde, nós Detetives, abordaremos separadamente sobre os processos deste acontecimento.

 

Um dos mais impactantes exemplos dessa possibilidade transformadora aconteceu na região do Caribe, onde uma população de escravos conseguiu tomar o controle das instituições locais. Na região de São Domingos, tradicional espaço de colonização francesa, desenvolvia-se diversas monoculturas, principalmente de açúcar, que garantiam expressivas rendas à Coroa Francesa. Para o acúmulo dessas riquezas, os colonizadores franceses utilizaram de uma grande população de escravos africanos.

No ano de 1789, a França viveu um processo revolucionário inspirado na defesa de ideais de liberdade e igualdade. Ao saber das notícias e dos conteúdos da Revolução Francesa, os escravos oprimidos passaram a exigir a ampliação destes ideais revolucionários para a colônia de São Domingos. Enraivecidos pela dominação da elite branca e monarquista da colônia, um grupo de descendentes africanos liderados pelo alforriado François Dominique Toussaint, mais conhecido como Toussaint L’Overture, e o líder religioso negro Dutty Boukman iniciaram um revolução.

Em 1791, Toussaint L’Overture instigou os escravos a exterminarem a população branca do local. A rebelião se iniciava e os escravos logo receberam as primeiras ofensivas das tropas francesas. Tempos depois, outras expedições francesas, inglesas e espanholas tentaram tomar controle da situação instalada na ilha. No ano de 1801, L’Overture foi designado como o novo governador da ilha. No entanto, as tropas de Napoleão Bonaparte invadiram mais uma vez a região e aprisionaram o governador, que morreu dois anos depois na cidade de Paris.

A morte de Toussanit não enfraqueceu as lutas dos escravos na ilha de São Domingos. Em 1804, o ex-escravo Jean-Jaques Dessalines organizou novos confrontos que deram a vitória à população negra e selou o fim da dominação francesa na região. No dia 1º de Janeiro, daquele mesmo ano, Dessalines tornou-se imperador do Haiti, nome originalmente dado pelas populações indígenas que habitavam a ilha de São Domingos.

Dois anos mais tarde, em 1806, Dessalines foi assassinado. A sua queda do governo provocou uma disputa interna que resultou na divisão dos territórios em dois regimes: um monárquico, e outro republicano. Somente em 1820, sob a liderança de Jean Boyer, os territórios do Haiti foram reunificados por um governo de orientação republicana.

 

fonte: Rainer Sousa
Mestre em História (mundoeducação.com)

 

por: DetetivesDaHistoria

Ficha Técnica – D. Pedro II

 

Ficha Técnica de Dom Pedro II

 

 

Nome completo:

Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga

 

Data do Nascimento: 02/12/1825

Data da Morte: 05/12/1891

Nasceu há 186 anos

Morreu aos 66 anos

Morreu há 120 anos

 

Fonte: e-biografias

 

Por: DetetivesDaHistoria

Ícone da Semana – D. Pedro II

 

D. Pedro II (1825-1891) foi segundo Imperador do Brasil e também o último, aos seis anos se tornou imperador do Brasil, quando seu pai Pedro I abdicou do trono, deixando aqui no Brasil Pedro II; para tutorear Pedro II, seu pai deixou José Bonifácio que foi um dos principais responsáveis pela educação do pequeno Pedro, depois foi substituído por Manuel Inácio de Andrade Coelho.  Aos 15 anos de Pedro II foi articulado o Golpe da Maioridade, fazendo com que fosse declarada sua maioridade e coroado Imperador do Brasil, por esse e por outros motivos “ardilosos” o nosso Don Pedro II é o Ícone da História desta semana .

 

 

D. Pedro II, Imperador do Brasil, dedica-se aos estudos sob a orientação da camareira-mor D. Maria Carlota de Verna Magalhães, mais tarde condessa de Belmonte. D. Pedro II, mantém na corte os hábitos simples e sem formalidades, adotado antes por seu pai. Lê muito e acompanha as novidades científicas e literárias que surgem no mundo. Dedicava-se a estudar, com mestres ilustres do seu tempo, português, latim, francês, alemão, ciências naturais, música, pintura, esgrima e equitação.

Durante a menoridade de D. Pedro II, foi eleita uma regência trina provisória e depois transformada em permanente, até sua maioridade.

Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, nasceu no dia 02 de dezembro de 1825 no Palácio da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Filho de D. Pedro I e da Imperatriz D.Maria Leopoldina da Áustria, ficou órfão de mãe com apenas um ano de idade. Com nove anos perdeu também seu pai. Era o sétimo filho, mas tornou-se herdeiro do trono brasileiro, com a morte de seus irmãos mais velhos.

Em 07 de abril de1831, quando seu pai D. Pedro I abdica do trono, o herdeiro torna-se Imperador com apenas seis anos de idade. Até assumir de fato a coroa, o Brasil é administrado por uma regência trina e depois una, de abril de 1831 até 1837.

A um de seus mestre, o de português e literatura, Cândido José de Araújo Viana, futuro marquês de Sapucaí, atribui-se influência nas atitudes resolutas do jovem de apenas 15 anos. Quando da revolução da Maioridade, ao receber a delegação parlamentar que lhe fora indagar se desejava esperar mais três anos ou assumir desde logo o poder, respondeu: “Quero já!”.

Diversas rebeliões foram formadas nos anos do Brasil Regência, a única forma de retomar a ordem seria declarar a maioridade de D. Pedro II, antes do tempo. Com apenas 15 anos, no dia 2 de dezembro de 1840, dia do seu aniversário, foi decretada oficialmente a
maioridade e D. Pedro foi aclamado pelo povo.

No dia 30 de maio do ano de 1843, D. Pedro II casa-se com D. Teresa Cristina Maria de Bourbon, filha de Francisco II, Duque da Calábria, a quem só tinha visto em retrato. Passado algum tempo o Imperador aprendeu a conhecer as qualidades de D. Tereza Cristina. Foi pai de quatro filhos, mas só sobreviveram, as princesas Isabel e Leopoldina.

No início de seu governo fez viagens diplomáticas às províncias mais conflituadas. Interessado pelas letras e pelas artes, manteve correspondência com cientistas europeus, entre eles Pasteur, sempre protegendo os intelectuais e escritores. Deixou vasto acervo de cartas, registros jornalísticos e seus cadernos de anotações do próprio punho.

Tirando os dias de gala, a vida na corte de D. Pedro II era calma, modesta e patriarcal. As portas do Palácio Isabel, hoje Palácio Guanabara, Rio de Janeiro, eram aberta quatro vezes por ano, ao corpo diplomático e à nobreza que povoavam os brilhantes salões da Capital do Império.

D.Pedro II viajou por quase todo o Brasil, e por vários países, entre eles os Estados Unidos, O Egito, a Rússia, e a Grécia. O objetivo era trazer as inovações tecnológicas que surgiam lá fora.

Em 1842,apoiado pelo partido Conservador, criou o Conselho de Estado e a reforma do código de processo criminal, o que provocou a revolta dos Liberais contornada só após o final da guerra dos Farrapos (1845). Em conseqüência desse feito, surgiu a Insurreição Praieira (1848), em Pernambuco. Em virtude destas revoltas iniciou um amplo trabalho de conciliação política apartidária, nas nomeações dos integrantes do Conselho de Estado e dos presidentes de província, sob a coordenação do marquês de Paraná, Honório Hermeto Carneiro Leão, que dobrou a resistência do Partido Conservador, que culminou com a criação da Liga Progressista (1860), que, reduzindo os membros conservadores, permitiu a Zacarias de Góis e Vasconcelos, à frente do Conselho de Ministros, realizar importantes reformas no final do período.

Neste período, importantes acontecimentos sociais e econômicos ocorreram, como o declínio do escravismo, sobretudo a partir de 1850, com a extinção do tráfico negreiro e a contratação dos ingleses (1850), para elaborarem e implantarem sistemas de esgotamento para o Rio de Janeiro e São Paulo, a época, as principais cidades brasileiras.

Com o final da guerra do Paraguai (1870), os conservadores estavam novamente fortalecidos e as divergências políticas mais agudas, o que fez surgir o Partido Republicano (1870), dando início a decadência política do Império. Na questão religiosa (1872), prendeu os bispos D. Vital e D. Macedo Costa, por desafiarem o poder real. Julgados e condenados pelo Supremo Tribunal (1875), foi-lhes concedida a anistia.

Na sua última viagem ao exterior como imperador (1887), com muitos problemas de saúde, visitou a França, Alemanha e Itália (1887) e, em Milão, foi acometido de uma pleurisia e levado para Aix-les-Bains, onde permaneceu em tratamento, antes de poder voltar ao Brasil (1888). Na sua ausência, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, sancionada a 13 de maio de 1888, determinando o encerramento de mais um ciclo econômico e acelerando também o fim do regime político.

Já enfraquecido o império, foi proclamada a República no dia 15 de Novembro de 1889 e com isso o império sofreu grande abalo. Foi prisioneiro do paço da Cidade, para onde viera, descendo de Petrópolis, na esperança de sufocar o movimento republicano.

O governo provisório deu-lhe 24 horas para deixar o país, e assim, deixou o país e foi com a família para Portugal (17/11/1889), dois dias após a proclamação da República, chegando a Lisboa em 7 de dezembro e seguindo para o Porto, onde a imperatriz morreu no dia 28. Viveu então entre Cannes, Versalhes e Paris, onde assiste a espetáculos de arte e participa de palestras e conferências. Viveu até 66 anos, morrendo de pneumonia, no luxuoso hotel Bedford, em Paris, no dia 5 de dezembro do ano de 1891.Seus restos, transladados para Lisboa, foram colocados no convento de São Vicente de Fora, junto aos da esposa. Revogada a lei do banimento (1920), foram os despojos dos imperadores trazidos para o Brasil. Depositados de início na catedral do Rio de Janeiro (1921), foram transferidos para a de Petrópolis (1925) e definitivamente enterrados (1939). O ilustre governante passou à história como um intelectual, apreciador da ciência, das artes e da liberdade de informação e como homem tolerante, aberto ao diálogo e às transformações da vida social.

 

Fonte: e-biografias

 

Por: DetetivesDaHistoria

O Segundo Reinado

 

O Segundo reinado começou com Dom Pedro II, sendo declarada a sua maioridade, graças a um plano ardiloso dos grupos liberais que aqui viviam, que fazia com que o menino Dom Pedro II atingisse sua maioridade com apenas 15 anos de idade, esse plano foi batizado de Golpe da Maioridade, antes deste período quem dominava o cenário político eram os Conservadores, que eram apoiadores da centralização política, assim continuava o nosso processo de independência e na nossa opinião fora Dom Pedro II o mais importante político da nossa história de Independência.

 

Antes do novo regime monárquico, o período regencial foi caracterizado por uma política conservadora e autoritária que fomentou diversas revoltas no Brasil. As disputas políticas do período e o desfavor promovido em torno do autoritarismo vigente permitiram que a manobra em favor de Dom Pedro de Alcântara tivesse sustentabilidade política. Nos quarenta e nove anos subsequentes o Brasil esteve na mão de seu último e mais longevo monarca.

Para contornar as rixas políticas, Dom Pedro II contou com a criação de dispositivos capazes de agraciar os dois grupos políticos da época. Liberais e conservadores, tendo origem em uma mesma classe socioeconômica, barganharam a partilha de um poder repleto de mecanismos onde a figura do imperador aparecia como um “intermediário imparcial” às disputas políticas. Ao mesmo tempo em que se distribuíam ministérios, o rei era blindado pelos amplos direitos do irrevogável Poder Moderador.

A situação contraditória, talvez de maneira inesperada, configurou um período de relativa estabilidade. Depois da Revolução Praieira, em 1847, nenhuma outra rebelião interna se impôs contra a autoridade monárquica. Por quê? Alguns historiadores justificam tal condição no bom desempenho de uma economia impulsionada pela ascensão das plantações de café. No entanto, esse bom desempenho conviveu com situações delicadas provindas de uma economia internacional em plena mudança.

O tráfico negreiro era sistematicamente combatido pelas grandes potências, tais como a Inglaterra, que buscava ampliar seus mercados consumidores por aqui. A partir da segunda metade do século XIX, movimentos abolicionistas e republicanos ensaiavam discursos e textos favoráveis a uma economia mais dinâmica e um regime político moderno e inspirado pela onda republicana liberal.

Após o fim da desgastante e polêmica Guerra do Paraguai (1864 – 1870), foi possível observar as primeiras medidas que indicaram o fim do regime monárquico. O anseio por mudanças parecia vir em passos tímidos ainda controlados por uma elite desconfiada com transformações que pudessem ameaçar os seus antigos privilégios. A estranha mistura entre o moderno e o conservador ditou o início de uma república nascida de uma quartelada desprovida de qualquer apoio popular.

 

Fonte:  Por Rainer Sousa
Graduado em História

 

Por: DetetivesDaHistoria

Ícone da Semana – D. Pedro I

 

Dom Pedro I (1798-1834) foi Rei de Portugal, primeiro Imperador do Brasil e boêmio dos bons, ele nasceu em Lisboa no dia 12 de Outubro de 1798 e veio a falecer no dia 24 de Setembro de 1834, um pouco depois do fim de seu famoso Primeiro Reinado, onde não agradou muita gente, era Filho de D. João VI e Carlota Joaquina, era muito inteligente, tinha vários dons artísticos , que na verdade não o ajudaram muito nos aspectos políticos para a corte portuguesa, mas fora ele um Vilão ? ou um precursor da nossa Independência ? pois se não tivesse ele no Dia do Fico, ganhado prestígio, talvez nossa independência não sairia como saiu.  Nós do Detetives da História o(a) convidamos à tirar suas próprias conclusões sobre este, que é mais um de nossos Ícones da História.

 

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Em 1807 Portugal foi invadido pelos franceses e a família real veio para o Rio de Janeiro. Pedro era uma menino, com apenas 9 anos, rebelde, fugia do castelo para brincar com os garotos pobres do porto. Aos 17 anos, parecia tudo menos um príncipe. Independente, chegava em casa ao amanhecer, gostava da boemia e vivia se metendo em brigas.

Pedro foi educado por religiosos (seus primeiros mestres foram o Dr. José Monteiro da Rocha, ex-jesuíta, e frei Antônio de Nossa Senhora da Salete), dedicava-se mais à equitação e atividades físicas do que aos estudos. Depois da mudança da família real para o Brasil (1807), frei Antônio de Arrábida tornou-se seu principal preceptor, porém o príncipe, continuou avesso aos estudos e preferia a vida solta no paço de São Cristóvão e na fazenda de Santa Cruz.

Em março de 1816, com a aclamação de seu pai a rei de Portugal, recebeu o título de Príncipe Real e herdeiro do trono em virtude da morte do irmão mais velho, Antônio. No mesmo ano casou-se com Carolina Josefa Leopoldina, arquiduquesa da Áustria.

Com fama de aventureiro e boêmio, teve 13 filhos reconhecidos e mais cinco naturais: sete com a primeira esposa, a arquiduquesa Leopoldina, da qual enviuvou (1826); uma filha com a segunda esposa, a duquesa alemã Amélia Augusta; cinco com a amante brasileira Domitila de Castro, a marquesa de Santos; e mais cinco com diferentes mulheres, inclusive com uma irmã de Domitila, Maria Benedita Bonfim, baronesa de Sorocaba, com uma uruguaia María del Carmen García, com duas francesas Noémi Thierry e Clémence Saisset e com uma monja portuguesa Ana Augusta.

A família real retornou à Europa em 26 de abril de 1821, ficando D. Pedro como Príncipe Regente do Brasil. A corte de Lisboa despachou então um decreto exigindo que o Príncipe retornasse a Portugal. Essa decisão provocou um grande desagrado popular e D. Pedro resolveu permanecer no Brasil. Desagradou a Corte Portuguesa, que suspendeu o pagamento de seus rendimentos, mas resistiu, criando o famoso Dia do Fico (09/01/1822).

Com a popularidade cada vez mais em alta, quando ia de Santos para a capital paulista, recebeu uma correspondência de Portugal, comunicando que fora rebaixado da condição de regente a mero delegado das cortes de Lisboa. Revoltado, ali mesmo,em 7 de setembro de 1822, junto ao riacho do Ipiranga, o herdeiro de D. João VI, resolveu romper definitivamente contra a autoridade paterna e declarou a independência do Império do Brasil, proferindo o grito de independência ou morte, rompendo os últimos vínculos entre Brasil e Portugal.De volta ao Rio de Janeiro, D. Pedro foi proclamado, sagrado e coroado Imperador e defensor perpétuo do Brasil. Impulsivo e contraditório, logo abandonou as próprias idéias liberais, dissolveu da Assembléia Constituinte, demitiu José Bonifácio e criou o Conselho de Estado que elaborou a constituição (1824).Em meio a dificuldades financeiras e várias e desgastantes rebeliões localizadas, instalou a Câmara e o Senado vitalício (1826), porém um fato provocou desconforto geral e o seu declínio político no Brasil. Com a morte de D. João VI, decidiu contrariar as restrições da constituição brasileira, que ele próprio aprovara, e assumir, como herdeiro do trono português, o poder em Lisboa como Pedro IV, 27º rei de Portugal.

Foi a Portugal e, constitucionalmente não podendo ficar com as duas coroas, instalou no trono a filha primogênita, Maria da Glória, como Maria II, de sete anos, e nomeou regente seu irmão, Dom Miguel. Porém sua indecisão entre o Brasil e Portugal contribuiu para minar a popularidade e, somando-se a isto o fracasso militar na guerra cisplatina (1825-1827).Os constantes atritos com a assembléia, o seu relacionamento extraconjugal (1822-1829) com Domitila de Castro Canto e Melo, a quem fez Viscondessa e depois Marquesa de Santos, o constante declínio de seu prestígio e a crise provocada pela dissolução do gabinete, após quase nove anos como Imperador do Brasil, abdicou do trono em favor de seu filho Pedro (1830) então com cinco anos de idade.

Voltando a Portugal, com o título de Duque de Bragança, assumiu a liderança da luta para restituir à filha Maria da Glória o trono português, que havia sido usurpado pelo irmão, Dom Miguel, travando uma guerra civil que durou mais de dois anos. Inicialmente criou uma força expedicionária nos Açores (1832), invadiu Portugal, derrotou o irmão usurpador e restaurou o absolutismo. Porém voltara tuberculoso da campanha e morreu no palácio de Queluz, na mesma sala onde nascera, com apenas 36 anos de idade, e foi sepultado no panteão de São Vicente de Fora como simples general, e não como rei. No sesquicentenário da independência do Brasil (1972), seus restos mortais foram trazidos para a cripta do monumento do Ipiranga, em São Paulo.Sabe-se, ainda, que o Imperador teve formação musical bastante esmerada, tendo sido aluno de mestres como o Padre José Maurício Nunes Garcia, Marcos Portugal e Sigismund Neukomm. Tocava clarineta, fagote e violoncelo. Dele se conhece uma Abertura, executada no Teatro Italiano de Paris (1832), um Credo, um Te Deum, o Hino da Carta, adotado posteriormente como Hino Nacional Português (até 1910), e o Hino da Independência do Brasil. Seu nome de batismo é Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.

 

Fonte:  e-biografias

 

Por: DetetivesDaHistoria

O Primeiro Reinado (1822-1831)

 

O dito primeiro Reinado aqui no Brasil, o reinado de D. Pedro I, marca a definitiva ruptura com a condição de colônia e a mutação do Brasil em uma nação autônoma e politicamente “dona do seu próprio nariz”, mesmo esse fato tendo significado mudança, nosso processo de separação não nos permitiu grandes mudanças, pois as classes dominantes com seus inúmero privilégios ainda esmagavam as classes serviçais em termos de diferenças econômicas, fazendo com que a miséria ainda continuasse para os não privilegiados, os Detetives da História e com toda certeza a maioria dos historiadores, consideram esse o marco inicial do nosso processo de independência saindo do papel, mesmo que sem grandes mudanças, mas já com ideias que mais tarde, vão culminar no nosso esperado grito de “Independência ou Morte”

 

Apesar da manutenção dos privilégios, vemos que nessa época foram necessárias grandes ações que organizassem o Estado brasileiro. Internamente, uma primeira medida foi a discussão da primeira carta constitucional, que deveria afixar as diretrizes legais do país formado. No âmbito internacional, o governo imperial deveria buscar o reconhecimento de sua independência e o estabelecimento de relações diplomáticas que promovessem o desenvolvimento da economia.
No período que esteve à frente do governo, D. Pedro I mostrou uma liderança bastante questionável. A opção por uma constituição por ele mesmo elaborada e o pagamento de uma pesada indenização aos cofres portugueses colocavam em dúvida o seu compromisso com os interesses da população. Já em 1823, a Confederação do Equador, revolta ocorrida na região nordeste, enfrentou os desmandos da estrutura política autoritária do imperador.

O episódio acabou não promovendo nenhuma transformação nos ditames políticos empregados pelo governo de Dom Pedro I. Valendo-se da autonomia concedida pelo Poder Moderador, o monarca ainda autorizou os enormes gastos com a Guerra da Cisplatina. Neste conflito, a população local visava dar fim ao mando do governo brasileiro. No fim do conflito, a derrota das tropas nacionais acabou fortalecendo os críticos do governo imperial.

Logo em seguida, Dom Pedro I se envolveu nas disputas que rondavam a sucessão do trono português. A preocupação do imperador com assuntos de origem lusitana também instigou a reação negativa daqueles que duvidavam do compromisso do imperador para com as questões nacionais. Em 1830, as circunstâncias obscuras que marcam o assassinato do jornalista Líbero Badaró, franco opositor do Império, contribuíram para o esfacelamento da imagem do poder imperial.

No ano seguinte, a Noite das Garrafadas, embate ocorrido entre os defensores e opositores de D. Pedro I, acabou deixando a sustentação política do imperador precária. Para contornar a situação, criou-se um ministério somente formado por brasileiros. Quinze dias depois, sem dar justificativa aparente, o imperador decidiu acabar com o ministério e reintegrar seus antigos aliados. Essa foi a gota d’água para que vários protestos forçassem a saída de D. Pedro I, que abdicou o trono em 7 de abril de 1831.

 

Fonte: MundoEducaçao

 

Por: DetetivesDaHistoria

O Tratado de Methuen

 

O Tratado de Panos e Vinhos, eis que o próprio nome já diz um pouco, ele se resumia num acordo em que Portugal consumiria os têxteis britânicos e, compensando a Grã-Bretanha, hoje Inglaterra, se comprometeria em consumir os vinhos portugueses, ele foi assinado no dia 27 de Dezembro de 1703, o embaixador britânico John Methuen e o marquês de Alegrete D. Manuel Teles da Silva foram os negociadores, por isso o tratado é também chamado de Methuen. O Tratado Methuen foi um acordo importante que influenciou em nossa história aqui no Brasil, vamos descobrir mais detalhes sobre ele, os Detetives da História disponibilizam à você .

 

Com três artigos, é o texto mais reduzido da história diplomática europeia:

I. Sua Majestade ElRey de Portugal promete tanto em Seu proprio Nome, como no de Seus Sucessores, de admitir para sempre daqui em diante no Reyno de Portugal os Panos de lãa, e mais fábricas de lanificio de Inglaterra, como era costume até o tempo que forão proibidos pelas Leys, não obstante qualquer condição em contrário.
II. He estipulado que Sua Sagrada e Real Magestade Britanica, em seu proprio Nome e no de Seus Sucessores será obrigada para sempre daqui em diante, de admitir na Grã Bretanha os Vinhos do produto de Portugal, de sorte que em tempo algum (haja Paz ou Guerra entre os Reynos de Inglaterra e de França), não se poderá exigir de Direitos de Alfândega nestes Vinhos, ou debaixo de qualquer outro título, directa ou indirectamente, ou sejam transportados para Inglaterra em Pipas, Toneis ou qualquer outra vasilha que seja mais o que se costuma pedir para igual quantidade, ou de medida de Vinho de França, diminuindo ou abatendo uma terça parte do Direito do costume. Porem, se em qualquer tempo esta dedução, ou abatimento de direitos, que será feito, como acima he declarado, for por algum modo infringido e prejudicado, Sua Sagrada Magestade Portugueza poderá, justa e legitimamente, proibir os Panos de lã e todas as demais fabricas de lanificios de Inglaterra.
III. Os Exmos. Senhores Plenipotenciários prometem, e tomão sobre si, que seus Amos acima mencionados ratificarão este Tratado, e que dentro do termo de dois meses se passarão as Ratificações.

 

No século XVIII, Portugal encontrou em terras brasileiras a primeira riqueza que instigava a realização das grandes navegações: os metais preciosos. Além de atender a uma antiga expectativa, a exploração da economia aurífera do espaço colonial poderia determinar a recuperação econômica lusitana, bem como a dinamização de uma economia que se encontrava gravemente enfraquecida pelos anos de dominação espanhola e a grave crise açucareira que atingiu o Brasil no século anterior.

Contudo, contrariando a essa possibilidade, observamos que a riqueza retirada do Brasil e enviada a Portugal não resultou nesse processo de recuperação. Pior do que isso, a extração aurífera veio reforçar a dependência econômica que os portugueses tinham em relação ao espaço colonial brasileiro e, na medida em que o ouro se escasseava, a crise econômica lusitana voltava a se fortalecer. Mas afinal, como poderíamos compreender essa situação, no mínimo, contraditória?

Entre os vários fatores que possam ser trabalhados, acreditamos que o Tratado de Methuen ou Tratado de Panos e Vinhos tem grande valia para que possamos entender o quadro econômico experimentado em Portugal ao longo do século XVIII. Assinado junto à Inglaterra, esse acordo estabelecia que Portugal teria facilidades na compra dos tecidos ingleses e que a Inglaterra se valeria de facilidades semelhantes para comprar a produção de vinho lusitana.

Ao longo do tempo, a vigência desse acordo impeliu grande parte dos produtores agrícolas de Portugal a utilizarem suas terras cultiváveis para a produção de vinho. Afinal de contas, a disponibilidade do mercado inglês imposta pelo tratado garantia lucro aos produtores. No entanto, essa mesma prática impedia que a economia portuguesa se voltasse para o desenvolvimento de outras atividades que pudessem dinamizar a sua economia.

Além disso, devemos salientar que a demanda portuguesa por tecidos era bem maior que a riqueza produzida pela venda do vinho à Inglaterra. Desse modo, os portugueses acumularam grandes dívidas geradas pela necessidade crescente de se consumir os produtos ingleses manufaturados. No contexto do século XVIII, esse déficit era suprido com o envio das barras de ouro e as pedras preciosas que eram extraídas no Brasil. Com isso, a riqueza colonial brasileira mascarava a deficiência econômica de sua metrópole.

Em diferentes ocasiões, esses efeitos produzidos pelo Tratado de Methuen foram criticados por diversos estudiosos que percebiam o impasse gerado. Na segunda metade do século XVIII, o marquês de Pombal, principal ministro do rei D. José I, tomou medidas cujo objetivo seria de reverter essa situação. Contudo, o desinteresse da aristocracia portuguesa impedia que um projeto de modernização econômica se estabelecesse naquelas terras.

Ao alcançarmos os finais do século XVIII, momento em que a economia mineradora já apresentava sérios sinais de desgaste, a economia portuguesa sentia o retorno de uma grave crise econômica. De tal modo, vemos que a assinatura do Tratado de Methuen, somado a outros fatores ligados à política e à economia portuguesa, explicam como essa nação não veio a se fortalecer em um período em que a prosperidade trazida pelo ouro deveria abrir tantas outras portas.

 

fonte: Wikipedia

 

por: DetetivesDaHistoria