Ícone da semana – Toussaint L’ouverture


François-Dominique Toussaint Louverture (1743 – 1803)
era seu nome completo, nasceu na então colônia francesa de Santo Domingo, se tornando um importante líder, um símbolo da libertação dos escravos na América Espanhola, foi o mais importante envolvido na Independência do Haiti, mas como tudo na vida não são flores, muito menos naquela época, ele foi pra alguns uma pessoa bem complexa e também intitulado de polêmicoToussaint L’ouverture foi um grande ícone da força de resistência contra a escravidão dos negros na América e por ser complexo e polêmico para muitos e herói também para muitos, ganhou seu lugarzinho aqui no Ícones da História.

 

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Antes de lermos sobre sua vida, temos que compreender que ele não buscava no início a independência de seu país. Buscava sim uma autonomia, liberdade de comércio e a aplicação à colônia dos princípios defendidos pela Revolução Francesa.

Lutou ao lado da Espanha e da França e depois contra elas e contra a Inglaterra. Até seus trinta e cinco anos permaneceu trabalhando para o Conde Noé Bréda e foi libertado por seu amoque lhe deu a função privilegiada de cocheiro privado. Freqüentou a escola do seu padrinho, o professor Pierre Baptiste, onde aprendeu conhecimentos gerais e francês, e na biblioteca do patrão, adquiriu valiosa cultura através da leitura de vários livros.

Com cerca de quarenta anos de idade, apoiou a insurreição geral dos escravos contra o cruel drama da exploração humana dos deserdados de todos os direitos à vida livre. Participou da coluna guerreira de Bonson, um chefe negro que comandava os rebeldes que contava com apoio dos espanhóis com armas e munições. Ganhou o título de tenente-coronel e obteve a alforria dos escravos, graças também aos ares libertadores da Revolução Francesa.

Então incorporou-se às fileiras dos antes inimigos para combater uma expedição inglesa contra a Ilha, estes movidos pela guerra na Europa. A Convenção Francesa outorgou-lhe o grau de Brigadier General e, depois, a promoção de General-de-Divisão. Conseguiu repelir uma expedição inglesa à ilha e foi promovido a general-chefe do Exército colonial. Depois da pacificação, tornou-se um líder nacional dando-lhe bases econômicas. Fomentou e conservou as lavouras, criou escolas que ele próprio inspecionava, instalou hospitais..

Criou uma missão de dez membros encarregada de redigir uma Constituição, que resultou na  promulgação da primeira Carta do Haiti (1801) e autoconstituiu-se em Governador Perpétuo, com direito a nomear seu sucessor. Pelo tratado de Basiléia (1795), a Espanha havia cedido à França a parte leste da Ilha, mas ele, com um exército de vinte e cinco mil homens, ocupou toda a Ilha. Este procedimento resultou em uma nova guerra contra as tropas francesas do General Rigaud e depois do General Leclerc.

Derrotado em Ravinea-Couleuvres pelo general francês Rochambeau (1802) e enviado para a França por ordem de Napoleão e encarcerado no Forte de Joux, em Jura, fronteira com a Suíça, onde faleceu em abril ano seguinte. Porém seu ideal era irreversível e o General Desalines, um de seus colaboradores mais devotados e líder militar substituto, leu no meio do povo a ata da emancipação política do Haiti (1804), no primeiro dia daquele ano.

 

Fonte: dec.ufcg.com

 

Por: DetetivesDaHistoria

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