Ícone da Semana – John Locke

 

Essa semana os Detetives trazem para você um insólito filosofo iluminista. Conhecido por sua visão política e seu empirismo filosófico. Estamos falando do John Locke.

 

-“A necessidade de procurar a verdadeira felicidade é o fundamento da nossa liberdade.”

-John Locke

 

Locke estudou medicina, ciências naturais e filosofia em Oxford, principalmente as obras de Bacon e Descartes. Em 1683, fugiu para os Países Baixos. Voltou à Inglaterra quando Guilherme de Orange subiu ao trono, em 1688. Faleceu em 28 de outubro de 1704, com 72 anos.

Locke nunca se casou ou teve filhos. Encontra-se sepultado em All Saints Churchyard, High Laver, Essex na Inglaterra.

Como filósofo político, Locke pode ser considerado um precursor da democracia liberal, dada a importância que atribui à liberdade e à tolerância. O que estava em jogo era, obviamente, atolerância religiosa, contra os abusos do absolutismo. De todo modo, suas ideias fundamentaram as concepções de democracia moderna e de direitos humanos tal como hoje é expressa nascartas de direitos.

Entretanto, para John Locke, essa liberdade não seria aplicável ao “homem primitivo”, pois que os povos ditos primitivos não estariam associados ao restante da humanidade no uso do dinheiro e poderiam ser equiparados a bestas de caça ou bestas selvagens,(o que forneceu a base ideológica para a tomada das terras e o extermínio de populações indígenas) nem aos papistas(católicos, na expressão dos protestantes), que seriam como “serpentes, dos quais nunca se conseguiria que abrissem mão de seu veneno com um tratamento gentil”.

Reassalte-se que tal atitude em relação aos indígenas não era verificada em pensadores anteriores, como Bartolomé de las Casas e Montaigne, que, ao se referir às populações extra-européias, dizia “Acho que não há nessa nação nada de bárbaro e de selvagem, pelo que me contaram. A não ser porque cada qual chama de barbárie aquilo que não é de seu costume”.

A tolerância não se aplicava tampouco as camadas que detinham menos recursos econômicos, para às quais Locke defendia algumas medidas severas, tais como:

  • Direcionar para o trabalho as crianças a partir de três anos, das famílias que não têm condições para alimentá-las.
  • Supressão das vendas de bebidas não estritamente indispensáveis e das tabernas não necessárias.
  • Obrigar os mendigos a carregar um distintivo obrigatório, para vigiá-los, por meio de um corpo de espantadores de mendigos, e impedir que possam exercer sua atividade fora das áreas e horários permitidos.
  • Os que forem surpreendidos a pedir esmolas fora de sua própria paróquia e perto de um porto de mar devem ser embarcados coercitivamente na marinha militar, outros pedintes abusivos devem ser internados em uma casa de trabalhos forçados, na qual o diretor não terá outra remuneração além da renda decorrente do trabalho dos internados.
  • Os que falsificarem um salvo-conduto para fugir de uma casa de trabalho, devem ser punidos com um corte de orelhas e, na hipótese de reincidência, com a deportação para as plantações, na condição de criminosos.

Empirismo na filosofia

A doutrina do empirismo foi definida explicitamente pela primeira vez pelo filósofo inglês John Locke no século XVII. Locke argumentou que a mente seria, originalmente, um “quadro em branco” (tabula rasa), sobre o qual é gravado o conhecimento, cuja base é a sensação. Ou seja, todas as pessoas, ao nascer, o fazem sem saber de absolutamente nada, sem impressão nenhuma, sem conhecimento algum. Todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido pela experiência, pela tentativa e erro.

Historicamente, o empirismo se opõe a escola conhecida como racionalismo, segundo a qual o homem nasceria com certas idéias inatas, as quais iriam “aflorando” à consciência e constituiriam as verdades acerca do Universo. A partir dessas idéias, o homem poderia entender os fenômenos particulares apresentados pelos sentidos. O conhecimento da verdade, portanto, independeria dos sentidos físicos.

Alguns filósofos normalmente associados com o empirismo são: Aristóteles, Tomás de Aquino, Francis Bacon, Thomas Hobbes, John Locke, George Berkeley, David Hume e John Stuart Mill. Embora no geral seja relacionado com a teoria do conhecimento, o empirismo, ao longo da história da filosofia, teve implicações na lógica, filosofia da linguagem, filosofia política, teologia, ética, dentre outros ramos.

 

Fontes: Wikipedia e pensador.uol.com

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Os “zumbis” Brasileiros do século XVI

 

Este texto fala dos “costumes violentos” que os índios que aqui viviam cultivavam, costumes esses que impressionaram e assustaram os europeus que vieram para o Brasil no século XVI, a morte era ritualizada e o “ponto ápice” do ritual era a deglutição eucarística dos cativos, na maioria das vezes por motivos de vingança, esse texto é interessantíssimo e nós Detetives disponibilizamos esta “nojenta e violenta” curiosidade .

 

 

A vítima era capturada no campo de batalha e pertencia àquele que primeiro a houvesse tocado; triunfalmente conduzida à aldeia do inimigo, era insultada por mulheres e crianças (tinha de gritar “eu, vossa comida, cheguei!”). Após essas agressões, porém, era bem tratada, podendo andar livremente – fugir era uma vergonha impensável.

O cativo passava a usar uma corda presa ao pescoço: era o calendário que indicava o dia de sua execução – o qual podia prolongar-se por muitas luas (e até por vários anos). Na véspera da execução, ao amanhecer, o prisioneiro era banhado e depilado; mais tarde, o corpo da vítima era pintado de preto, untado com mel e recoberto com plumas e cascas de ovos, iniciando-se uma grande beberagem de cauim – um fermentado de mandioca.

Na manhã seguinte, o carrasco avançava pelo pátio dançando e revirando os olhos. Parava em frente ao prisioneiro e perguntava: “Não pertences à nação nossa inimiga? Não mataste e devoraste nossos parentes?” Altiva, a vítima respondia: “Sim, sou muito valente, matei e devorei muitos.” Replicava então o executor:”Agora estás em nosso poder, serás morto por mim e devorado por todos.” Para a vítima esse era um momento glorioso, já que os índios brasileiros consideravam o estômago do inimigo a sepultura ideal.

O carrasco desferia então um golpe de tacape na nuca; velhas recolhiam, numa cuia, o sangue e os miolos – o sangue deveria ser bebido ainda quente. A seguir o cadáver era assado e escaldado, para permitir a raspagem da pele, introduzindo-se um bastão no ânus para impedir a excreção.

Os membros eram esquartejados e, depois de feita uma incisão na barriga, as crianças eram convidadas a devorar os intestinos. Língua e miolos eram destinados aos jovens; os adultos ficavam com a pele do crânio e as mulheres com os órgãos sexuais. As mães embebiam os bicos dos seios em sangue e amamentavam os bebês. Os ossos do morto eram preservados: o crânio, fincado em uma estaca, ficava exposto em frente à casa do vencedor; os dentes eram usados como colar e as tíbias tranformavam-se em flautas e apitos.

 

Fonte: umprofessordehistoria.blogspot

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Ícone da Semana – Adam Smith

Essa semana, os Detetives da História trazem para você um inenarrável filósofo iluminista que fez história com suas teorias (Egoísmo e Altruísmo; A livre concorrência; Divisão do trabalho; Crescimento econômico; etc.). Em 1776, publicou A riqueza das Nações, uma análise sobre o funcionamento das sociedades comerciais e problemas associados à divisão do trabalho, ao valor, à distribuição da renda e à acumulação de capital. Este é o Adam Smith.

Economista escocês (6/1723-17/7/1790). Um dos teóricos mais influentes da economia moderna, responsável pela Teoria do Liberalismo Econômico. Nasce em Kirkcaldy e estuda em Glasgow e em Oxford, na Inglaterra. Em 1751 é nomeado professor de lógica na Universidade de Glasgow e, no ano seguinte, também se encarrega da cátedra de filosofia moral. Interessado em muitos ramos do conhecimento, entre os quais filosofia, história e ciências exatas, publica um importante tratado sobre moral, Teoria dos Sentimentos Morais (1759). Cultiva amizade com filósofos, como David Hume, e inventores, como James Watt.

Em 1763, durante viagem à França e à Suíça, entra em contato com os fisiocratas. Volta para a Escócia e publica sua principal obra, Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações. Nela, define os pré-requisitos para o liberalismo conômico e a prosperidade das nações, como o combate aos monopólios, públicos ou privados; a não-intervenção do Estado na economia e sua limitação às funções públicas de manutenção da ordem, da propriedade privada e da justiça; a liberdade na negociação do contrato de trabalho entre patrões e empregados; e o livre comércio entre os povos. Morre em Edimburgo.

Em plena época do Iluminismo, Adam Smith tornou-se um dos principais teóricos do liberalismo econômico. Sua principal teoria baseava-se na ideia de que deveria haver total liberdade econômica para que a iniciativa privada pudesse se desenvolver, sem a intervenção do Estado. A livre concorrência entre os empresários regularia o mercado, provocando a queda de preços e as inovações tecnológicas necessárias para melhorar a qualidade dos produtos e aumentar o ritmo de produção.

As ideias de Adam Smith tiveram uma grande influência na burguesia européia do século XVIII, pois atacavam a política econômica mercantilista promovida pelos reis absolutistas, além de contestar o regime de direitos feudais que ainda persistia em muitas regiões rurais da Europa.

A teoria de Adam Smith foi de fundamental importância para o desenvolvimento do capitalismo nos séculos XIX e XX.

 Algumas frases famosas do nosso ícone:

– “Nenhuma nação pode florescer e ser feliz enquanto grande parte de seus membros for formada de pobres e miseráveis.”

– “A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes.”

– “Impostos que visem a prevenir, ou mesmo reduzir a importação, são evidentemente tão destrutivos das rendas alfandegárias quanto a liberdade de comércio.”

Fonte: suapesquisa.com  e  algosobre.com

 

Imperdível, semana que vem, os Detetives virão com mais um ícone da nossa história.

 

Por: DetetivesdaHistoria

 

O vizinho que ninguém quer

 

Reportagem do ‘Estadão’, muito interessante que fala sobre as revoltas negras e seus impactos, grandes ou não, ressaltando também o medo que essas revoltas geravam, nós Detetives achamos a reportagem interessante e pelo fato de ser uma reportagem atual, nos chamou atenção .

No best-seller O Choque das Civilizações, o cientista político Samuel Huntington dividiu o mundo em oito grupos culturais e criou uma categoria à parte, a dos “estados solitários”, onde se encaixariam os haitianos. “O Haiti é o vizinho que ninguém quer ter. É um país sem parentes”, dizia o autor, morto em 2008. O país mais pobre do Hemisfério Ocidental não fala inglês nem espanhol. É uma ex-colônia da França isolada no Mar do Caribe.

Ironicamente, a maldição da Ilha de Hispaniola é consequência de seu maior sucesso, a Revolução Haitiana, única revolta de escravos bem-sucedida da história. Em 1791, três anos antes de os jacobinos franceses abolirem a escravidão nas colônias, o escravo Toussaint L”Ouverture liderou uma legião de negros que venceu as três maiores potências da época: França, Espanha e Grã-Bretanha.

Inspirado por ideias iluministas, ele libertou os escravos do Haiti muito antes dos britânicos, que posaram para a posteridade como os primeiros a extinguir o escravismo. As vitórias de L”Ouverture aterrorizaram tanto a Grã-Bretanha que Londres quis reconhecer a independência haitiana em troca da promessa de que o líder negro não exportasse a nova moda da liberdade para a Jamaica e sul dos EUA.

O Haiti dos tempos de L”Ouverture era conhecido como a “Pérola das Antilhas”, rico entreposto do comércio de açúcar e um país de vanguarda – foi a segunda nação a se tornar independente nas Américas (a primeira foi os EUA).

A notícia do sucesso de uma revolução de escravos no Caribe teve profunda influência em toda a região, incluindo o Brasil. O medo das elites brancas de que o exemplo fosse replicado se espalhou e ficou conhecido como haitianismo. “O Haiti foi estigmatizado como inimigo de todos os regimes coloniais e escravistas das Américas”, diz o historiador John Lynch, da Universidade de Londres.

O Haiti começa então sua longa jornada de isolamento político e econômico. Em uma época em que EUA, Brasil e toda a América Espanhola eram escravocratas, a rebeldia haitiana foi condenada e a região fez de tudo para prevenir o “contágio” do haitianismo. “Os revolucionários hispano-americanos se preocuparam em dissociar-se da Revolução Haitiana”, diz Lynch.

O venezuelano Francisco Miranda temia o efeito que o haitianismo pudesse causar à sua reputação na Europa. “Não permita Deus que outros países sofram o mesmo destino do Haiti, palco de crimes cometidos em nome da liberdade”, dizia Miranda. “Seria melhor que tivesse permanecido sob a opressão da Espanha.”

Até Simon Bolívar deu as costas para o Haiti. Em 1816, o então presidente haitiano, Alexandre Pétion, forneceu dinheiro e armas para a campanha de Bolívar com a condição de que ele libertasse os escravos das nações independentes. O Libertador não só se esqueceu da promessa como excluiu o Haiti do fracassado Congresso do Panamá, de 1826, que deveria ser um marco do pan-americanismo.

O tratamento dado pelos EUA também foi carregado de preconceito. Thomas Jefferson, então presidente americano, dizia-se avesso à escravidão, mas era proprietário de escravos e defendia a superioridade racial dos brancos. Ele ofereceu ajuda à França para restaurar o domínio colonial no Haiti. Segundo o diplomata francês Louis Pichon, “era o medo dos negros, mais do que a simpatia pela França, que influenciou a decisão de Jefferson”.

No Brasil, o grande fluxo de escravos ao longo do século 19 fez renascer o haitianismo em vários momentos. O fenômeno fundamentou a intolerância radical da elite brasileira às rebeliões de escravos. A principal delas ocorreu em 1835, em Salvador. A Revolta dos Malês, de negros muçulmanos, foi duramente reprimida e seus lideres fuzilados.

A historiografia também associa o medo de uma revolução escrava no Brasil à assinatura da Lei Eusébio de Queirós, que proibiu o tráfico negreiro, em 1850, e ao incentivo à imigração estrangeira, que pretendia substituir a mão de obra negra e branquear a sociedade brasileira.

 

Reportagem na íntegra :

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-vizinho-que-ninguem-quer-ter,496960,0.htm

 

Fonte: estadao.com

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Ícone da Semana – Montesquieu

 

Ele era contra o absolutismo, fez várias críticas ao clero católico, principalmente, sobre seu poder e interferência política, defendia aspectos democráticos de governo e o respeito as leis, defendia a divisão do poder em três: ExecutivoLegislativo e Judiciário, seu nome completo era Charles-Louis de Secondatt ou simplesmente Charles de Montesquieu e ele é mais um ícone das nossas edições especiais iluminadas, ele é o nosso Ícone da História desta semana.

 

Ele tinha frases famosas:

-“Um governo precisa apenas vagamente o que a traição é, e vai contribuir para o despotismo”.

-“Leis inúteis enfraquecem as leis necessárias.”

 

 

Montesquieu (1689-1755) foi pensador e escritor francês sobre ideias políticas. Criou o da modelo dos três poderes que estão presentes na democracia representativa ocidental. É um dos grandes representantes do pensamento iluminista, junto com Voltaire, Locke e Rousseau.

Charles de Montesquieu nasceu no castelo de La Brède, perto de Bordeaux. Antes de se interessar por filosofia política, estudou filosofia natural.

Aos 27 anos, escreveu uma dissertação sobre política dos romanos na religião. Também escreveu sobre ciências naturais e sobre doenças.

Entrou para a Academia Francesa e viajou pela Europa. Morou dois anos na Inglaterra, quando tomou contato com as ideias liberais naquele país. Fez parte da Academia Real de Londres e da Academia Real de Ciências de Berlim.

Montesquieu era defensor da liberdade religiosa, embora não fosse religioso. Porém, criticava os abusos da igreja, o que registrou no livro “Letras Persas” (1721).

O livro mais famoso de Montesquieu foi “Espírito das Leis” (1748), onde defendeu que toda forma de governo deveria obedecer às leis e não à vontade do monarca e da religião. Elaborou nessa obra a divisão que existe em todos os governos liberais e democráticos: os poderes judiciário, legislativo e executivo. Os poderes deveriam também vigiar uns aos outros para a preservação da democracia.

Os escritos de Montesquieu inspiraram a constituição norte-americana.

 

Fonte: suapesquisa.com  e  e-biografias.com

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Dica de Filme

 

O filme “Queimada!” que trata da época da colonização na América Espanhola, um filme que foca nos interesses ingleses no comércio e nas tentativas de influenciar revoltas ao seu favor, filme bem antigo, de 1969, com estrelas como Marlon Brando, muito interessante que nós Detetives recomendamos.

 

Sinopse:

William Walker (Marlon Brando) é um representante inglês que fora mandado para uma pequena ilha no Caribe, em 1845. Sua função é incentivar uma rebelião a fim de beneficiar os negócios ingleses, já que a ilha tem dominação portuguesa. Após dez anos, ele retorna para prestar declarações sobre quem ele pôs no poder.

 

 

Fonte: cineplayers.com

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Os primeiros passos sem a “Mamãe-França”

 

A primeira nação independente da América Latina foi o Haitia primeira nação negra pós-colonial independente liderada pelos Estados Unidos em todo o mundo e a única rebelião escrava com sucesso. Com sua agricultura debilitada por anos de guerra e não havia comércio formal.

 

Dessalines, um escravo nascido em uma fazenda no norte, permaneceu como chefe do novo governo haitiano. Ele decidiu, após seu primeiro ano no cargo proclamou-se imperador do país sob o nome de Jacques I, dando origem ao Império do Haiti. O imperador buscou consolidar seu poder pessoal através da criação de um Estado autocrático, semelhante ao nascer na França durante os anos. Seus métodos autoritáriosderivados da aplicação do “fermage” e uma quantidade de combates na ilha levou a um declínio do império, o que resultou no leste da ilha sendo recuperada pelos espanhóis, enquanto o Oeste constitui uma conspiração entre os generais e Christophe Petion que resultou em seu assassinato em 1806.

Os instigadores da conspiração, devido às suas diferenças, lutaram pela liderança que levou à divisão do território desde 1806 uma guerra declarada e, como tal, até 1810. Henri Christophe, um ex-escravo, instalou-se no norte, o Estado do Haiti, que em 1811 tornou-se o Reino de Haiti, proclamado como rei Henri I, no sul, o mulato Alexandre Pétion governou a República do Haiti, que deu amplo apoio em armas e dinheiro para Simón Bolívar, em troca da abolição da escravatura nos territórios que foram libertados. Petion estava convencido de que a independência só seria garantir América do Haiti, acossado pelas potências europeias e os Estados Unidos. Petion morreu em 1818General Jean Pierre Boyer é eleito presidente da república, e quando Henri I cometeu suicídioreconquistou o norte do país em 1820 para consolidar a república.

O fim da Revolução Haitiana em 1804 marcou o fim do colonialismo no Haiti. O conflito social cultivado sob a escravidão continuou a afetar a população. A revolução deixou no poder uma elite affranchi, bem como o formidável exército do Haiti. A França continuou o sistema de escravidão na Martinica e Guadalupe.

A Revolução Haitiana sucedeu rebeliões de escravos nos Estados Unidos e nas colônias britânicas. A perda de uma importante fonte de receitas ocidentais abalou a fé de Napoleão na promessa do mundo ocidental, incentivando-o a descarregar outros activos francês na região, incluindo o território conhecido como Louisiana.

Em 1807, a Grã-Bretanha tornou-se o primeira grande potência a abolir de forma permanente, o comércio de escravos. No entanto, a escravidão não foi totalmente abolida no Índias Orientais Britânicas, até 1833. Ele continuou nas colônias francesas até 1848Louverture continua sendo uma figura popular para este dia.

 

Fonte: wikipedia

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Ícone da Semana – Rousseau

 

Ele foi um dos mais importantes filósofos iluministas, era teórico político e escritorNasceu em 28 de junho de 1712 em Genebra na Suíça e morreu no dia 2 de julho de 1778 em Ermenoville (cidade françesa).

 

É considerado um dos principais iluministas franceses,  suas idéias serviram de base para a Revolução Francesa e por ser mais um iluminado com as luzes da razão ganhou seu posto aqui em mais uma edição do Ícones da História, nós Detetives da História temos a honra de apresentar vida e obra de mais um notável ícone, seu nome?

 

Jean-Jacques Rousseau .

– ” O homem nasce bom, a sociedade é que o corrompe.”

 

 

Rousseau não conheceu a mãe, pois ela morreu no momento do parto. Foi criado pelo paium relojoeiro, até os 10 anos de idade. Em 1722, outra tragédia familiar acontece na vida de Rousseau, a morte do paiNa adolescência foi estudar numa rígida escola religiosa. Nesta época estudou muito e desenvolveu grande interesse pela leitura e música.

No final da adolescência foi morar em Paris e, na fase adultacomeçou a ter contatos com a elite intelectual da cidade. Foi convidado por Diderot para escrever alguns verbetes para a Enciclopédia.

No ano de 1762Rousseau começou a ser perseguido na França, pois suas obras foram consideradas uma afronta aos costumes morais e religiososRefugiou-se na cidade suíça de Neuchâtel. Em 1765, foi morar na Inglaterra a convide do filósofo David Hume.

 

De volta à França, Rousseau casou-se com Thérèse Levasseur, no ano de 1767.

Escreveu, além de estudos políticosromances e ensaios sobre educaçãoreligião e literaturaSua obra principal é Do Contrato Social. Nesta obra, defende a idéia de que o ser humano nasce bom, porém a sociedade o conduz a degeneração.

Afirma também que a sociedade funciona como um pacto socialonde os indivíduos, organizados em sociedade, concedem alguns direitos ao Estado em troca de proteção e organização.

 

Fonte: suapesquisa.com

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Revolta Escravista em 1791 – O Desdobramento

 

No dia 22 de Agosto de 1971, os escravos da colônia de Saint-Domingue se “cansaram” da colônia, iniciando a revolta, assim a colônia caiu em iminente guerra civil.

O chute inicial, para nós do Detetives da História foi dado pelo sacerdote vodu e líder do grupo “Marroon, Dutty Boukman. em uma cerimônia religiosa em Bois Caïman, na noite de 14 de Agosto. Alguns dias depois, os escravos já haviam controlado toda a parte do Norte, com muita violência, deixando para os colonos o controle apenas de alguns fortes.

Os fazendeiros sempre temeram uma revolta e por isso estavam preparados e bem armados. Assim, retaliaram massacrando os prisioneiros negros trazidos pelos soldados.

Em poucas semanas, o número de escravos que se juntou à revolta ascendia já a aproximadamente 100 mil e em dois meses, com a escalada da violência, já tinham morto 2 mil colonos e destruído 180 plantações de açúcar e centenas de café.

Por volta de 1792, os escravos controlavam um terço da ilha. O sucesso da rebelião de escravos levou o recém-eleita Assembleia Legislativa francesa a perceber que estava a enfrentar uma situação ameaçadora e que para proteger os seus interesses econômicos teria de conceder direitos civis e políticos aos homens livres de cor nas colóniasveio a fazer isso em Março de 1792, uma decisão que chocou vários países da Europa e os EUA. Para além disso, enviaram 6 mil franceses para a ilha.

Entretanto, em 1793, a França declarou guerra à Grã-Bretanha. Nessa altura, os fazendeiros e proprietários de escravos de Saint-Domingue fizeram acordos com os britânicos para reforçar a soberania inglesa nas ilhas.

A Espanha, que controlava o resto da ilha de Hispaniola, acaba por também participar no conflito, lutando com a Grã-Bretanha contra a França, invadindo a ilha e juntando-se às forças dos escravos.

Em 1793, só havia 3.500 soldados franceses na ilha. Para evitar o desastre militar, um comissário francês libertou os escravos na sua jurisdição.

A decisão foi confirmada e alargada pela Convenção Nacional, em 1794, quando formalmente se abole a escravidão e se concedem direitos civis e políticos a todos os homens negros nas colónias. Estima-se que a rebelião de escravos resultou na morte de 100.000 negros e 24.000 brancos.

Um dos comandantes negros com mais sucesso foi Toussaint L’Ouverture. Como Jean François e Biassou, ele inicialmente lutou pela coroa espanhola, mas após a invasão da ilha pelos britânicos, ele decidiu lutar pelo lado francês, com a condição de estes concordarem em libertar todos os escravos.

Em 29 Agosto 1793, Sonthonax proclama o fim da escravatura.

Em 1801, L’Ouverture emitiu uma constituição para Saint-Domingue que previa a autonomia e o decretava governador vitalício.

Em retaliação, Napoleão Bonaparte envia para a ilha uma grande expedição militar francesa, liderada pelo seu cunhado Charles Leclerc, para restaurar a lei francesa e, sob instruções secretas, repor a escravatura.

Durante as lutas, alguns aliados de L’Ouverture, como Jean-Jacques Dessalines, desertaram para Leclerc.

Durante alguns meses, a ilha esteve tranquila sob o domínio de Napoleão, mas quando se torna evidente que este pretendia restabelecer a escravidão, Dessalines e Pétion mudam de lado e em Outubro de 1802, combatem contra os franceses. Enfrentaram um duro combate, primeiro contra Leclerc, depois contra o Visconde de Rochambeau.

Dessalines liderou a rebelião até a sua conclusão, quando as forças francesas foram finalmente derrotados em 1803. A última batalha aconteceu a 18 de Novembro e ficou conhecida como a “Batalha de Vertières”.

No dia 1 de Janeiro de 1804, Dessalines, o novo líder sob a Constituição ditatorial de 1801, declarara o Haiti uma república livre.

 

Fonte: esquerda.net

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Uma Série de Acontecimentos

 

As riquezas caribenhas dependiam da Europa e do sabor do açúcar produzidas nas fazendas de proprietários, eram negociadas para a América do Norte e produtos das manufaturas européias. Em meados de 1730, franceses construíram um grande e complexo sistema de irrigação para aumentar a produção da cana.

Até o ano de 1740, Saint-Domingue, juntamente com a Jamaica, tornou-se o principal fornecedor de açúcar do mundo. A produção de açúcar dependia do trabalho manual extensivo feito pelos africanos escravizados em Saint-Domingue (economia de plantation colonial). Os fazendeiros brancos, cuja riqueza derivava da venda de açúcar, sabiam ter sido superados em número pelos escravos em um tempo de mais de dez anos e viviam com medo de que estes se rebelassem.

Em 1758, os fazendeiros brancos começaram a aprovar leis que estabeleciam restrições aos direitos de outros grupos de pessoas, até que um rígido sistema de castas foi definido. A maioria dos historiadores classifica as pessoas da época em três grupos. Um deles foi o dos colonos brancos, ou blancs. A segunda foi o de negros livres (geralmente, mestiços, mulatos ou conhecido como gens de couleur libre, as pessoas livres de cor). Estes tendiam a ser educados, alfabetizados e, muitas vezes serviam o exército ou eram administradores nas plantações. Muitos eram filhos de fazendeiros brancos e mães escravas. Os homens, muitas vezes recebiam a educação ou a formação de artesãos, algumas vezes recebidos de propriedade de seus pais, e liberdade. O terceiro grupo, ultrapassando os outros, numa proporção de dez para um, era em sua maioria de escravos nascidos na África.

A alta taxa de mortalidade entre eles fez com que fazendeiros continuamente tivessem de importar novos escravos. Isso manteve a sua cultura mais próxima da África e segregada de outras pessoas na ilha. Eles falavam um dialeto derivado do francês e do oeste africano conhecido como crioulo, que também era usado por nativos mulatos e brancos para a comunicação com os trabalhadores.

Colonos brancos e escravos negros tinham, frequentemente, conflitos violentos. Gangues de escravos fugitivos, conhecidos como maroon, viviam na floresta fora do controle. Eles frequentemente realizavam ataques violentos ás plantações de cana de açúcar e café.

O sucesso desses ataques estabeleceu tradições marciais haitianas de violência e brutalidade para fins políticos. Embora os números tenham aumentado nestas áreas (por vezes em milhares), eles geralmente não tinham a liderança e estratégia para alcançar os objetivos de longo prazo.

O primeiro líder eficaz maroon a surgir foi o carismático François Mackandal, que conseguiu unificar a resistência negra. Adepto do Vodu, Mackandal inspirou seu povo com tradições africanas. Ele uniu e também estabeleceu uma rede de organizações secretas entre os escravos das plantações, provocando uma rebelião que foi de 1751 até 1757.

Embora Mackandal tenha sido capturado pelos franceses e queimado na fogueira em 1758, maroons armados persistiram nos ataques e assédios após sua morte.

 

Fonte: Wikipedia

 

Por: DetetivesDaHistoria