Ícone da Semana – David Ricardo

 

Seu nome era David Ricardo e ele teve uma peculiaridade entre os filósofos, ele foi um dos raros casos em que uma pessoa atingiu grande sucesso na carreira e fama duradoura. Depois de ser expulso de casa por sua família após se casar fora da fé judáica, Ricardo ficou rico como corretor de ações e empréstimos, tanto que depois de sua morte, seu patrimônio foi avaliado em US$100 milhões em dólares nos dias de hoje. Após ler A Riqueza das Nações de Adam Smith, Ricardo começou a se interessar por economia. Escreveu seu primeiro artigo sobre economia aos 37 anos, e foi economista profissional nos anos que se seguiram.Ricardo foi um grande contribuinte para a economia, um homem muito rico e que sabia administrar suas riquezas, um homem do liberalismo econômico, enfim um Ícone da História.

 

Ele disse:

-“O capital é a parte da riqueza de um país empregada na produção, e consiste em alimento, vestuário, instru­mentos profissionais, matérias-primas, maquinaria, etc, necessários para a execução do trabalho.”

 

 

Ricardo despertou a atenção dos economistas com a controvérsia do bulionismo. Em 1809, ele escreveu que a inflação na Inglaterra era resultado da propensão do Banco da Inglaterra a emitir excesso de papel-moeda. Em resumo, Ricardo esteve entre os primeiros adeptos da teoria quantitativa do dinheiro, ou do que é hoje conhecido como monetarismo.

Em seu Essay on the Influence of a Low Price of Corn on the Profits of Stock [Ensaio sobre a influência de um preço baixo do milho sobre os lucros com ações] (1815), Ricardo articulou o que veio a ser conhecido como a lei da produtividade marginal decrescente. Uma das leis mais famosas da economia, afirma que conforme mais e mais recursos são combinados na produção com um recurso fixo — por exemplo, conforme mais mão-de-obra e maquinário são usados em uma quantidade fixa de terras — os acréscimos ao resultado vão diminuir.

Ricardo também se opõe ao protecionismo das Leis do Milho, que restringiam a importação de trigo. Na sua defesa do livre comércio, Ricardo formulou a idéia do custo comparativo, hoje conhecida como vantagem comparativa — uma idéia muito sutil que é o principal fundamento da crença no livre mercado pela maior parte dos economistas hoje. A idéia é a seguinte: um país que compra os produtos que pode obter a um custo mais baixo se beneficia mais do que se os produzisse ele próprio.

“Digamos, por exemplo, que a Pobrelândia produz uma garrafa de vinho com cinco horas de trabalho, e uma fornada de pão com dez horas. Os trabalhadores de Ricolândia, por outro lado, são mais produtivos. Conseguem produzir uma garrafa de vinho com três horas de trabalho, e uma fornada de pão com uma hora. Pode-se imaginar que Ricolândia, por produzir ambos os bens em menos tempo de trabalho, não se beneficia em nada com o comércio.

Não é o caso. O custo da produção de vinho da Pobrelândia, embora mais alto do que a de Ricolândia em termos de horas de trabalho, é mais baixo em termos de pão. Para cada garrafa produzida, Pobrelândia renuncia a meia fornada de pão, enquanto Ricolândia tem que abrir mão de três fornadas para produzir uma garrafa de vinho. Portanto, Pobrelândia tem a vantagem comparativa na produção de vinho. De modo semelhante, para cada fornada de pão que produz, Pobrelândia abre mão de duas garrafas de vinho, mas Ricolândia, de apenas um terço de garrafa. Portanto, Ricolândia tem a vantagem comparativa na produção de pão. Se os dois países trocarem pão e vinho a unidade por unidade, Pobrelândia pode se especializar na produção de vinho e comerciar parte dele para Ricolândia, que pode então se especializar na produção de pão. Tanto Pobrelândia quanto Ricolândia estarão em situação melhor do que se não comerciassem. Ao realocar, digamos, dez horas de trabalho antes gastas na produção de pão, Pobrelândia abre mão da fornada que esse trabalho poderia ter produzido. Mas a mão-de-obra realocada produz duas garrafas de vinho, que podem então ser trocadas por duas fornadas de pão. Resultado: o comércio rende para Pobrelândia uma fornada adicional. E Pobrelândia não está lucrando às custas de Ricolândia. Ricolândia também se beneficia, ou não comerciaria. Ao realocar três horas antes gastas na produção de vinho, Ricolândia diminuiu a produção da bebida, mas aumenta a produção de mão em três fornadas. Duas dessas fornadas então são trocadas por duas garrafas de vinho de Ricolândia. Ricolândia tem uma garrafa a mais do que antes, além de mais uma fornada de pão.”

Esses ganhos surgem, como observou Ricardo, porque cada país se especializa na produção do bem cujo custo comparativo é menor.

Tendo produzido um século antes que Paul Samuelson e outros economistas modernos popularizassem o uso de equações, Ricardo é ainda hoje admirado por sua impressionante capacidade de chegar a conclusões complexas sem nenhuma das ferramentas matemáticas hoje consideradas essenciais. Como escreveu o economista David Friedman em seu livro-texto de 1990, Price Theory [Teoria do Preço], “O economista moderno, ao ler o Principles de Ricardo, se sente como um membro de uma expedição no Monte Everest se sentiria se, ao chegar ao topo da montanha, encontrasse um andarilho usando camiseta e tênis.”

Uma das principais contribuições de Ricardo, atingida sem ferramental matemático, é sua teoria de aluguéis. Inspirando-se em Thomas Malthus, com quem Ricardo tinha uma relação próxima e, freqüentemente, discordâncias radicais, Ricardo explicou que, conforme se cultivavam mais terras, os fazendeiros eventualmente chegariam às terras menos produtivas. Mas como um alqueire de milho da terra mais produtiva é vendido pelo mesmo preço que um alqueire da terra mais produtiva, rendeiros se disporiam a pagar mais para alugar a terra mais produtiva. Resultado: os donos das terras, e não os rendeiros, são os que se beneficiam das terras mais produtivas. Essa descoberta resistiu ao teste do tempo.

Economistas ainda hoje usam o raciocínio de Ricardo para explicar por que os auxílios de preços agrícolas ajudam não aos fazendeiros, mas aos donos das terras. Usa-se também um raciocínio similar para explicar por que os beneficiários das leis que restringem o número de táxis não são os motoristas de táxi, mas os donos do conjunto finito dos alvarás que existiam quando se impôs a restrição.

 

Fonte: ordemlivre.org   e   quemdisse.com.br

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Ícone da Semana – Neil Armstrong

 

Ele foi o primeiro homem a pisar na Lua, Neil Armstrongastronauta, um grande guerreiro e um grande humano, nasceu do dia 5 de Agosto de 1930, em Wapakoneta, Ohio, EUA. Faleceu recentemente aos 82 anos de idade, em 25 de Agosto de 2012, nos EUA e por seus feitos em vida, e por ser juntamente com Buzz Aldrin os primeiros humanos a pisarem em solo lunar, ganha esta homenagem que nós Detetives da História temos a honra de fazer.

 

– ”Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade”

 

 

Entre anos 1949 e 1952, Armstrong foi piloto da Marinha dos EUA, e lutou na Guerra da Coréia. Formou-se em Engenharia Aeronáutica em 1955, pela Universidade Purdue, tornou-se piloto civil da Naca (Conselho Nacional de Aeronáutica), instituição que precederia a Nasa.

Em 1962, deixou o cargo de piloto de testes e passou a integrar a equipe de astronautas da Nasa. Em março de 1966, realizou sua primeira missão espacial ao comando da Gemini 8, nessa missão tornou-se no primeiro civil norte-americano a ir ao espaço, ao lado do também astronauta David Scott.

Na primeira missão de acoplagem de duas naves, os dois quase morreram no procedimento de acoplar a Gemini 8 à sonda Agena. No processo, a sonda começou a girar descontroladamente, Armstrong a instantes de perder a consciência conseguiu reverter a situação ao utilizar parte dos motores de reentrada na Terra para controlar a espaçonave.

Liderou a missão Apollo 11, que chegou à Lua em 20 de julho de 1969. Ao se tornar no primeiro homem a pisar no satélite da Terra, proferiu: – ”Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade”

A Apollo 11 havia sido lançada no dia 16 de julho de 1969, do Cabo Canaveral, no Estado da Flórida. No mês de agosto de 2012, havia passado por uma cirurgia de emergência no coração, no hospital os médicos haviam encontrado quatro entupimentos em suas artérias. Segundo a família, após o seu falecimento no dia 25 de agosto, Neil Armstrong, além de um grande herói foi um marido, pai, avó, irmão e amigo amoroso.

Depois de uma de suas missões, esteve no Brasil ao lado do então presidente norte-americano Lyndon Johnson. Em nosso país foi bem recebido por nossas autoridades, e demonstrou alto conhecimento sobre a história de Alberto Santos Dumont, o brasileiro que desenvolveu o primeiro avião.

No dia de seu falecimento, a Nasa, por meio do Twitter, divulgou em nota oficial seus sentimentos pela morte de Neil Armstrong, ex-piloto de testes, astronauta e primeiro homem na Lua.

 

Fonte: infoescola.com

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Homenagem póstuma à Neil Armstrong

 

 

Nós Detetives da História fazemos esta homenagem póstuma à Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua, que morreu no dia 25 de Agosto deste ano, foi um importante humano e astronauta e juntamente com Buzz Aldrin, na missão da Apollo 11, pisaram em solo lunar em 20 de julho de 1969.

 

Informamos que o próximo ícone da semana será em sua homenagem.

 

 

– “Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade”

 

Por:DetetivesDaHistoria

 

Ícone da Semana – Jean Bodin

             Essa semana os Detetives trazem para você mais um teórico absolutista conhecido por sua ideia de poder absoluto, retratando o que foi o Estado Absolutista. Este é o Jean Bodin.

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         Jean Bodin (Angers, 1530 — Laon, 1596) foi um jurista francês, membro do Parlamento de Paris e professor de Direito em   Toulouse. Ele é considerado por muitos o pai da Ciência Política devido a sua teoria sobre soberania. Baseou-se nesta mesma teoria para afirmar a legitimação do poder do homem sobre a mulher e da monarquia sobre a gerontocracia.

        Ele escreveu diversos livros, mas a Inquisição condenou a muitos deles porque o autor demonstrou simpatia pelas teorias calvinistas. Estes calvinistas, chamados Huguenotes na França, eram processados pela Igreja católica assim como outros grupos protestantes ou reformadores cristãos o eram em outros países católicos.

       Seus livros dividiram opiniões: alguns escritores franceses os admiravam, enquanto Francis Hutchinson foi seu detrator, criticando sua metodologia. As obras escritas por Bodin faziam diversas alusões a julgamentos de bruxos e o procedimento que deveria ser seguido, dando-lhe a reputação de um homem sanguinário.

Influência

              Com a obra Les six livres de la republique (Os seis livros da república), de 1576, a fama de Bodin, como escritor político e jurista, espalhou-se pelo mundo. O livro teve dez edições em vida do autor e foi traduzido em várias línguas.

                  Essa obra exerceu influência marcante, no século 17, sobre Thomas Hobbes, entre outros. O livro foi publicado na ocasião em que Bodin, como deputado, se manifestou contra a continuação da guerra com os huguenotes.

               O problema da guerra civil levou Bodin a examinar a questão da autoridade. Chegou à conclusão de que a anarquia é a pior catástrofe para a humanidade, e a ordem, a suprema necessidade humana. Segundo Bodin, somente o Estado soberano pode assegurar a ordem, mantendo-se independente de influências internas e externas.

                  Bodin definiu o Estado soberano e reconheceu três tipos de comunidade: monarquia, aristocracia e democracia, conforme o poder fosse atribuído a um indivíduo, a uma minoria, ou a uma maioria.

           Em sua busca de ordem, Bodin preferia a monarquia, mas impulsionada por um mecanismo democrático. Dessa forma, acreditava que, à força da unidade, acrescentava-se a força emanada da popularidade.

               Com análise tão lúcida e original para o século 16, Bodin conquistou fama imediata. Igual atenção não despertaram suas teorias, expostas na mesma obra, de que a lei e as instituições devem ser relativas, nunca absolutas, para adaptar-se ao temperamento do povo.

Economia e tolerância religiosa

        Além da obra citada acima, Jean Bodin publicou, em 1566, Método para estudar com facilidade a história, livro destinado a determinar os princípios universais da lei, pelo exame crítico da história.

         Com características tolerantes, inusitadas para a época, Bodin também produziu um colóquio, Das Heptaplomeres, no qual um católico, um calvinista, um luterano, um muçulmano, um judeu, um teísta e um epicurista dialogam, com o objetivo de descobrir uma religião universal. A obra teve de esperar até 1841 para ser publicada, embora circulasse na forma de manuscrito logo após a morte de Bodin.

-educacao.uol.com.br/biografias/jean-bodin

-wikipedia

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Por: DetetivesDaHistória

Ícone da Semana – Diderot

 

Denis Diderot foi um notável escritor francês, idealizador, enciclopedista e também filósofo, nasceu em Langres, na França, no ano 1713 e morreu em 1784 na “cidade luz”, Paris. Ficou bastante conhecido por suas produções literárias e pelas reformas na encilopédia. Diderot foi um precurssor da produção literária, transformando a literatura em um ofício, mas sempre foi um “filósofo de carteirinha‘, sempre se preocupando com a natureza do do homem. Por estas e muitas outras qualidades acima da méida, Denis Diderot ganhou o posto de Ícone desta semana.

 

Ele disse:

— O homem só será livre quando o último déspota for estrangulado com as entranhas do último padre”.

— “Cuidado com qualquer pessoa que queira trazer a ordem”.

 

 

Era ateu e extremamente materialista, no entanto, antes tinha estudado com os jesuítas e iniciado a sua carreira como eclesiástica, mas isso não o impediu de ser ateu. Graduou-se em Artes na cidade de Paris entre os anos de 1729-1732, mas foi um grande estudioso de leis, literatura, filosofia, e ainda, matemática. Além disso, Diderot foi um grande espirador da Revolução Francesa e um dos grandes símbolos iluministas.

Durante o ano de 1745 foi contratado pelo produtor Andre Le Breton com o intuíto de traduzir uma enciclopedia inglesa. Depois disto, passou a trabalhar com o filósofo Jean Le Rond d’Alembert, organizando outra enciclopédia. Esta foi de grande inspiração racionalista e materialista e de grande influencia e inspiração aos líderes da Revolução Francesa, propondo uma imediata separação entre a Igreja e o Estado, e ainda, o combate as superstições e as diversas manifestações de pensamento entre elas as instituições religiosas.

Sua filosofia, exposta fragmentariamente, às vezes contraditória, foi a primeira a ser elaborada com base em dados fornecidos pelas ciências exatas, numa espécie de materialismo científico. Meditando sobre as descobertas dos sábios de sua época, chegou a conclusões realmente geniais, tendo pressentindo as teorias da evolução, a constituição celular dos seres vivos e esboçado métodos que pressentem os de Lamarck, Claude Bernard e Taine. Não esquecendo, as obras de Diderot voltadas para a literatura desdobrou-se em diversos gêneros, porém, de forma contraditória e irregular.

Trabalhos realizados: Pensées philosophiques (1746), Lettre sur les aveugles à l’usage de ceux qui voient (1749), Prospectus (1750), Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers(1750), Encyclopédie (1751-1772), Discours préliminaire da Enciclopédia, e Jacques le Fataliste et son maitre (1796), La Religieuse (1796), Eléments de physiologie (1774-1780) e Le Neveu de Rameau (1821). Publicou também, peças teatrais sem ter obtido êxito, destacou-se mais nos romances, seguindo as normas dos humoristas ingleses. A peça inicial de cunho literário em sua carreira foi Lettres sur les aveugles à l’usage de ceux qui voient (resumindo o seu pensamento do deísmo ao cepticismo e o materialismo ateu).

 

Obs: Pedimos desculpas pelo Ícone não ter sido postado ontem, na Quarta-Feira (05/09), pois não estávamos disponíveis na data, nossas sinceras desculpas, mas hoje Quinta-Feira(06/09), está aí o nosso ícone.

 

Fonte: suapesquisa.com e infoescola.com

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

10 mitos sobre a criação

 

Todas as sociedades do mundo, tem uma cultura, sua própria maneira de pensar e explicar a origem da vida e do ser humano. Na maioria das vezes os mitos de criação de uma determinada cultura fazem parte das lendas e folclore, geralmente em seus rituais e manifestações religiosas, ressaltando que a cosmogonia é o estudo das origens da vida e humana. Nós do Detetives da História apresentamos à vocês, resumidamente, 10 mitos da criação e origem da vida, muito breve, mas interessantíssimo, já que trata de muitas culturas de variadas regiões do mundo e que quase sempre tem ligações, apreciem a leitura.

 

 

1- Mitologia Tupi-Guarani

 

Deus Tupã

 

A figura primária na maioria das lendas guaranis da criação é Iamandu (ou Nhanderu ou Tupã), o deus Sol e realizador de toda a criação. Com a ajuda da deusa lua Araci, Tupã desceu à Terra num lugar descrito como um monte na região do Aregúa, Paraguai, e deste local criou tudo sobre a face da Terra, incluindo o oceano, florestas e animais. Também as estrelas foram colocadas no céu nesse momento. Tupã então criou a humanidade em uma cerimônia elaborada, formando estátuas de argila do homem e da mulher com uma mistura de vários elementos da natureza. Depois de soprar vida nas formas humanas, deixou-os com os espíritos do bem e do mal e partiu.

 

2- Mitologia Asteca

 

Deus Nanahuatzin

 

Segundo um mito, no princípio, tudo era negro e morto. Os deuses se reuniram em Teotihuacán para discutir a quem caberia a missão de criar o mundo, tarefa que exigia que um deles teria que se jogar dentro de uma fogueira. O selecionado para esse sacrifício foi Tecuciztecatl. No momento fatídico, Tecuciztecatl retrocede ante o fogo; mas o segundo, um pequeno deus, humilde e pobre, Nanahuatzin, se lança sem vacilar à fogueira, convertendo-se no Sol. Ao ver isto, o primeiro deus, sentindo coragem, decide jogar-se transformando-se na Lua.  Ainda assim, os dois astros continuam inertes e é indispensável alimentá-los para que se movam.

 

 3- Mitologia Navajo

 

Deus Tsohanoai

 

Os índios Navajo da América do Norte, acreditavam que Tsohanoai era o deus Sol. Ele assume forma humana e carrega o Sol às costas, todos os dias através do céu. À noite, o Sol descansa, pendurado numa pega na parede ocidental da casa de Tsohanoai.  Os dois filhos de Tsohanoai, Nayenezgani (Matador de Inimigos) e Tobadzistsini (Criança de Água) viviam separados do pai, em casa da sua mãe, no extremo ocidente. Quando se tornaram adultos, os dois decidiram procurar o seu pai e pedir-lhe ajuda para combater os espíritos maléficos que aterrorizavam e atormentavam a humanidade.

 

4- Mitologia Iorubá

 

Deus Olodumare

 

Na mitologia iorubá o deus supremo é Olorum, chamado também de Olodumare. Não aceita oferendas, pois tudo o que existe e pode ser ofertado já lhe pertence, na qualidade de criador de tudo o que existe, em todos os nove espaços do Orun.  Olorum criou o mundo, todas as águas e terras e todos os filhos das águas e do seio das terras. Criou plantas e animais de todas as cores e tamanhos. Até que ordenou que Oxalá criasse o homem.  Oxalá criou o homem a partir do ferro e depois da madeira, mas ambos eram rígidos demais. Criou o homem de pedra – era muito frio. Tentou a água, mas o ser não tomava forma definida. Tentou o fogo, mas a criatura se consumiu no próprio fogo.

5- Mitologia Babilônica

 

Deus Shamash

 

O universo surgiu quando Nammu, um abismo sem forma, enrolou-se em si mesmo num ato de auto-procriação, gerando An, deus do céu, e Antu (Ki), deusa da Terra. A união de An e Ki produziu Enlil, senhor dos ventos, que eventualmente tornou-se líder do panteão dos deuses. Após o banimento de Enlil de Dilmun (a morada dos deuses) por violentar Ninlil, a deusa teve um filho, Nanna, o deus da lua (mais tarde chamado de Sin (ou Sinnu). Da união posterior entre Sin e Ningal nasceram Inanna (deusa do amor e da guerra) e Utu (deus do sol, depois chamado de Shamash).

 

6- Mitologia Persa

 

Deus Ormuz

 

Ormuz é o mestre e criador do mundo. Ele é soberano, onisciente, deus da ordem. O Sol é seu olho, o céu suas vestes bordadas de estrelas. Atar, o relâmpago, é seu cílio. Apô, as águas, são suas esposas. Ahura Mazda é o criador de outras sete divindades supremas, os Amesha Spenta, que reinam, cada um, sobre uma parte da criação e que parecem ser desdobramentos de Ahura Mazda. Assim como Ahura Mazda estava cercado por seis Amesha Spenta e de outras divindades, Angra Mainyu (Ahriman) — o deus malfazejo que invade a criação para perturbar a ordem e que é concebido como uma serpente — é acompanhado de seis demônios procedentes das trevas cósmicas e de um grande número de outras divindades malignas.

7- Mitologia Nórdica

 

 

Na mitologia nórdica, se acreditava que a terra era formada por um enorme disco liso. Asgard, onde os deuses viviam, se situava no centro do disco e poderia ser alcançado somente atravessando um enorme arco-íris (a ponte de Bifrost).  Os gigantes viviam em um domicílio equivalente chamado Jotunheim (Casa dos Gigantes). Uma enorme ábade no subsolo escuro e frio formava o Niflheim, que era governada pela deusa Hel. Este era a moradia eventual da maioria dos mortos. Situado em algum lugar no sul ficava o reino impetuoso de Musphelhein, repouso dos gigantes do fogo.  Outros reinos adicionais da mitologia nórdica incluem o Alfheim, repouso dos elfos luminosos (Ljósálfar), Svartalfheim, repouso dos elfos escuros, e Nidavellir, as minas dos anões. Entre Asgard e Niflheim estava Midgard, o mundo dos homens.

 

8- Mitologia Egípcia

 

Deus Ra

 

No princípio emergiu das águas uma ilha, e nela havia um ovo, do qual saiu Rá, iluminando todas as coisas. Todos os outros deuses seriam filhos de Rá (Nut, Chu e Geb). A deusa Nut se casou com Geb em segredo. Depois de algum tempo, Rá descobriu o que tinha acontecido, e ficou furioso com Nut. Como castigo tornou Nut estéril. Com isso Nut usou sua criatividade desafiando Thot, em um jogo de dados. Com sua vitória, consegui que Thot acrescentasse cinco novos dias ao calendário de 360 dias. Com os novos dias, que não eram vigiados por Rá, teve seus filhos: Osíris, Ísis, Set e Néftis.

 

9- Mitologia Grega

 

Deusa Hemera

 

Primeiro só havia o Caos (o Universo), depois do caos surgem Géia ou Gaia (a Terra, a grande mãe de peitos largos), depois o brumoso Tártaro (submundo,que fica debaixo da Terra) e Eros (o Amor, capaz de inspirar criação). De Caos também nasceram Hérebo (a trevas suprema,o que fica debaixo da Terra) e Nix (a Noite). Da Noite nasceram Hemera (o dia) e Éter (o ar puro ou ar superior onde vivem os deuses). A Terra deu à luz primeiro a seu consorte Urano ou Coelos (céu estrelado para cobri-la), também deu a luz Óreas (às montanhas) e às ninfas que nelas habitam e Ponto (o mar não colhido).

 

10- Mitologia Judaica

 

Deus Jeova

 

No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro. E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas. E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e assim foi.  E chamou Deus à expansão Céus, e foi a tarde e a manhã, o dia segundo.

 

Fonte: historiadigital.org

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Mistérios sobre a morte de Napoleão

 

 

A versão oficial da morte de Napoleão, baseada numa autópsia, é de que o imperador morreu no dia cinco de maio de 1821, aos 51 anos, devido a um câncer no estômago, exilado na Ilha da Santa Helena. Uma outra versão, conhecida como teoria da conspiração, diz que Napoleão teria sido envenenado pelos britânicos ou pelo seu confidente, o conde Charles de Montholon, que teria sido pago por franceses temerosos do retorno de Napoleão a Paris.

A evidência científica da teoria da conspiração se baseia numa análise química feita em 2001 numa mecha de cabelos que teria sido recolhida após a morte de Napoleão. A análise registra traços de arsênio.

Há uma lenda que diz que Napoleão foi enterrado sem o pênis, amputado horas depois de sua morte. Depois de 170 anos a relíquia apareceu nos Estados Unidos, guardada por John Lattimer, professor de Urologia da Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque. A amputação teria sido feita pelo médico francês Francesco Antommarchi, despachado para Santa Helena para cuidar do mal que acabou por matar Napoleão.

Antommarchi, um anatomista que pouco entendia de doenças, irritou o intempestivo corso, que o recebia a cusparadas e insultos. “Foi a vingança do médico”, disse Lattimer. Embora seja provável, não está provado que tenha sido o médico que fez a autópsia, Dr. Francesco Antommarchi, a subtrair o órgão genital de Napoleão.

Na sala estavam presentes dezessete testemunhas, sete médicos ingleses, duas criadas de Napoleão, um padre de nome Vignali e ainda um servo árabe de nome Ali. Haveria, portanto, 29 suspeitos. Embora os rumores persistam até os dias de hoje, a tal amputação nunca foi comprovada.

 

Fonte: umprofessordehistoria.blogspot

 

Por: DetetivesDaHistoria