Ícone da Semana – Jean Bodin

             Essa semana os Detetives trazem para você mais um teórico absolutista conhecido por sua ideia de poder absoluto, retratando o que foi o Estado Absolutista. Este é o Jean Bodin.

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         Jean Bodin (Angers, 1530 — Laon, 1596) foi um jurista francês, membro do Parlamento de Paris e professor de Direito em   Toulouse. Ele é considerado por muitos o pai da Ciência Política devido a sua teoria sobre soberania. Baseou-se nesta mesma teoria para afirmar a legitimação do poder do homem sobre a mulher e da monarquia sobre a gerontocracia.

        Ele escreveu diversos livros, mas a Inquisição condenou a muitos deles porque o autor demonstrou simpatia pelas teorias calvinistas. Estes calvinistas, chamados Huguenotes na França, eram processados pela Igreja católica assim como outros grupos protestantes ou reformadores cristãos o eram em outros países católicos.

       Seus livros dividiram opiniões: alguns escritores franceses os admiravam, enquanto Francis Hutchinson foi seu detrator, criticando sua metodologia. As obras escritas por Bodin faziam diversas alusões a julgamentos de bruxos e o procedimento que deveria ser seguido, dando-lhe a reputação de um homem sanguinário.

Influência

              Com a obra Les six livres de la republique (Os seis livros da república), de 1576, a fama de Bodin, como escritor político e jurista, espalhou-se pelo mundo. O livro teve dez edições em vida do autor e foi traduzido em várias línguas.

                  Essa obra exerceu influência marcante, no século 17, sobre Thomas Hobbes, entre outros. O livro foi publicado na ocasião em que Bodin, como deputado, se manifestou contra a continuação da guerra com os huguenotes.

               O problema da guerra civil levou Bodin a examinar a questão da autoridade. Chegou à conclusão de que a anarquia é a pior catástrofe para a humanidade, e a ordem, a suprema necessidade humana. Segundo Bodin, somente o Estado soberano pode assegurar a ordem, mantendo-se independente de influências internas e externas.

                  Bodin definiu o Estado soberano e reconheceu três tipos de comunidade: monarquia, aristocracia e democracia, conforme o poder fosse atribuído a um indivíduo, a uma minoria, ou a uma maioria.

           Em sua busca de ordem, Bodin preferia a monarquia, mas impulsionada por um mecanismo democrático. Dessa forma, acreditava que, à força da unidade, acrescentava-se a força emanada da popularidade.

               Com análise tão lúcida e original para o século 16, Bodin conquistou fama imediata. Igual atenção não despertaram suas teorias, expostas na mesma obra, de que a lei e as instituições devem ser relativas, nunca absolutas, para adaptar-se ao temperamento do povo.

Economia e tolerância religiosa

        Além da obra citada acima, Jean Bodin publicou, em 1566, Método para estudar com facilidade a história, livro destinado a determinar os princípios universais da lei, pelo exame crítico da história.

         Com características tolerantes, inusitadas para a época, Bodin também produziu um colóquio, Das Heptaplomeres, no qual um católico, um calvinista, um luterano, um muçulmano, um judeu, um teísta e um epicurista dialogam, com o objetivo de descobrir uma religião universal. A obra teve de esperar até 1841 para ser publicada, embora circulasse na forma de manuscrito logo após a morte de Bodin.

-educacao.uol.com.br/biografias/jean-bodin

-wikipedia

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Por: DetetivesDaHistória

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