Mini-glossário essencial

 

Abaixo segue um mini-glossário preparado por nós, Detetives, que é essencial para a compreensão da de muitos temas históricos, são conceitos indispensáveis que, quando assimilados, facilitam no entendimento:

 

 

Monarquia: É uma forma de governo no qual o seu governante permanece como chefe de Estado de forma vitalícia, continuada, até sua morte ou abdicação. Há o conceito de  poder hereditário, ou seja, o trono é passado de pai para filho.

República: É uma forma de governo onde um representante, o presidente, é escolhido pelo povo para ser o chefe do Estado, podendo ou não acumular com o poder executivo.

Absolutismo: Doutrina ou regime político caracterizado pela concentração de todos os poderes estatais numa só pessoa.

Mercantilismo: Doutrina econômica que se baseava na convicção de que a riqueza e o poder de um país dependiam da quantidade de metais preciosos que conseguia acumular.

Liberalismo: Conjunto de princípios e teorias políticas, que apresenta como ponto principal a defesa da liberdade política e econômica. Os liberais são contrários ao forte controle do Estado na economia e na vida das pessoas.

Constituição: É a norma fundamental de organização do Estado e de seu povo, que tem como objetivo: Estruturar e delimitar o poder político do Estado e garantir direitos fundamentais ao povo.

Democracia: É um regime de governo em que todas as importantes decisões políticas estão com o povo, que elegem seus representantes através do voto.

Cidadania: Conjunto de direitos e deveres pelo qual o cidadão, o indivíduo está sujeito no seu relacionamento com a sociedade.

Iluminismo: Foi um movimento político-cultural que expressou as necessidades e anseios da sociedade burguesa. Movimento esse que denunciava erros e vícios do Antigo Regime.

Burguesia: É uma classe social do regime capitalista, onde seus membros são os responsáveis pela produção. Burguesia são as pessoas que não fazem trabalho braçal.

Ditadura: É um tipo de governo, onde o ditador possui poder e autoridade absoluta. Não existe a participação da população em decisões.

 

Fontes:

InfoEscola.com

knoow.net

passeiweb.com

significados.com.br

 

Por: DetetivesdaHistória

 

Ícone da Semana – José Bonifácio

 

Ele lutou como soldado contra as tropas de Napoleão, foi secretário da Academia de Ciências de Lisboa, foi vice-presidente da província de São Paulo e Ministro do Príncipe Regente D. Pedro, José Bonifácio (1763-1838) nasceu em Santos, São Paulo, no dia 13 de Junho 1763, filho de Bonifácio José Ribeiro de Andrada com sua prima Maria Barbara da Silva, nós do Detetives da História, temos a honra de apresentar nosso Patriarca da Independência, nosso Ícone da História.

 

 

Terminou seus estudos preliminares com 14 anos de idade, sendo levado para São Paulo, onde estudou francês, lógica, retórica e metafísica, com o Bispo Manuel da Ressurreição. Concluído os estudos, foi para o Rio de Janeiro, de onde seguiu para Portugal. No dia 30 de outubro de 1783 matricula-se na Faculdade de Direito de Coimbra. Estuda também filosofia, história, química e matemática.

Em 1789, José Bonifácio já formado, foi convidado pelo Duque de Lafões, primo da rainha D. Maria I, para fazer parte da Academia de Ciências. Seu primeiro trabalho foi “Memórias sobre a Pesca das Baleias e Extração de seu azeite”. No fim do século XVIII, com a queda da produção das minas de ouro no Brasil, por determinação da coroa, José Bonifácio é escolhido para percorrer a Europa com o objetivo de adquirir conhecimentos de mineralogia, filosofia e história natural.

Estudou e estagiou em diversos países, mas foi na suécia que sua carreira de mineralogista brilhou, ao descobrir e descrever doze novos minerais. Tornou-se membro de academias científicas em diversos países. A viagem durou 10 anos. Em 1800, volta para Portugal, casa-se com Emília O’Leary, de ascendência Irlandesa. Foi nomeado Intendente Geral das Minas, e condecorado em 1802 pela Universidade de Coimbra, com o título de “Doutor em Filosofia Natural”.

Com a invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão e com a ida da família Real para o Brasil, teve início um movimento clandestino de libertação. José Bonifácio lutou com os invasores, chegando ao posto de tenente-coronel. Em 1819, após 36 anos, volta ao Brasil e é designado para presidir a eleição constituinte na província de São Paulo. Quando D. Pedro assumiu a regência, nomeou para Ministro de Reino e de Estrangeiros.

Em apenas nove meses de Ministério Bonifácio conseguiu aplainar o caminho da independência. A proclamação ocorreu como planejara. Dois meses depois, em decorrência de desentendimentos Bonifácio pede demissão. Em 30 de outubro D. Pedro chama-o de volta e no dia 1 de dezembro D. Pedro é coroado.

A assembléia Constituinte iniciou seus trabalhos, mas Bonifácio não confiava nela, por outro lado seu plano pela abolição da escravatura desagradava os fazendeiros. Bonifácio seria vítima da contradição. Liberal na administração não o era na política. A Marquesa de Santos intrigava-o com o imperador. Os conflitos políticos o levaram ao exílio no sul da França.

Em 1824, D. Pedro declarou-o inocente. Em julho de 1829, de volta ao País é nomeado tutor dos filhos do imperador, depois que esse foi obrigado a abdicar. Em 1832 foi acusado de conspirador e o futuro Pedro II, foi tirado de seus cuidados.

José Bonifácio de Andrada e Silva, permaneceu preso em sua casa na ilha de Paquetá. Morreu no dia 6 de abril de 1836.

 

Fonte: e-biografias.com

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

A Obscura Santa Inquisição

A época da Santa Inquisição foi um dos períodos mais obscuros da história da igreja, um período de tristezas, sangue e muita opressão por parte do clero, nós Detetives da História, trazemos á você um breve texto sobre esta fase obscura da igreja.

França, Orleans, 1022. Para quem considerava a Igreja dispensável e acreditava que o Reino de Deus estaria no coração de cada um, foi dado um recado: organizou-se ali o primeiro grande Tribunal Público Medieval contra a heresia. Nas temidas cortes da Inquisição, a acusação era sinônimo de condenação e a condenação uma sentença de morte das mais variadas; flageladas e mutiladas pelos torturadores, a carne dilacerada e os ossos quebrados, as vítimas confessavam coisas absurdas; os que tivessem sorte seriam decapitados ou mortos de maneira relativamente mais humana; os azarados, queimados vivos e em fogueira de madeira verde para que a agonia se prolongasse. Os inquisidores estavam ali enquanto o fogo martirizava a vítima, e incitavam-na, piedosamente, a aceitar os ensinamentos da “Igreja” em cujo nome ela estava sendo tratada tão “misericordiosamente”. Para que houvesse um contraste com a tortura pelo fogo, também praticavam a da água: “Amarrando as mãos e os pés do prisioneiro com uma corda trancada que lhe penetrava nas carnes e nos tendões, abriam a boca da vítima a força despejando dentro dela água até que chegasse ao ponto de sufocação ou confissão…” Foi uma verdadeira passagem de terror, que durou aproximadamente 300 anos ceifando a vida de milhares de inocentes que não tiveram nem a opção de lutar pela sua própria liberdade de expressão. Esse frenesi de ódio e homicídio alastrou-se como fogo em diversos lugares incendiando a vida civilizada; França, Itália, Alemanha, Espanha, Países Baixos, Inglaterra, e por um breve período, saltaria o Atlântico inflamando até o Novo Mundo.

 

Fonte: umprofessordehistoria.blogspot.com

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Economia no Brasil – Colônia

 

primeira atividade econômica no Brasil-Colônia foi a extração do pau-brasil, no período pré-colonial. O trabalho era feito pelos índios quem em troca deste trabalho recebiam produtos manufaturados baratos, as famosas especiarias, este comércio foi denominado escambo. No Brasil havia um sistema complexo de comércio interno, um sistema que muitos historiadores negam a existência, mas ele existia e foi um dos recursos usados na independência do Brasil, pois este comércio enriqueceu os comerciantes que aqui viviam, através de diversas atividades comerciais, enfim nós Detetives, trazemos estas informações à você .
A atividade econômica que efetivou a colonização brasileira foi o cultivo da cana-de-açúcar.
EMPRESA AGRÍCOLA COMERCIAL -A CANA-DE-AÇÚCAR

No contexto do antigo Sistema Colonial, o Brasil foi uma colônia de exploração. Sendo assim, a economia colonial brasileira será de caráter complementar e especializada, visando atender às necessidades mercantilistas. A exploração colonial será uma importante fonte de riquezas para os Estados Nacionais da Europa.

Portugal não encontrou, imediatamente, os metais preciosos na área colonial. Para efetivar a posse colonial e exploração da área, a Metrópole instala no Brasil a colonização baseada na lavoura da cana-­de-açúcar com trabalho escravo.
Por que açúcar?

O açúcar era um produto muito procurado na Europa e, além disto, Portugal já tinha uma experiência anterior nas ilhas do Atlântico. Contribuiu também o clima e solo favoráveis na colônia.

Estrutura de produção

Para atender as necessidades do mercado consumidor europeu a produção teria de ser em larga escala, daí a existência do latifúndio (grande propriedade) e do trabalho escravo.
Latifúndio monocultor, escravista e exportador formam a base da economia colonial, também denominado PLANTATION.

As unidades açucareiras agro-exportadoras eram conhecidas por engenhos e estavam assim constituídas:

-terras para o plantio da cana;
-a casa-grande, que era a moradia do proprietário;
-a senzala, que abrigava os escravos;
-uma capela;

-a casa de engenho, onde se concentrava a principal tarefa produtiva de transformação da cana-de-açúcar.

A casa de engenho, por sua vez, era formada pela moenda, onde a cana era esmagada, extraindo-se o caldo; a casa das caldeiras, onde o caldo era engrossado ao fogo e, finalmente, a casa de purgar em que o melaço era colado em formas para secar. O açúcar, em forma de “pães de açúcar” era colocado em caixas de até 750 Kg e enviado para Portugal.

Havia dois tipos de engenhos. Engenhos reais eram aqueles movimentados por força hidráullica; e Engenhos Trapiches -mais comuns -movidos por tração animal. A produção de aguardente, utilizada no escambo de escravos, era realizada pelos “molinetes” ou “engenhocas”.

Muitos fazendeiros não possuíam engenhos, sendo obrigados a moer a cana em outro engenho e pagando por isto, eram os chamados senhores obrigados.

Deve-se destacar a intensa participação dos holandeses na atividade açucareira no Brasil. Eram os responsáveis pelo financiamento na montagem do engenho do açúcar, transporte do açúcar para a Europa, refino e sua distribuição.
TRÁFICO NEGREIRO

A implantação da escravidão na área colonial serviu de elemento essencial no processo de acumulação de capitais.

Os negros eram capturados na África e conduzidos para o Brasil em navios ( navios negreiros ), chamados de tumbeiros. Quando chegavam ao Brasil era exibidos como mercadorias nos principais portos.

A mão-de-obra africana contribui para a acumulação de capitais no tráfico -como mercadoria; em seguida, como força de trabalho na produção do açúcar.
ATIVIDADES SUBSIDIÁRIAS

O mundo do açúcar será possível graças a existência de outras atividades econômicas que contribuem para a viabilidade da produção açucareira: a pecuária, o tabaco e a agricultura de subsistência.

Pecuária-atividade econômica essencial para a vida colonial. O gado era utilizado como força motriz, transporte e alimentação.

Atividade econômica voltada para atender as necessidades do mercado interno, a pecuária contribuiu para a interiorização colonial e usava o trabalho livre ( o boiadeiro ).
Tabaco-atividade econômica destinada ao escambo com as regiões africanas, onde era trocado por escravos. A principal área de cultivo era a Bahia. A produção do tabaco era realizada com mão-de-­obra escrava.

Lavoura de subsistência-responsável pela produção da alimentação colonial: mandioca e hortaliças. A força de trabalho era livre ( mestiços ).

A economia açucareira entra em crise a partir do século XVIII, dada a concorrência das Antilhas e da produção de açúcar na Europa, a partir da beterraba. No entanto, o açúcar sempre foi importante para a economia portuguesa, obedecendo ciclos de alta e baixa procura no mercado consumidor.
A ECONOMIA MINERADORA

A descoberta de ouro vai provocar uma profunda mudança na estrutura do Brasil colonial e auxilia Portugal a solucionar alguns de seus problemas financeiros.

A descoberta dos metais preciosos está relacionada com a expansão bandeirante entre os séculos XVII e XVIII. As primeiras descobertas datam do final do século XVII na região de Minas Gerais.
ADMINISTRAÇÃO DAS MINAS

Para administrar a região mineradora foi criada, em 1702, a Intendência das Minas, diretamente subordinada a Lisboa. Era responsável pela fiscalização e exploração das minas. Realizava a distribuição de datas -lotes a serem explorados, e pela cobrança do quinto ( 20% do ouro encontrado).

Apesar do controle metropolitano, a prática do contrabando era muito comum e, para coibi-lá, a Coroa criou no ano de 1720, as Casas de Fundição- transformavam o ouro bruto ( pó ou pepita ) em barras já quintadas, ou seja, extraído o quinto pertencente à Coroa.
A criação das Casas de Fundição gerou violentos protestos, culminando com a Revolta de Filipe dos Santos.

Quando ocorre o esgotamento da exploração aurífera, o governo português fixa uma nova forma de arrecadar o quinto: 100 arrobas anuais de ouro por município. Para garantir a arrecadação é instituída a derrama -a população completaria as 100 arrobas com seus bens pessoais. Este imposto trará um profundo sentimento de insatisfação para com a Metrópole.
FORMAS DE EXPLORAÇÃO DAS MINAS.

Havia dois tipos de exploração do ouro:
-as lavras: a grande empresa mineradora, com utilização de trabalho escravo, ferramentas e aparelhos;
-a faiscação: a pequena empresa, que explorava o trabalho livre ou escravos alforriados

OS DIAMANTES

As primeiras descobertas de diamantes no Brasil ocorreram em 1729, no Arraial do Tijuco, atual Diamantina. A dificuldade em se quintar o diamante levou a Metrópole a criar o Distrito Diamantino ­expulsão dos mineiros da região e a exploração passou a ser privilégio de algumas pessoas – os contratadores – que pagavam uma quantia fixa para extrair o diamante. Em 1771, o próprio governo português assumiu a exploração do diamante, estabelecendo a real extração.
CONSEQÜÊNCIAS DA MINERAÇÃO

A atividade mineradora no Brasil, como já dissemos, provocou uma alteração na estrutura colonial, ou seja, provocou mudanças econômicas, sociais, políticas e culturais.
As mudanças econômicas

Para começar, a mineração mudou o eixo econômico da vida colonial -do litoral nordestino para a região Centro-Sul; incentivou a intensificação do comércio interno, uma vez que fazia-se necessário o abastecimento da região das minas – aumento da produção de alimentos e da criação de gado; surgimento de rotas coloniais garantindo a interligação da região das minas com outras regiões do Brasil.

Por estas rotas, as chamadas tropas de mulas, levavam e traziam mercadorias. Entre estas mercadorias, destaque para o negro africano, transportado da decadente lavoura açucareira para a região das minas.

Houve também um enorme estímulo a importação de artigos manufaturados, em decorrência do aumento populacional e da concentração de riquezas.

As mudanças sociais

Como dito acima, houve um enorme aumento populacional nas regiões das minas. Tal crescimento demográfico altera a composição e estrutura da sociedade. A sociedade passa a ter um caráter urbano e multiplica-se o número de comerciantes, intelectuais, pequenos proprietários, funcionários públicos, artesãos. A sociedade mineradora passa a apresentar uma certa flexibilidade e mobilidade – algo que não existia na sociedade açucareira. Inicia-se o processo de uma relativa distribuição de riquezas.

A sociedade torna-se mais politizada, graças a vinda de imigrantes e, com eles, a entrada das idéias iluministas- liberdade, igualdade e fraternidade.

As mudanças políticas

A Europa do século XVIII foi marcada pelo movimento filosófico denominado Iluminismo. As idéias iluministas chegavam ao Brasil pelos imigrantes sedentos pelo ouro ou trazidas pelos filhos dos grandes proprietários que foram estudar na Europa.

Alguns nomes merecem destaque, como Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa, Inácio Alvarenga Peixoto, entre outros. Estes nomes estão relacionados ao primeiro movimento de caráter emancipacionista da história do Brasil: a Inconfidência Mineira.

As mudanças culturais

Toda esta dinâmica econômica, política e social favoreceu uma intensa atividade intelectual na região das minas. A intensa riqueza extraída das minas também incentiva a produção cultural, tais como a música (Joaquim Emérico Lobo de Mesquita, padre José Maurício Nunes Garcia); a literatura (o Arcadismo); a arquitetura e a escultura. Nesta área destaque para Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho e para mestre Valentim.

AS CONTRADIÇÕES DA ECONOMIA MINERADORA

A descoberta do ouro, como dissemos, auxilia Portugal a solucionar alguns de seus problemas financeiros, principalmente seu saldo devedor para com a Inglaterra.

Em 1703 Portugal assinou com a Inglaterra um acordo denominado Tratado de Methuen. Através dele, Portugal conseguia benefícios alfandegários para a venda de vinhos na Inglaterra e ficavam obrigados a comprar manufaturados ingleses sem qualquer taxa aduaneira. Assim, o Tratado de Methuen vai inibir o desenvolvimento da manufaturas em Portugal e torná-lo dependente da Inglaterra.

Sendo assim, para pagar os produtos manufaturados que vinham da Inglaterra, Portugal vai utilizar o ouro encontrado no Brasil. O afluxo de ouro brasileiro para a Inglaterra contribui para o processo da Revolução Industrial, daí o ditado de que “a mineração serviu para fazer buracos no Brasil, construir igrejas em Portugal e enriquecer a Inglaterra”.
O RENASCIMENTO AGRÍCOLA

No final do século XVIII, o Brasil conhece um período denominado Renascimento Agrícola, marcado pela decadência da atividade mineradora e pelo retorno das atividades agrícolas para o processo de acumulação de capitais. A seguir os fatores deste renascimento agrícola:
-esgotamento da exploração aurífera e decadência da região da minas;
-processo de independência dos EUA ( 1776 );
-processo da Revolução Industrial na Inglaterra;
-política de fomento agrícola patrocinada pelo marquês de Pombal.

A partir da Revolução industrial, a Inglaterra aumenta suas necessidades de algodão -matéria prima para a indústria têxtil; sua principal área fornecedora declara independência ( as treze colônias inglesas ), iniciando a guerra de independência. Foi neste contexto que o Brasil passou a produzir algodão para atender as necessidades inglesas. O cultivo do algodão será no Maranhão, utilizando a mão de obra escrava.

Além do algodão, outros produtos merecem destaques neste período: o açúcar, o cacau e o café.

Para encerrar, uma atividade econômica serviu para a ocupação do interior do Brasil- assim como a pecuária- trata-se da extração das “drogas do sertão”, guaraná, aniz, pimenta.

 

Fonte: mundovestibular.com

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Ícone da Semana – Tiradentes

 

Joaquim José da Silva Xavier, mais conhecido por Tiradentes, foi o líder da Inconfidência Mineira, que foi o primeiro movimento de tentativa de libertação da colônia contra a metrópole, ele era uma pessoa inteligente e versátil, além de militar no posto de Alferes, foi tropeiro, minerador, era praticante de atividades farmacêuticas, comerciante e dentista, daí o famoso nome Tiradentes, enfim ele é mais um ícone de nossa história, que se sacrificou pelo seu ideal, e tem o posto aqui, mais do que merecido.

 

 

Embora não tenha sido o idealizador do movimento, teve papel importante na propagação das idéias revolucionárias junto ao povo, tentando com isso arregimentar adeptos. Foi traído pelo Coronel Joaquim Silvério dos Reis, foi preso no Rio de Janeiro e condenado à morte por enforcamento no dia 21 de abril de 1792. Seu corpo foi esquartejado e exposto pelas ruas de Minas Gerais. O dia 21 de abril é feriado nacional.

Tiradentes (1746-1792) nasceu na Fazenda do Pombal, localizada entre a Vila de São José, hoje a cidade de Tiradentes, e a cidade de São João del Rei em Minas Gerais. Era filho do português Domingos da Silva Santos, pequeno fazendeiro, e da brasileira Maria Antônia da Encarnação Xavier. Joaquim José da Silva Xavier era o quarto filho de sete irmãos. Ficou órfão de mãe com nove anos e dois anos depois morre seu pai. Para pagar as dívidas a família perde a propriedade e Tiradentes fica sob a tutela de um padrinho, que era cirurgião e vivia na cidade de Vila Rica, hoje Ouro Preto.

Tiradentes trabalhou como mascate e minerador e tornou-se sócio de uma botica de assistência à pobreza na ponte do Rosário, em Vila Rica, e se dedicou também às práticas farmacêuticas e ao exercício da profissão de dentista, o que lhe valeu o apelido de Tiradentes. Foi Alferes, fazia parte do regimento militar do Dragões de Minas Gerais.

Tiradentes começou a sentir a pressão do reino ao trabalhar, nomeado pela Rainha D. Maria I, como comandante da patrulha na rota de escoamento da produção mineradora, o chamado “Caminho Novo” que levava toda a produção mineira para o porto do Rio de Janeiro. Portugal exigia que grandes recursos humanos fossem aplicados exclusivamente na mineração, proibindo o estabelecimento de engenhos na região de Minas e punindo o contrabando de ouro e pedras preciosas. Não só os mineiros mas toda a população era obrigada a pagar elevados impostos, o que promovia o descontentamento geral.

Organizou-se aos poucos a Inconfidência Mineira, primeiro movimento de tentativa de libertação colonial do Brasil, e a ele aderiu o Alferes Joaquim José da Silva Xavier o Tiradentes, que foi a alma do movimento. Os conspiradores eram na maioria grandes proprietários de terra e mineradores como também integrantes do clero. Tiradentes era um dos poucos pertencentes à classe média empobrecida. As atividades conspiratórias tornaram-se intensas a partir de 1788 com a chegada do novo governador de Minas Gerais, Luís Antônio Furtado de Mendonça o Visconde de Barbacena, trazendo a incumbência de decretar a derrama ou seja a cobrança de todos os impostos atrasados.

Tiradentes em viagem ao Rio de janeiro, procurava conquistar novos adeptos à causa revolucionária. Um dos elementos que ele procurou convencer foi o coronel Joaquim Silvério dos Reis que devia grandes somas à Coroa, mas com medo resolveu denunciá-lo ao governador em troca do perdão de suas dívidas. Era março de 1789, o governador suspendeu a derrama e logo depois várias prisões foram realizadas em Minas Gerais. Tiradentes escondeu-se na casa de um amigo no Rio de Janeiro mas foi preso no dia 10 de maio do mesmo ano.

Depois da prisão de 34 pessoas, das quais cinco eram padres, iniciou-se a investigação e processo dos acusados, que deveria durar dois anos. O conspirador Cláudio Manuel da Costa que era de família enriquecida na mineração, havia estudado em Coimbra e foi alto funcionário da administração colonial, foi encontrado enforcado na cela. Tiradentes acusado como cabeça do movimento negou tudo mas depois confessou, sem no entanto acusar qualquer companheiro como comprovam as atas do processo.

Em abril de 1792 os inconfidentes recebiam suas penas: onze condenações à morte, cinco a degredo perpétuo e várias penas de prisão. Todos perdiam seus bens. Das condenações à morte só foi mantida a de Tiradentes, sendo as demais transformadas em degredo perpétuo por D. Maria I.

Tiradentes morreu no dia 21 de abril de 1792, executado na Praça da Lampadosa no Rio de Janeiro. Seu corpo foi esquartejado, ficando sua cabeça exposta em Vila Rica e seus membros espalhados em postes no caminho entre Minas e Rio de Janeiro.

 

Fonte: e-biografias.net

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

38 imagens raras e históricas

Neste post nós Detetives da História trazemos á vocês imagens raras e históricas de momentos de tensão, felicidade, tristeza, mortes de ícones e algumas até fortes, mas de extrema importância para nossa história, tanto brasileira quanto do resto do mundo.

Para começar, cerca de 909 adeptos da seita americana chamada “Templo do Povo, que promoveram um suicídio em massa em Jonestown, a 240km da capital Georgetown, Guiana Inglesa, liderados por James Warrem “Jim” Jones. A seita pregava o desapego pelos bens materiais e entrega ao culto da personalidade do seu fundador, que se dizia Deus.

 

38 Fotos Históricas

 

Sabe que lugar é este? Não?
Rio de Janeiro. Morro do Corcovado. Antes da construção do Cristo Redentor.

38 Fotos Históricas

Já ouviu falar no Barão Vermelho?

38 Fotos Históricas

Aqui uma das poucas fotos do bandido americano “Billy the Kid”.

38 Fotos Históricas

Outra dupla de bandidos americanos que até virou filme:
Bonie e Clyde.

38 Fotos Históricas

Duas lendas juntas: Chaplin e Gandhi

38 Fotos Históricas

Foto de Che Guevara logo depois de ser morto

38 Fotos Históricas

Mais duas lendas juntas: Chuck Norris e Bruce Lee

38 Fotos Históricas

A Coca Cola Através dos tempos

38 Fotos Históricas

Foto ganhadora do Prêmio Pulitzer, mostra o assassinato do líder comunista japonês em 1960 por um jovem nacionalista de 17 anos com uma katana!

38 Fotos Históricas

Dubai no século 20

38 Fotos Históricas
Dubai no século 21

38 Fotos Históricas

Olhe bem para este nerd. Sony, Microsoft, gravadoras de música e todo o pessoal do cinema odeia ele com todas as forças. Jon Lech Johansen, foi o cara que quebrou o código do DVD, dando “início” à pirataria. O cara tinha apenas 15 anos quando o fez, e, por ser menor, seus pais foram processados em seu lugar e absolvidos, pela justificativa de que “Um DVD é algo mais frágil que um livro, precisavamos de uma cópia de segurança”.

38 Fotos Históricas

Boletim escolar do maior gênio que pisou na face da terra: Albert Einstein.
Só nota fraca! Pode isso Arnaldo?

38 Fotos Históricas

O mundo parou, e sua vó chorou pra cacete!
A morte de Elvis.

38 Fotos Históricas

Dieter Dengler: Tornou-Se O Único Soldado A Escapar De Uma Prisão Durante A Guerra Do Vietnan.

38 Fotos Históricas

A primeira foto do mundo!

38 Fotos Históricas

Foto dos brasileiros na guerra histórica, Brasil vs Paraguai. Seu bisavô pode estar aí!

38 Fotos Históricas

Essa daqui me dá uma tristeza imensa até os dias de hoje. O nosso maior herói nas pistas, o melhor piloto de F1 de todos os tempos. Aírton Senna, sendo retirado de seu veículo logo depois do acidente que o vitimou.

38 Fotos Históricas

Sobreviventes no campo de concentração nazista.
Eles não tinham nem papel pra limpar a bunda!

38 Fotos Históricas

Alguns juram que essa é a verdadeira foto de Hitler morto depois de seu suicídio.

38 Fotos Históricas

Essa aqui não é tão antiga. Imagens de índios da Amazônia que nunca tiveram contato com o homem branco.

38 Fotos Históricas

Outra histórica: Um branco racista da KKK (Ku Klux Klan ) sendo socorrido por médicos e enfermeiros NEGROS logo depois de ser baleado!

38 Fotos Históricas

Como nossas Bisavós iam a praia no Rio de Janeiro

38 Fotos Históricas

Mais uma cena triste do preconceito amreicano contra negros.

38 Fotos Históricas

A escritura da Lei Áurea que aboliu a escravidão dos negros aqui no Brasil.

38 Fotos Históricas

Foto do primeiro fazedor de gordo do mundo: Foto da primeira loja do Mc donald

38 Fotos Históricas

Essa foto ganhou prêmios em vários locais do mundo. Um abutre esperando uma criança africana morrer de fome. Triste demais!

38 Fotos Históricas

Em 14 de novembro de 1960, Ruby Bridges, uma menina de seis anos de idade, foi levada à escola em Nova Orleans, EUA, por uma escolta de policiais federais.
A menininha foi pesadamente insultada e ameaçada de morte por uma multidão enfurecida. Ela assistiu às aulas sozinha (as demais crianças foram mantidas em casa pelos pais). E na volta para casa foi apedrejada Seu crime: Ruby Bridges era negra.

38 Fotos Históricas

Rei Pelé

38 Fotos Históricas

Rainha Elizabeth na sua posse. alguém vai?

38 Fotos Históricas

Foto do Soldado que capturou Saddam

38 Fotos Históricas

Mais um brasileiro de sucesso. Grande Santos Dummont

38 Fotos Históricas

Sílvio Santos jovem, bem jovem.

38 Fotos Históricas

Morte de Albert Einstein

38 Fotos Históricas

Uma lenda nos EUA: O chefe indígena Toro Sentado!

38 Fotos Históricas

Resgate dos 16 jovens em dezembro de 1972, nos Andes 16 sobreviventes da queda de um avião da Força Aérea do Uruguai, em 1972, numa remota região dos Andes. Estavam a bordo 45 pessoas que viajavam de Montevidéu para Santiago, no Chile, entre elas um time de jogadores de rúgbi. Havia cinco tripulantes. A aeronave chocou-se com os Andes e caiu. Dezesseis pessoas morreram na hora e, dos 29 sobreviventes, 13 foram morrendo ao longo dos 72 dias em que ficaram isolados na montanha. Para sobreviver os que estavam vivos se alimentavam da carne dos mortos. O filme “vivos” é baseado nisso aí.

38 Fotos Históricas

Essa foto comoveu o mundo. Uma operação de urgencia feita num feto, quando abriram o ventre da mãe onde ele estava, ele segurou com sua mão a mão do médico.

38 Fotos Históricas

 

Fonte: melhorestirinhas.com

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Imperatriz Leopoldinense – Samba Enredo 1996

 

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Atravessou o mar
Temendo a invasão a Portugal
Desembarcando aqui, toda a Família Real
O tempo passou
D. Pedro precisava se casar
E foi da Áustria, a escolhida,
Carolina Josefa Leopoldina
Clareia, Viena
Num raro espetáculo de cor
Pela vontade do rei
Marialva o Marquês
A Europa deslumbrou
Viena clareia
O noivado se realizou
Diamantes são presentes
Junto a um rico medalhão
Que fascina Leopoldina
Que casa por procuração (de lá pra cá)

E de lá pra cá
Só céu e mar… E esperança (bis)
Do Eldorado encontrar
O paraíso… e bonança

E ao chegar, o seu olhar se encantou
Linda aurora, fauna e flora
Revela o amor por esse chão
E a Pedro, impele em carta
Independência da nossa nação (Lá vem raiz)

Ô ô ô lá vem raiz
A Leopoldina é Imperatriz (bis)
É carnaval, é samba verdadeiro
Eu me orgulho de ser brasileiro

Ícone da Semana

   Essa semana os Detetives trazem para você uma inolvidável Imperatriz do Brasil que teve uma participação essencial na independência do país. Com asserção, este é um Ícone que não poderíamos deixar de aduzir.

Maria Leopoldina

     Primeira imperatriz do Brasil, Maria Leopoldina nasceu em Viena, Áustria, em 22 de janeiro de 1797; faleceu em 11 de dezembro de 1826, no Rio de Janeiro. Além de ser a imperatriz do Brasil, entre os anos de 1822 e 1826, foi arquiduquesa da Áustria e rainha de Portugal por um curto período, em 1826.

Imagem

     Seu nome completo era Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda Beatriz de Habsburgo-Lorena, era a sexta filha de Francisco 1°, imperador da Áustria, e 2º da Alemanha, do segundo casamento de seu pai; sua mãe era Maria Teresa de Bourbon-Sicília.

     Perdeu a mãe aos 10 anos de idade, e a madrasta anos depois. As negociações de seu casamento com D. Pedro I iniciaram em 1816, a Corte portuguesa tinha o objetivo de ligar a sua Casa a uma forte monarquia da Europa, e à Áustria, interessava contato ao comércio de produtos tropicais.

   O casamento foi celebrado por procuração em maio de 1817, chegou ao Brasil em dezembro, e nos primeiros nove anos de casamento, teve sete filhos e dois abortos.

     Em 1821, D. João VI, intimidado pelas tropas portuguesas retornava a Portugal, deixando D. Pedro como Regente. Mas a legislação portuguesa esvaziou os poderes do príncipe e exigia que ele voltasse a Portugal.

     Dona Leopoldina teve um papel decisivo na nossa independência. Em agosto de 1822 , os brasileiros já estavam cientes que Portugal pretendia chamar D. Pedro de volta, rebaixando o Brasil, de Reino Unido para voltar a ser uma simples colônia.

     Com a eminência uma guerra civil que pretendia separar a Província de São Paulo do resto do Brasil, D. Pedro passou o poder à Dona Leopoldina no dia 13 de Agosto de 1822, nomeando-a chefe do Conselho de Estado e Princesa Regente Interina do Brasil, com todos os poderes legais para governar o país durante a sua ausência e partiu para apaziguar São Paulo.

     Princesa Leopoldina assinou o Decreto da Independência, separando o Brasil de Portugal em 2 de setembro de 1822, mas temendo uma repercussão negativa, por ela ser austríaca, José Bonifácio aconselhou-a a deixar o anúncio do decreto assinado a cargo de D. Pedro, este proclamou em 7 de setembro de 1822 o Decreto da Independência assinada pela Princesa Regente.

     O que a incomodava eram as traições do esposo, D. Pedro I havia nomeado como dama de companhia da imperatriz uma de suas amantes, a Domitila de Castro, conhecida como Marquesa de Santos. Em desgosto, grávida e sentindo-se humilhada, abortou e faleceu na ausência de D. Pedro I.

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Fonte:

-Revista Nossa História publicada pela Biblioteca Nacional, no 11, de setembro de 2004, no artigo: Clóvis Bulcão. A Austríaca que Amou o Brasil, páginas 30 a 33.

-brasilescola.

-educacao.uol/biografias.

A educação no Brasil Império

 

Este post fala brevemente sobre a educação brasileira no perído imperial, como eram as escolas, os professores e quais eram as regras, até a fundação do Colégio Pedro II, ser professor era um privilégio exclusivamente masculino, a mulher poderia ser tutora, mas de modo algum poderia ser professora, nós Detetives da História achamos esse tema interessante, sendo a educação brasileira um tema discutido até nos dias de hoje, enfim aproveitem e absorvam o conhecimento.

Em certa medida a fundação do colégio Pedro II funcionou como um grande estímulo a criação de liceus de caráter técnico.

Só para esclarecer, liceu era o modo como os estabelecimentos de nível médio passaram a ser chamados para distingui-los dos colégios, onde o ensino primário era ministrado.

Estando proibidas de criarem cursos de nível superior, prerrogativa exclusiva do governo nacional, as Províncias passaram a tentar estabelecer liceus onde era dado ênfase em disciplinas como química, física, botânica e agricultura.

Ao invés de acabar com a carência de professores, problema que em parte foi resolvido, começaram a faltar alunos.

Isto porque, mesmo sendo o ensino gratuito, o material didático não era.

 

 

Com exceção de uns poucos indivíduos pertencentes aos estratos médios, a maioria da população ou não podia custear o material ou não podia abrir mão do trabalho para se dedicar ao estudo.

Um detalhe interessante, quanto ao ensino médio, é que, depois que foi assumido pelas Províncias, os governos regionais interditaram o acesso feminino, pois tinha-se em mente que não precisavam saber além do que era ensinado na primário.

O ensino médio gratuito para as mulheres é uma conquista que remonta ao final do Império, antes, somente as escolas particulares ofereciam esta modalidade de ensino.

No setor privado, as mulheres eram mantidas em escolas ou salas separadas, seguindo a tradição pombalina.

Recebiam ensinamentos diferenciados, cursando disciplinas ligadas à vida doméstica, a maternidade e a religião, o conteúdo intelectual e científico era uma regalia masculina.

Conclui-se que durante o período Imperial surgiu um sistema dualista, dividido entre a escola pública de qualidade questionável e a particular.

Destarte, depois da Guerra do Paraguai, cuja importância condicionadora do surto econômico e liberal não tem sido devidamente apreciada, os debates sobre a educação tornaram-se mais ativos.

 

 

D. João não veio para o Brasil sozinho, junto com ele estava toda sua corte, que incluía mais 10 mil nobres e os maiores intelectuais de Portugal.

Além disto, vieram para o Brasil setecentas carroças e carruagens, móveis rebuscados, obras de arte e, o mais importante, todos os arquivos portugueses e sessenta mil livros.
Para uma zona onde havia carência de livros, então raros, a transferência da Biblioteca Real para o Brasil foi um passo importante rumo a algumas melhorias no sistema educacional.
Antes com um acesso restrito a uns poucos privilegiados, virou a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, aberta a todo o público, a primeira biblioteca pública do país, justamente em um momento em que mesmo as bibliotecas privadas eram raras.
As melhorias que a mudança da corte para o Brasil trouxeram não se resumiram apenas a criação de uma biblioteca pública.
Tendo sido transferido o governo para o Rio de Janeiro, então sediando a corte, o Brasil não podia continuar uma simples colônia, foi elevado à categoria de Reino Unido ao lado de Portugal e do Algarve.
A cidade do Rio de Janeiro foi escolhida como sede do governo português não por sua infra-estrutura, mas pela localização geográfica e maior distância do cenário da guerra, possuindo facilidade de comunicação marítima com a África e a Ásia.
Salvador, por exemplo, em termos estruturais, estava muito mais preparada.
Apesar de ser já a capital do Brasil e das reformas implementadas pelo Marquês do Lavradio, o Rio de Janeiro não tinha a menor condição de servir de capital ao Império marítimo português.
Influenciado por seus conselheiros, o príncipe regente remodelou a cidade, calçando as ruas e criando uma rede de iluminação pública.
Dentro deste contexto, procurou também modificar o ambiente cultural no Brasil, abrindo os portos brasileiros, em 1808, aos navios de todas as nações.
Uma medida que envolveu outras questões que não apenas a cultural obviamente, mas o que atraiu um bom número de intelectuais estrangeiros que foram responsáveis por um enorme salto no campo educacional.
Além disto, em 1816, sob a influência de Antônio de Araújo de Azevedo, o Conde da Barca, intelectual de orientação francesa, D. João organizou a vinda de uma missão francesa composta por intelectuais para o Brasil.
Como a França estava envolta em uma agitação social sem precedentes, herdada da revolução francesa, tendo os franceses sido derrotado pelos ingleses por esta altura, o Conde da Barca, encarregado de selecionar os intelectuais que seriam escolhidos, não teve o menor problema para encontrar gente que havia antes apoiado Napoleão e que estava disposta a vir para o Brasil.
Para estes intelectuais franceses, o convite representou a possibilidade de escapar de represarias do novo governo que estava sendo formado na França.
Na chamada missão francesa, vieram intelectuais e artistas que seriam responsáveis por uma mudança radical na cara do Rio de Janeiro.
Eles fizeram escola, formando um grupo de intelectuais brasileiros que seriam vitais dentro do sistema educacional do Brasil durante o Império, inclusive, acabando gradualmente com a falta de professores que estava em voga aqui.
Entre outros, fizeram parte da missão francesa:
Joachim Lebreton, considerado como o chefe da missão, que antes fora um dos organizadores do Louvre e, ao se recusar a devolver obras pilhadas nas campanhas de Napoleão, havia caído em desgraça, trazendo consigo para o Brasil cinqüenta e quatro telas do Louvre, que mais tarde acabaram sendo perdidas por apodrecerem.
Auguste-Marie Taunay, um famoso escultor que iria se notabilizar como professor de artes e formar inúmeros artistas brasileiros.
Grandjean de Montigny, um grande arquiteto responsável pela construção de belos edifícios que serviram de sede a órgãos do Estado.
Os pintores Charles Pradier e Jean Baptiste Debret, responsáveis pela retratação do Brasil daquela época e também de parte do período Imperial.
E os gravadores e escultores Marc e Zéphyrin Ferrez, responsáveis pela criação da estampa da primeira moeda brasileira.
Sob influência das quarenta e seis pessoas que vieram na missão francesa, foram criados diversos órgãos e departamentos de Estado, tal como Academia de Belas Artes.
No entanto, depois que a academia começou a funcionar, intrigas internas, acusações do embaixador francês no Brasil de serem os artistas subversivos e contrários a monarquia, além do ciúme dos artistas brasileiras, praticamente expulsou quase todos os franceses.
Alguns deles voltaram para a França e outros permaneceram no Brasil como professores particulares, dando inicio a uma tradição que se perpetuaria durante o Império.
Apesar do ar abobalhado de D. João VI e da missão francesa, em certa medida, ter fracassado depois de alguns anos, o fato é que a vinda da corte para o Brasil gerou a fundação de instituições de nível superior, antes inexistente.
Para além da Academia de Belas Artes, foram criadas no Rio de Janeiro a Academia da Marinha, a Academia Real Militar, uma Escola anatômico-cirúrgica e médica, um curso de Agricultura e a Escola Real de Ciências Artes e Ofícios.
Na Bahia, em Salvador, foram fundados o curso de Cirurgia, a cadeira de Economia, o curso de Agricultura, o curso de Química e o curso de Desenho técnico.
Durante o governo de D. João foram estabelecidas ainda, no Rio de Janeiro, quatro instituições que iriam estimular as ciências no Brasil: o Jardim Botânico, um observatório astronômico, um museu da mineração e um laboratório químico.
No ensino elementar e médio, nenhuma mudança foi feita, mas, apesar das instituições criadas terem sido fundadas principalmente para dar emprego aos nobres e intelectuais que tinham vindo com D. João de Portugal, a fundação de instituições de nível superior e de cunho cientifico iriam formar um quadro de homens capacitados a exercerem a profissão docente.
O período joanino facilitou as mudanças que seriam implantadas depois da independência do Brasil.
O grande legado do governo de D. João VI para o ensino elementar e médio foi a criação da Imprensa Régia.
O primeiro livro editado foi a Riqueza das Nações de Adam Smith, passando a editar também um jornal diário, chamado a Gazeta do Rio de Janeiro.
Ato que foi acompanhado da extinção da proibição da imprensa no Brasil, o que culminou imediatamente com a fundação de tipografias particulares no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.
Os livros, antes de difícil acesso, por serem muito caros, uma vez que necessariamente importados, ficaram mais acessíveis, facilitando, em alguns casos, o autodidatismo nas províncias mais distantes e periféricas.
Devemos notar que, apesar da importância que tiveram as mudanças implantadas por D. João VI, todas as medidas e instituições serviram somente a elite e tiveram como objetivo formar uma casta dirigente brasileira.
Algo que, em certa medida, contraditoriamente, foi um responsável pelo fomento da luta em prol da independência.
Destarte, D. João VI foi obrigado a partir para Portugal, em um momento em que seu trono estava ameaçado por lá caso não voltasse.
Deixou seu filho como regente, o príncipe D. Pedro I, o qual teria, em um lampejo de sabedoria, pouco afeito ao seu caráter, pressentido que as medidas tomadas por ele mesmo terminariam fazendo o Brasil se separar de Portugal.
Na verdade, um contexto gradual que se iniciou ainda no período colonial, tanto que, ao partir, D. João teria dito a D. Pedro: “Se o Brasil se separar, antes seja para ti, que me hás de respeitar, do que para algum desses aventureiros”.

O Império constituiu o grande período preparatório que daria origem as realizações que a República iniciaria.

A guerra do Paraguai ofereceu a primeira oportunidade para os primeiros grandes movimentos de massas humanas no Brasil.

Nas fileiras do exército e a bordo dos navios armados, onde as pessoas se nivelavam na luta e no sofrimento, a luta dos mais pobres pelo acesso a educação começou.

Muitos dos escravos e dos homens comuns revelaram-se tão capazes quanto os jovens oficiais de brasão de armas, desenvolvendo um novo sentimento de igualdade e camaradagem.

O que levou a uma melhor compreensão da realidade brasileira e a identificação do sistema educacional como uma das raízes do atraso do Brasil.

Dentro deste contexto, surgiu uma nova mentalidade que culminou com o projeto Rodolfo Dantas em 1882.

Onde pela primeira vez no Brasil, ao se tentar planejar a educação, não se perdia de vista o fato de que a institucionalização educacional estava em relação estreita com o desenvolvimento da sociedade e com os seus recursos econômicos e financeiros.

O projeto levava em conta a necessidade de cooperação dos poderes gerais na obra múltipla e imensa do ensino, recomendava a criação de novas Universidades e cursos para que pudessem formar profissionais que atendessem a demanda por professores nas escolas primárias e secundárias.

Por sua vez, deveriam ser fundadas mais escolas para facilitar o acesso das camadas menos favorecidas.

Além da atenção especial a formação de professores, o projeto recomendava que fosse feita uma reformulação das disciplinas ministradas, visando torná-las mais integradas umas com as outras e com o mundo pós-revolução industrial.

No entanto, o projeto nunca chegou a ser posto em pratica, antes que se quer isto fosse cogitado, a monarquia caiu e foi proclamada a República.

Caberia ao governo republicano se inspiraria em muitas das recomendações presentes no dito projeto ou mesmo no resultado dos debates em torno dele.

 

Fonte: fabiopestanaramos.blogspot

 

Por: DetetivesDaHistoria