Uma estação não muito calma, a Primavera dos Povos

 

Texto breve, mas didaticamente muito bom, trata dos movimentos revolucionários na Europa, ocorridos no século XIX, vale a pena conferir, nós Detetives da História, aprovamos.

 

 

Primavera dos Povos é o nome que se dá a uma série de movimentos revolucionários de cunho liberal que ocorreram por toda a Europa durante o ano de 1848. Com a Revolução Francesa de 1789, os ideais libertários espalharam-se por toda a Europa, assustando as monarquias absolutistas europeias. Nesse cenário é que se institui o Congresso de Viena, em 1815, que buscava uma restauração da antiga ordem vigente (pré-1789).

Monarquias que haviam sido abolidas foram restauradas, e políticas repressoras voltaram a ser aplicadas à população.
Podemos encontrar na França, no ano de 1830 as sementes dos movimentos revolucionários de 1848. Com a subida do rei Luís Filipe da França, denominado “rei burguês”, havia esperança entre a classe burguesa que seus interesses seriam devidamente representados, sendo o próprio monarca oriundo daquela classe.

O arranjo proporcionado pelo governo de Luís Filipe era comum em todo continente, onde governos autocráticos, que não abriam espaço para as classes subalternas dominavam o cenário político-social. Além disso, uma colheita sofrível no campo, entre os anos de 1845 e 1846 e uma consequente crise econômica, tanto no setor agrícola quanto industrial, preparou o terreno para que, durante o ano de 1848, revoluções de cunho liberal se espalhassem por toda Europa, sendo o primeiro foco na Sicília, e depois para a Hungria, França, Alemanha e Áustria.

A ideologia predominante, e que de certo modo unia todos os movimentos era a de um socialismo utópico (tanto que naquele mesmo ano temos a concepção do famoso “Manifesto Comunista” de Karl Marx e Friedrich Engels). Até mesmo em terras brasileiras os ecos das perturbações que assolavam a Europa se fazem sentir, com a Revolução Praieira, ocorrida na província de Pernambuco, em 1848.

Nos diversos países europeus, a Primavera dos Povos desenvolveu-se da seguinte maneira:

Itália
Na Itália havia o projeto central de unificação do país, que ocorreria somente em 1861 e que eclipsou tais preocupações sócio-econômicas. A ordem acabou por ser reestabelecida pelas diversas potências que dominavam as diversas regiões do território italiano à epoca, nomeadamente França e Áustria.

Hungria
Na Hungria, como na Itália, as ideias de afirmação e independência nacional acabavam por se igualar e até mesmo superar as preocupações de ordem mais prática. Ocorrem rebeliões no início do ano, e o governo que surge das eleições faz do país um território virtualmente livre do jugo austríaco. A Áustria invade o país, o governo eleito demite-se e a repressão que se segue é duríssima, terminando com as revoltas.

Áustria
Na Áustria, setores da aristocracia rebelaram-se contra a monarquia. Várias revoltas ocorrem, com destaque para a ocorrida em Praga. Em novembro de 1848, o imperador abdica, porém, tal situação será revertida em 1852, com a restauração do regime.

Alemanha
Na Alemanha, havia como na Itália, a questão da reunificação. Área em plena fase de industrialização, as revoltas operárias e camponesas proliferam-se. Chegou-se a elaborar uma nova constituição, mas esta termina por ser rejeitada pelo rei, e a situação termina com poucos progressos em relação à realidade anterior.

França
Na França, o rei Luís Filipe abdica em 1848. A república é proclamada, porém, a instabilidade irá continuar até cerca de 1851, quando, através de um glope palaciano, Carlos Luís Napoleão Bonaparte proclama o Segundo Império Francês, com o título de Napoleão III.

Na maior parte, as revoltas em toda Europa foram controladas, e as mudanças sociais que os movimentos revolucionários tanto ansiavam acabaram sufocadas pela emergente Segunda Revolução Industrial e por uma tênue calmaria econômica, que seria acompanhada de uma calmaria política. Os regimes autocráticos teriam sobrevida até o início da Primeira Guerra Mundial, onde a ordem estabelecida em Viena seria finalmente implodida.

Por: Emerson Santiago

 

Fonte: InfoEscola

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

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Invenção da Semana – O Dinheiro


A invenção desta semana é uma das mais importantes, se não a mais importante invenção da história da humanidade, uma invenção que veio das trocas, veio da necessidade de contar, principalmente com a criação da propriedade privada, dizem que com esta invenção não se traz a felicidade, mas como diria o poeta ninguém é plenamente feliz, na vida existem momentos de felicidades, fatias, e na maioria das vezes a invenção desta semana vem junto, sim, a nossa invenção é o que move nosso mundo capitalista de hoje, é o dinheiro .

A moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução. No início não havia moeda. Praticava-se o ESCAMBO, simples troca de mercadoria por mercadoria.

Algumas mercadorias, pela sua utilidade, passaram a ser mais procuradas e, aceitas por todos, assumiram a função de moeda, circulando como elemento trocado por outros produtos e servindo para avaliar-lhes o valor. Eram as MOEDAS-MERCADORIAS.

O gado e o sal deixaram marca de sua função como instrumento de troca em nosso vocabulário. Até hoje, empregamos palavras como pecúnia (dinheiro) e pecúlio (dinheiro acumulado), derivadas da palavra latina “pecus” (gado). A palavra capital (patrimônio) vem do latim “capita” (cabeça). A palavra salário (remuneração, normalmente em dinheiro, devida pelo empregador em face do serviço do empregado) tem como origem a utilização do sal, em Roma, para o pagamento de serviços prestados.

Com o passar do tempo, as mercadorias tornaram-se inconvenientes às transações comerciais, em virtude da oscilação de seu valor, assim como pelo fato de não serem fracionáveis e por serem facilmente perecíveis, não permitindo o acúmulo de riquezas.

Quando o homem descobriu o metal, logo passou a utilizá-lo para fabricar seus utensílios e armas, anteriormente feitos de pedra.

Por apresentar vantagens como a possibilidade de entesouramento, divisibilidade, raridade, facilidade de transporte e beleza, o metal impôs-se como principal padrão de valor. Era trocado sob as formas mais diversas. A princípio, em seu estado natural, depois sob a forma de barras e, ainda, sob a forma de objetos, como anéis, braceletes, etc.

Os utensílios de metal passaram a ser mercadorias muito apreciadas. Sua produção exigia, além do domínio das técnicas de fundição, o conhecimento dos locais onde o metal poderia ser encontrado. Essa produção, naturalmente, não estava ao pleno alcance de todos. A valorização, cada vez maior, dos utensílios, levou à sua utilização como moeda e ao aparecimento de réplicas de objetos metálicos, em pequenas dimensões, a circularem como dinheiro, como as moedas faca e chave, encontradas no Oriente, e do talento, moeda de cobre ou bronze, com o formato de pele de animal, encontradas na Grécia e em Chipre.

Moedas antigas

Surgem, então, no século VII a.C., as primeiras moedas com características das atuais: são pequenas peças de metal com peso e valor definidos e com a impressão do cunho oficial, isto é, a marca de quem as emitiu e garante o seu valor.

São cunhadas na Grécia moedas de prata e, na Lídia, são utilizados pequenos lingotes ovais de uma liga de ouro e prata chamada eletro.

As moedas refletem a mentalidade de um povo e de sua época. Nelas podem ser observados aspectos políticos, econômicos, tecnológicos e culturais. Pelas impressões encontradas nas moedas, conhecemos, hoje, a efígie de personalidades de há muitos séculos. Provavelmente, a primeira figura histórica a ter sua efígie registrada numa moeda foi Alexandre, o Grande, da Macedônia, por volta do ano 330 a.C.

A princípio, as peças eram fabricadas por processos manuais muito rudimentares e tinham seus bordos irregulares. Não eram, como hoje, peças absolutamente iguais umas às outras.

Ouro, prata e cobre

Os primeiros metais utilizados na cunhagem de moedas foram o ouro e a prata. O emprego desses metais se impôs, não só pela sua raridade, beleza, imunidade à corrosão e valor econômico, mas também por antigos costumes religiosos. Nos primórdios da civilização, os sacerdotes da Babilônia, estudiosos de Astronomia, ensinavam ao povo a existência de estreita ligação entre o ouro e o Sol, assim como entre a prata e a Lua, fazendo surgir a crença no poder mágico desses metais e no dos objetos com eles confeccionados.

A cunhagem de moedas em ouro e prata manteve-se durante muitos séculos. As peças eram garantidas por seu valor intrínseco, isto é, pelo valor comercial do metal utilizado na sua confecção. Assim, uma moeda contendo vinte gramas de ouro era trocada por mercadorias nesse mesmo valor.

Durante muitos séculos, os países cunharam em ouro suas moedas de maior valor e reservaram a prata e o cobre para os valores menores. Esses sistemas mantiveram-se até o final do século XIX, quando o cuproníquel e, posteriormente, outras ligas metálicas passaram a ser muito empregados. A moeda passou a circular pelo seu valor extrínseco, isto é, pelo valor gravado em sua face, independentemente do metal nela contido.

Com o advento do papel-moeda, a cunhagem de moedas metálicas ficou restrita a valores inferiores, necessários para troco. Com essa nova função, a durabilidade passou a ser a qualidade mais necessária à moeda. Surgem, em grande diversidade, as ligas modernas, produzidas para suportar a alta rotatividade do numerário de troco.

Padrão-ouro

O padrão-ouro surgiu desde o tempo do domínio do mercado mundial pelos genoveses, por volta de 1140. O padrão-ouro foi estabelecido como tipo básico de moeda e a forma para adquirir-se mercadorias (“Ouro: sua história, seus encantos, seu valores”. Rio de Janeiro: Salamandra, 1997).

O ouro na forma de moeda chegou à Europa no século XI, por intermédio da invasão dos muçulmanos na Espanha. No século XIII, Florença, Gênova e Veneza passaram a cunhar moedas de ouro. No século XIV, a Inglaterra e a França também cunharam o ouro e o uso desse metal na forma de moeda generalizou-se no mundo ocidental.

O Brasil ingressou no sistema padrão-ouro com a sua adesão ao FMI em 14 jul. 1948. A participação brasileira correspondeu a quotas no total de US$ 150 milhões. Em pagamento de parte dessa participação, o Brasil remeteu 33 toneladas de ouro ao FMI. Na vigência do regime da paridade do cruzeiro com o ouro (cruzeiro-ouro), o cruzeiro correspondia a 0,0480363 gramas de ouro fino, observa Francisco Adalberto Nóbrega, subprocurador-geral da República, autor de “Da moeda ao ativo financeiro: uma leitura jurídica do ouro” (Brasília: Brasília Jurídica, 2004).

O Fundo Monetário Internacional (FMI) é uma entidade não governamental, criada em 1945, com os objetivos de: promover cooperação monetária internacional; facilitar a expansão e o crescimento balanceado do comércio internacional; promover estabilidade cambial; ajudar na obtenção de recursos multilaterais; prover seus membros de recursos durante períodos de dificuldades; diminuir o desequilíbrio na balança de pagamento dos países-membros.

Em 1971, os EUA desvincularam o dólar do ouro e dólar passou a ter a confiança como único lastro.

Moeda de papel

Na Idade Média, surgiu o costume de guardarem-se os valores com um ourives, negociante de objetos de ouro e prata. O ourives, como garantia, entregava um recibo e, com o tempo, os recibos passaram a ser utilizados para efetuar pagamentos. A circulação de mão em mão dos recibos deu origem à moeda de papel.

No Brasil, os primeiros bilhetes de banco, precursores das cédulas atuais, foram lançados pelo Banco do Brasil, em 1810. Tinham seu valor preenchido à mão, tal como fazemos hoje com os cheques.

Com o tempo, da mesma forma ocorrida com as moedas, os governos passaram a conduzir a emissão de cédulas. Eles controlam as falsificações e garantem o poder de pagamento. Atualmente quase todos os países possuem seus bancos centrais, encarregados das emissões de cédulas e moedas.

A moeda de papel evoluiu em relação à técnica utilizada na sua impressão. Hoje a confecção de cédulas utiliza papel especialmente preparado e diversos processos de impressão capazes de dar ao produto final grande margem de segurança e condições de durabilidade.

Sistema monetário

O conjunto de cédulas e moedas utilizadas por um país forma o seu SISTEMA MONETÁRIO. Esse sistema, regulado por meio de legislação própria, é organizado a partir de um valor utilizado como base, a unidade monetária.

Atualmente, quase todos os países utilizam o sistema monetário de base centesimal, no qual a moeda divisionária da unidade representa um centésimo de seu valor.

Normalmente os valores mais altos são expressos em cédulas e os valores menores em moedas. Atualmente a tendência mundial é no sentido de se suprirem as despesas diárias com moedas. As ligas metálicas modernas proporcionam às moedas durabilidade muito superior à das cédulas e tornam-se mais apropriadas à intensa rotatividade do dinheiro de troco.

Os países, por intermédio de seus bancos centrais, controlam e garantem as emissões de dinheiro. O conjunto de moedas e cédulas em circulação, chamado MEIO CIRCULANTE, é constantemente renovado pelo processo de saneamento, consistente na substituição das cédulas gastas e rasgadas.

Fonte: NewtonFreitas.nom.br

Por: DetetivesDaHistoria

O Golpe do 18 de Brumário

 

Era Napoleônica

 

O Golpe do 18 Brumário foi um golpe de estado ocorrido na França, e que representou o fim da Revolução Francesa, a ascensão de Napoleão Bonaparte ao poder e a consolidação dos interesses burgueses no país. No calendário revolucionário francês, este dia ocorreu em 18 de brumário do ano IV (9 de novembro de 1799 no calendário gregoriano).

Passados 10 anos do início da Revolução Francesa, o país vinha sendo governado por um colegiado de líderes chamado de Diretório. Napoleão havia retornado de sua desastrosa campanha no Egito, e a França sofria com revoltas internas, além de uma ameaça real de invasão da Segunda Coalizão (forças reunidas pelos monarcas europeus liderados pelos Habsburgo e pela Rússia para acabar com a França Revolucionária).

Num primeiro momento, os deputados do Conselho dos Quinhentos e do Conselho de Anciãos se recusam a modificar a Constituição, mas, em face da forte pressão a que foram submetidos, acabam cedendo e nomeando um governo provisório que recebeu o nome de Consulado, onde três membros exerciam o poder de modo igualitário: Emmanuel Joseph Sieyès, Napoleão Bonaparte e Roger Ducos. Pouco depois, o Consulado seria reformado e deixaria de ser provisório, recebendo outros dois membros, Jean Jacques Régis de Cambacérès e Charles-François Lebrun, além de Napoleão, que permaneceu como cônsul.

Logo, porém, o futuro imperador começa a acumular poder em detrimento dos outros dois componentes, e acaba por se tornar o Primeiro Cônsul, passando a governar sozinho no dia 18 brumário (de “bruma” ou “névoa” em francês).

Napoleão utilizou muito de seu prestígio nos campos de batalha para derrubar seus opositores e consolidar seu poder, abrindo assim caminho para coroar-se imperador cinco anos mais tarde.

Mesmo com a grande instabilidade política e econômica que havia naquele momento, Napoleão se valeu do forte apoio recebido da burguesia que defendia um governo forte para pacificar o país e gerar um ambiente de ordem. Alguns políticos astutos do Diretório deram o apoio necessário a Napoleão (ao contrário de outros, que se opuseram à sua tomada do poder) e propuseram o uso da força militar para que ele assumisse o governo, pois perceberam que ele era o homem certo para consolidar o novo regime.

Assim foi feito, e numa ação eficaz, apesar de tumultuada, Napoleão fechou a Assembléia do Diretório. Era o início do primeiro dos três períodos de Napoleão como governante da França, seguindo-se o Império e mais tarde, o Governo dos Cem Dias.

 

Fonte: InfoEscola

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

5 explosões espetaculares que entraram para a história

5 explosões espetaculares que entraram para a história 

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia )

A humanidade já presenciou inúmeras explosões gigantescas, e parece que nunca nos cansamos de vê-las mais uma vez. O pessoal do site Gizmodo reuniu em um artigo uma série com as mais dramáticas, devastadoras e incríveis explosões de todos os tempos, e nós selecionamos as mais impressionantes para você conferir:

 

Explosão de Halifax

5 explosões espetaculares que entraram para a história

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)

A explosão da imagem acima ocorreu em 1917 e destruiu a cidade de Halifax, no Canadá. Ela foi provocada pela detonação de um navio carregado com explosivos militares, e entrou para a história por ter sido a maior explosão provocada pelo homem até a detonação da primeira bomba nuclear. A explosão gerou uma força equivalente a 2,9 quilotons de TNT, resultando em aproximadamente duas mil mortes e quase 10 mil feridos.

 

Experiência Trinity

5 explosões espetaculares que entraram para a história

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia )

Em 16 de julho de 1945, exatamente às 05h29 da manhã, ocorreu o primeiro teste nuclear da história, batizado de “Experiência Trinity”. A bomba foi detonada pelos Estados Unidos perto da cidade de Alamogordo, no Novo México, e a explosão gerou uma força equivalente a 20 quilotons de TNT.

 

Castle Bravo

5 explosões espetaculares que entraram para a história

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia )

Os EUA não pararam com os testes nucleares depois da Experiência Trinity, é claro. Em março de 1954, eles explodiram a Castle Bravo, uma das maiores bombas termonucleares já produzidas. A explosão gerou nada menos do que 15 megatons e foi o maior dispositivo nuclear já detonado pelos norte-americanos.

 

Minor Scale

5 explosões espetaculares que entraram para a história

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia )

Mais um teste realizado pelos EUA, o “Minor Scale” ocorreu em junho de 1985 para simular a explosão de uma bomba nuclear através da detonação de 4,8 quilotons de ANFO, uma mistura de nitrato de amônio e hidrocarbonetos líquidos, como a querosene ou o óleo diesel. Esta foi a maior explosão não nuclear planejada da história.

 

Tsar, a maior bomba da história da humanidade

5 explosões espetaculares que entraram para a história

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia )

É claro que íamos deixar a maior explosão da história por último! A Tsar Bomba — de fabricação russa — foi detonada durante um teste nuclear em outubro de 1961, e contava com um poder de 57 megatons. Para que você tenha uma ideia da potência da Tsar, a explosão pode ser vista a uma distância de 160 quilômetros e a nuvem de cogumelo chegou a mais de 56 quilômetros de altura.

Além disso, a explosão da Tsar Bomba foi equivalente à 1.400 vezes as explosões de Hiroshima e Nagasaki juntas, e dez vezes à de todos os explosivos detonados durante a Segunda Guerra Mundial inteira. E sabe o que é mais incrível? A Tsar Bomba detonada durante os testes possuía apenas metade do poder da versão original!

O dispositivo original criado pelos russos — a maior bomba da história da humanidade — contava com uma potência de 100 megatons, mas foi modificado para os testes com o objetivo de minimizar a escala da destruição. Devido ao seu enorme tamanho, a Tsar não era uma bomba muito prática para ser usada em caso de guerra, e acabou sendo desativada. Até onde se sabe, não existe nenhuma outra bomba no mundo com um poder semelhante.

 

Fonte: Gizmodo e Tecmundo

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Identidade Nacional – Qual?

Texto muito interessante que aborda o tema de nação e identidade nacional, de leitura fácil e de visão bem ampla por parte do autor, nós Detetives da História, aconselhamos a conferir.

A questão da “identidade nacional” é um tema constante em diversos debates, acadêmicos ou não. Sua utilização está quase sempre relacionada com o fator política. Basta saber um pouco mais sobre as origens da artista Carmem Miranda e sua brasilidade estampada na diversidade de frutas que adornava seu personagem.

Ou mesmo nas “picaretagens” do famoso Zé Carioca, criado por Walt Disney na década de 1940, durante o período da segunda guerra mundial para estampar “identidade” do brasileiro – e que identidade! Essas entre outras fizeram com que fosse levantado o debate sobre a “verdadeira identidade nacional do Brasil”, como se isso fosse possível. Mas foi, pelo menos para alguns teóricos, artistas populares ou não (outro termo de grande dificuldade de análise), intelectuais, folcloristas, enfim, uma gama de especialistas se colocaram a debater sobre o tema.

Mesmo com o aumento crescente em torno da questão, foi em finais da década de 50 e início de 70 que o debate ganhou força. Principalmente com o aumento das discussões em torno das reformas de base, proposta em 1962, o que implicava desde a reforma agrária, passando pela educação e chegando até ao setor cultural. Esse trabalho pode ser observado em projetos como o Movimento de Cultura Popular (MCP) no Recife, durante o governo de Miguel Arraes, tendo a frente o educador Paulo Freire.

Na cultura essa discussão pode ser observada no trabalho que era realizado pelo grupo de teatro Arena, que mais tarde serviu como base para o trabalho do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes – o CPC da UNE.

O trabalho realizado pela entidade buscava uma politização massificada da população com projetos sobre a identidade nacional do brasileiro, a qual deveria entendida a partir do homem do campo, das raízes brasileiras – ? Essa tentativa de forjar uma identidade nacional também encheu os festivais de musica promovidos pela Rede Record de Televisão com canções de Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano e tantos outros que conhecemos.

Essa relação da identidade nacional com a música fez criar certa desarmonia naquele instante. A nova estética apresentada pelo movimento Tropicalista, assim como suas críticas em torno do nacionalismo exacerbado das produções culturais nacionais, fizeram com que o movimento surgido em meados da década de 1960 fosse hostilizado e até mesmo seu trabalho associado “com o grupo que tomou o poder em 1964”.

De acordo com Maria Rita Kehl, em seu livro “Um país fora do ar – histórias da TV brasileira em três canais”, a crescente urbanização no Brasil nas décadas de 1960 e 1970, fez surgir a necessidade da criação e formação de novos hábitos, configurada por uma espécie de “reeducação” de grande parte da população brasileira, visando sua adaptação aos padrões de comportamento e consumo que surgiam e se formavam naquele instante nas grandes cidades. Nesse sentido, a adaptação do “novo homem” ao modelo de desenvolvimento político e cultural é caracterizada através de uma perspectiva de identificação, oferecida, principalmente, “via televisão e via consumo”, pois, “é preciso educar esse novo mercado de trabalho e consumo” e assim criar novos hábitos para um “homem novo”.

Para isso, a partir de 1968, além de mecanismos de repressão, o governo militar também criou diversos instrumentos para facilitar o acesso desse novo homem ao momento que surgia, ou seja, de acordo com Maria Rita Kehl, foram tomadas diversas medidas para facilitar a liberação de crédito ao consumidor, que eram apresentadas, como “medidas adotadas visando à implantação de um mercado de bens duráveis e semiduráveis, acompanhado de um desenvolvimento espantoso das técnicas de publicidade”. Nesse processo, a televisão passou a ser a “menina dos olhos” para os marqueteiros de plantão, que começaram a identificar a televisão como um mecanismo de criação de uma “aculturação de massas”, capaz de cumprir sua função de identificação brasileira geográfica e socialmente. Nesse momento, o papel assumido claramente pela televisão buscava ajustar o homem brasileiro ao modelo e ao discurso desenvolvimentista do governo militar.

E para que a imagem desse discurso se fizesse mais forte, nada melhor do que levar a “realidade nacional”, mesmo que “fantasiosa e ilusionista”, às telas brasileiras, e conseqüentemente ao cotidiano televisivo, como forma de caracterizar uma identidade nacional, entretanto sem que essa “identidade” viesse a se colocar contra os planos e a política de desenvolvimento do governo militar. Como afirma a autora, esse trabalho foi assumido, principalmente, pelas telenovelas, que na década de 1970 foi uma das grandes responsáveis pela tentativa de caracterizar a imagem e a identidade do povo brasileiro.

Nesse momento, as novelas começaram a oferecer ao brasileiro “desenraizado que perdeu sua identidade cultural, um espelho glamurizado, mais próximo da realidade de seu desejo do que da realidade de sua vida e por isso mesmo funcionou como elemento conformador de uma ‘nova identidade’”.

O que tentei expor em poucas linhas foi um debate sobre política e cultura e como ele se estendeu para outros órgãos sociais e governamentais. Também temos trabalhos de autores como Darcy Ribeiro, Gilberto Freire, entre outros que esboçam um histórico das origens da nação brasileira, mas não quanto a uma “identidade brasileira autêntica”.

Também em projetos de governo são constantemente encontradas referencias para o fortalecimento da identidade nacional, os quais pretendem “compreender a cultura brasileira dentro de suas peculiaridades, notadamente as que decorrem do sincretismo alcançado no Brasil a partir das fontes principais de nossa civilização” (PNC, 1975). A “identidade nacional” também está presente no programa “Cultura Viva” do governo Lula, o qual prevê, através da interação entre os “Pontos de Cultura” previsto pelo programa, trocas de experiências, assim como a definição de identidades. Assim, podemos dar início às discussões sobre a tal identidade nacional e até mesmo sua veracidade ou viabilidade.

Por: Cleiton Paixão

Fonte: Cultura e Mercado

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

A invenção do Século XIX

 

Identidade é uma palavra de origem latina (identĭtas) que designa o conjunto de traços próprios de um sujeito ou de uma comunidade. Estas características distinguem o indivíduo (ou grupos de indivíduos) dos demais. A identidade também está vinculada à consciência que uma pessoa tem de si mesma.

A identidade nacional, por sua vez, é uma condição social, cultural e espacial. Trata-se de características que têm uma relação com um entorno político uma vez que, em geral, as nações estão associadas a um Estado (ainda que não seja sempre assim).

A nacionalidade é um conceito próximo da identidade nacional. As pessoas que nascem no Brasil, por exemplo, são de nacionalidade brasileira e são titulares de documentos legais que validam essa condição. Estes indivíduos têm, portanto, identidade brasileira.

No entanto, o aspecto mais simbólico da noção pode variar consoante o caso. Uma pessoa que nasça no Brasil tem nacionalidade brasileira e, aos cinco anos de vida, se for para fora (estrangeiro), pode perder ou descuidar, com o passar do tempo, (d)a sua identidade nacional. Se essa pessoa, depois de passar os seus primeiros cinco anos de vida no Brasil, viver os quarenta anos seguintes na Austrália, sem regressar nunca à sua terra natal, é provável que mantenha a sua nacionalidade do ponto de vista jurídico, mas não a sua identidade social ou cultural.

Noutros casos, a identidade nacional pode existir sem estar certificada por um documento legal. Os ciganos podem falar de identidade nacional apesar de a sua nação não contar com um território próprio ou um Estado que os ampare como coletivo social. Por conseguinte, um homem por ter nacionalidade espanhola ou de qualquer outro país e identidade cigana em simultâneo.

 

Fonte: Conceito

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Invenção da Semana – O automóvel

A invenção desta semana nos possibilitou ir a lugares longes sem gastar muito tempo, nem esforço, uma invenção célebre que facilitou em muito a vida dos seres humanos e devemos aos grandes idealizadores deste transporte, todo nosso agradecimento, nós Detetives apresentamos, o automóvel .

 

Réplica do Benz Patent-Motorwagen, de 1885, de dois lugares, três rodas e velocidade máxima de 13 km/h, foi o primeiro automóvel a gasolina.

Não houve um exato momento na história do automóvel que se possa convencionar como o início desta grande invenção. Com efeito, os primeiros automóveis que surgiram foram fruto de sucessivas aproximações e adaptações tecnológicas que, gradualmente, se foram desenvolvendo em torno de um objectivo comum: viajar rápido, com comodidade e, sobretudo, com um mínimo de esforço para os ocupantes e um máximo de segurança.

A auto-locomoção de veículos já havia sido demonstrada em 1769 por Nicolas Cugnot, na França, ao utilizar um motor a vapor para movimentar um veículo. No entanto, só com a introdução do motor de combustão interna a quatro tempos a gasolina em 1885, inventado por Karl Benz, na Alemanha, é que se começou a considerar a viabilidade de um veículo auto-propulsionado que oferecesse as condições já mencionadas. A patente desta invenção data de29 de Janeiro de 1886 em Mannheim. Contudo, apesar de Benz ser creditado pela invenção do automóvel moderno, muitos outros engenheiros, também alemães, pesquisavam simultaneamente sobre a construção de automóveis. Em 1886, Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach, em Estugarda, patentearam a primeira motocicleta, construída e testada em 1885 e, em 1886, construíram a primeira adaptação da carruagem para o transporte automóvel. Em 1870, o germano-austríaco Siegfried Marcus construiu uma carroça motorizada que, contudo, não passaria da fase experimental.

Décadas mais tarde, Henry Ford passaria a fabricar automóveis em série, destacando-se o Ford T, fabricado de 1908 a 1927, cujas vendas ultrapassaram os 16 milhões de unidades.

 

O Benz Velo, introduzido dez anos depois do primeiro automóvel Benz patenteado a 1885.

O Benz Velo, introduzido dez anos depois do primeiro automóvel Benz patenteado a 1885.
Já no século XVII se idealizavam os veículos impulsionados a vapor; Ferdinand Verbiest, um padre da Flandres, demonstrara-o em 1678 ao conceber um pequeno carro a vapor para o imperador da China. Em 1769, Nicolas-Joseph Cugnot elevava a demonstração à escala real, embora a sua aplicação tenha passado aparentemente despercebida na sua terra-natal, França, passando a desenvolver-se sobretudo noReino Unido, onde Richard Trevithick montou um vagão a vapor em 1801. Este tipo de veículos manteve-se em voga durante algum tempo, sofrendo ao longo das próximas décadas inovações como o travão de mão, caixa de velocidades, e ao nível da velocidade e direcção; algumas atingiram o sucesso comercial, contribuindo significativamente para a generalização do tráfego, até que uma reviravolta contra este movimento resultava em leis restritivas no Reino Unido, que obrigavam aos veículos automóveis a serem precedidos por um homem a pé acenando uma bandeira vermelha e soprando uma corneta. Efectivamente, estas medidas travaram o desenvolvimento do automóvel no Reino Unido até finais do século XIX; entretanto, os inventores e engenheiros desviavam os seus esforços para o desenvolvimento dos caminhos-de-ferro, as locomotivas. A lei da bandeira vermelha só seria suprimida em 1896.

Experiências isoladas, realizadas em toda a Europa, ao longo das décadas de 1860 e 1870, contribuíram para o aparecimento de algo semelhante ao automóvel atual. Uma das mais significativas foi a invenção de um pequeno carro impulsionado por um motor a 4 tempos, construído por Siegfried Markus (Viena, 1874). Os motores a vapor – que queimavam o combustível fora dos cilindros, deram lugar aos motores de combustão interna, que queimavam no interior do cilindro uma mistura de ar e gás de iluminação. O ciclo de 4 tempos foi utilizado com êxito pela primeira vez em 1876, num motor construído pelo engenheiro alemão conde Nikolaus Otto.

A primeira patente do automóvel nos Estados Unidos da América foi concedida aOliver Evans, em 1789. Mais tarde, em 1804, Evans demonstrou o seu primeiro veículo automóvel que não só foi o primeiro automóvel nos EUA mas também o primeiro veículo anfíbio, já que este veículo a vapor dispunha de rodas para circulação terrestre e de pás para circulação na água.

Oldsmobile 8 Convertible Coupé 1934.

O belga Etienne Lenoir construiu um automóvel com o motor de combustão interna a cerca de 1860, embora fosse propulsionado por gás de carvão. A sua experiência durou 3 horas para percorrer 7 milhas — teria sido mais rápido fazer o mesmo percurso a pé — e Lenoir abandonava as experiências com automóveis. O franceses reclamam que um Deboutteville-Delamare terá sido bem sucedido; em 1984 celebraram o centésimo aniversário desse automóvel.

É geralmente aceite que os primeiros automóveis de combustão interna a gasolina tenham surgido quase simultaneamente através de vários inventores alemães, trabalhando independentemente: Karl Benz construiu o seu primeiro automóvel em1885 em Mannheim, conseguindo a patente a 29 de Janeiro do ano seguinte e iniciado a primeira produção em massa a 1888. Pouco tempo depois, Gottlieb Daimler eWilhelm Maybach, em 1889 em Estugarda, concebiam um veículo de raiz, descartando a típica carroça em função de uma carroçariaespecífica dotada de motor. Foram eles também os inventores da primeira motocicleta em 1886. Em 1885 eram construídos os primeiros automóveis no de quatro rodas propulsionados a petróleo, em Birmingham, Reino Unido, por Fredericl William Lanchester, que também patenteou o travão de disco.

 

Fonte: Wikipedia

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Guerra da Cisplatina

 

Cisplatina: o gasto com tropas em uma guerra claramente desnecessária.

Qual o sentido de uma guerra para uma nação? A resposta dessa pergunta não é nada fácil, tendo em vista os diversos fatores que levam um Estado a se levantar em armas. Durante o Primeiro Reinado, Dom Pedro I foi confrontado ao se deparar com a revolta da província da Cisplatina. Tal região, historicamente colonizada pelos espanhóis, havia sido dominada pelo rei Dom João VI no período em que comandou o governo português em terras brasileiras.

O interesse de Dom João VI em conquistar a região da Cisplatina pode ser compreendido por meio de duas questões distintas. Inicialmente, devemos considerar que os levantes liberais e abolicionistas que tomavam essa região representavam uma ameaça à hegemonia política de Dom João VI no Brasil. De fato, o rei lusitano temia que o triunfo do movimento de independência da Cisplatina pudesse inspirar outros movimentos de igual natureza em terras brasileiras.

Além disso, outra justificativa para esta ação girava em torno da rainha Carlota Joaquina, esposa de Dom João VI e irmã do rei espanhol Fernando VII. Nessa época, estando a Espanha dominada pelas tropas de Napoleão, a rainha Carlota Joaquina tinha o interesse em se tornar “Rainha do Prata” e assim assumir autoridade naquela região como regente de seu irmão. Por essas razões, a invasão portuguesa à Cisplatina foi iniciada em 1816.

Com a saída de Dom João VI do Brasil e o processo brasileiro de independência, as populações da região cisplatina se reuniram em um exército revolucionário apoiado pelos argentinos. Tal medida era um simples reflexo à incoerência da dominação brasileira sob um território de feições históricas e culturais completamente distintas do restante do país. Contudo, apesar da relevância de tal argumento, o imperador Dom Pedro I não reconheceu o pedido de autonomia dos revoltosos.

Entre 1825 e 1828, o governo brasileiro declarou guerra contra os revolucionários em um conflito que provocou um sério esvaziamento dos cofres brasileiros. Além disso, as autoridades imperiais realizaram o recrutamento forçado de vários populares que buscavam uma vida melhor após a independência. Em pouco tempo, os ataques políticos contra Dom Pedro I eram cada vez mais contundentes. Afinal de contas, valeria à pena gastar tanto pela conquista de tão diminuto espaço estrangeiro?

As derrotas sucessivas nos campos de batalha e a necessidade de se contrair novas dívidas mostraram que a opção pela guerra era completamente equivocada. Por fim, em 1828, os revolucionários vitoriosos conseguiram estabelecer a República Oriental do Uruguai. Colocando a nação derrotada e afundada em dívidas, a autoridade de Dom Pedro I foi criticada por jornais e personalidades políticas que questionavam sua autoridade frente ao trono brasileiro.

 

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

 

Fonte: Brasil Escola

 

Por: DetetivesDaHistoria