Período Regencial

Câmara dos Deputados: centro das disputas políticas do Período Regencial.
Câmara dos Deputados: centro das disputas políticas do Período Regencial.

Toda a agitação política do governo de Dom Pedro I culminou em sua rápida saída do governo durante os primeiros meses de 1831. Surpreendidos com a vacância deixada no poder, os deputados da Assembleia resolveram instituir um governo provisório até que Dom Pedro II, herdeiro legítimo do trono, completasse a sua maioridade. É nesse contexto de transição política que observamos a presença do Período Regencial.
Estendendo-se de 1831 a 1840, o governo regencial abriu espaço para diferentes correntes políticas. Os liberais, subdivididos entre moderados e exaltados, tinham posições políticas diversas que iam desde a manutenção das estruturas monárquicas até a formulação de um novo governo republicano. De outro lado, os restauradores – funcionários públicos, militares conservadores e comerciantes portugueses – acreditavam que a estabilidade deveria ser reavida com o retorno de Dom Pedro I.

Em meio a tantas posições políticas, a falta de unidade entre os integrantes da política nacional em nada melhorou o quadro político brasileiro. As mesmas divergências sobre a delegação de poderes políticos continuaram a fazer da política nacional um sinônimo de disputas e instabilidade. Mesmo a ação reformadora do Ato Adicional, de 1834, não foi capaz de resolver os dilemas do período.

Umas das mais claras consequências desses desacordos foram a série de revoltas deflagradas durante a regência. A Sabinada na Bahia, a Balaiada no Maranhão e a Revolução Farroupilha na região Sul foram todas manifestações criadas em consequência da desordem que marcou todo o período regencial.

 

Fonte: Brasil Escola

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

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Invenção da Semana – A roda

 

A invenção desta quarta foi muito importante no ramo dos transportes, ela facilitou e acelerou em muito o percurso a ser feito pelo veículo, ela começou com formatos não tão perfeitos como os dos dias de hoje, mas com o passar do tempo foi sendo a aperfeiçoada e se formando, ficando mais… redonda, com esta dica fica fácil não é ? Então, sem mais delongas, nós Detetives da História, apresentamos a invenção de hoje, a roda.

 

 

A roda é talvez uma das invenções principais na trajetória de desenvolvimento tecnológico do ser humano. Com ela, os povos primitivos tornaram o transporte mais rápido e fácil, além de contribuir para transformar as primeiras aglomerações humanas em cidades maiores.

A prova mais antiga de seu uso data de cerca de 3500 a.C., e vem de um esboço em uma placa de argila encontrada na região da antiga Suméria, na Mesopotâmia (atual Iraque), mas é certo que sua utilização venha de períodos muito mais remotos.

As rodas mais antigas encontradas em explorações arqueológicas são de cerca de 3000 a 2000 a.C. e estavam em túmulos na mesma Mesopotâmia. Eram compostas de três tábuas presas por suportes em forma de cruz, e a tábua central possuía um furo natural no nó da madeira. A madeira em volta do nó costuma ser bastante resistente, por isso, acredita-se que esta girava em torno de um eixo fixo, apesar do restante do veículo à qual estas rodas pertencessem não tenha sido conservado o bastante para identificar se era assim mesmo que o conjunto funcionava.

O primeiro aperfeiçoamento em relação aos modelos originais foi provavelmente a colocação de um aro de madeira, o que permitia um desgaste uniforme da roda em toda sua superfície. Tal aro podia ser uma peça única, feita de madeira curvada com o auxílio de vapor, ou então, de vários segmentos emendados.

Quinhentos anos mais tarde surgiriam os primeiros aros de metal. A roda com raios surge na Mesopotâmia ou na atual Turquia, e é utilizada em carros de guerra. Em torno de 1500 a.C., os egípcios dominam a tecnologia, com a construção de rodas de de quatro raios, bastante leves.

A partir daí, seu desenho permaneceria quase inalterado durante muito tempo, sendo que as únicas inovações estão ligadas a usos diversos da roda, como o emprego em moinhos d’água e sarilhos (mecanismos de lançamento ou de arrasto).

Até o século XVI, a inovação mais relevante foi a criação da roda de disco abaulado, com os raios dispostos em forma de cone achatado. Por volta de 1870 surgem as rodas de raios de arame, destinadas às bicicletas, e uma década depois é desenvolvido o aro pneumático, (apesar de patenteado quarenta anos antes).

Apesar de invento básico e elementar, a roda ainda encontra importância fundamental em meio à nossa sociedade, em especial nos modernos automóveis. Os primeiros modelos traziam rodas de aros de madeira, como o das carroças.

Logo são adotadas rodas com raios de arame e as chamadas “rodas de artilharia”, fabricadas em uma única peça de ferro fundido. Na década de 1930, surgem as rodas de aço estampado, mais leves, resistentes e baratas.

Atualmente, o tipo mais popular entre o consumidor são as rodas de liga leve.

 

Fonte: Infoescola

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Cuidado: passado em risco

 

Gostaria nesta oportunidade de realizar uma critica, ou melhor, um alerta ao que concerni à conservação dos vestígios do nosso passado, monumentos e tradições, que são tão vitais ao entendimento de épocas anteriores a nossa.
Em todo o mundo, estes vestígios estão ameaçados, muita coisa esta a beira de desaparecer, onde, às vezes, até a intenção de preservar acaba tendo efeitos contrários.

Temos como grandes agentes desta “desconstrução do passado” a erosão, a poluição e infelizmente a ação humana, que causam estragos terríveis e muitas vezes irreversíveis.

Existem alguns casos emblemáticos que estão deixando os historiadores de cabelo em pé, como o da esfinge no Egito, por exemplo, que vem sofrendo, há milênios os efeitos dos três agentes citados acima.

A erosão e a poluição, como também erros em sua restauração, causaram alguns danos a este monumento da humanidade, onde poderíamos dizer serão irreversíveis.

A cor original desapareceu, o nariz e a barba estão faltando, os olhos estão danificados e há grandes rachaduras em sua superfície. Para completar a tentativa de restauração, sem um conhecimento preciso dos materiais e dos métodos de construção, levaram a modificação estrutural da esfinge.

A guerra, que também, faz parte da ação humana tem um caráter altamente destrutivo, como o observado recentemente na guerra do Iraque.

Terra que há milênios atrás era denominada de Mesopotâmia, e cujo qual teve os seus museus destruídos pelas tropas norte-americanas, sem a menor preocupação com os artefatos de uma civilização tão antiga.

Outros casos também inquietam estudiosos do passado, como a poluição de rios sagrados, a não preservação de culturas antigas, os ladrões de túmulos, a má conservação de inventos importantes, que impulsionaram nosso avanço tecnológico, seja ele inventado há milênios atrás, como também a falta de convívio com as chamadas “línguas mortas”, que estão cada vez menos sendo utilizadas mesmo nos meios acadêmicos.

Este texto é apenas um alerta, sem dados, sem aprofundamento, ou embasamento cientifico que o comprove, baseado apenas na vivência e na leitura de notícias que denunciam este descaso, tendendo assim a jogar a discussão à tona, para que cada vez mais, esta problemática seja debatida e com isso, quem sabe poder dizer um dia, que ainda temos um patrimônio histórico da humanidade.

 

Fonte:

Por: Volnei Belém de Barros Neto
Historiador e Colunista Brasil Escola

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

África Portuguesa

Artigo interessante sobre a colonização portuguesa em todo continente africano, bem atual, nós Detetives da História, aconselhamos a leitura.

 

Realizando uma análise interpretativa e querente do expansionismo português no continente africano percebemos certos aspectos vitais nesse, que podemos chamar de grande empreendimento português, no qual estes mesmos aspectos não nos permitem que os deixem de apontá-los em nosso estudo.

Quando falamos em motivações para a colonização da costa da áfrica pelos portugueses, não podemos deixar de destacar que houve várias, onde até mesmo a igreja foi uma de seus impulsionadores neste empreendimento, entretanto notamos que a principal delas foi o motivo econômico, como a muito já vem sendo discutido pelos historiadores. Porém é importante citar como os interesses econômicos variaram durante o período colonial português e o que essas variações influenciaram no continente.

Gostaria aqui de denominar esta nova perspectiva de análise, como variações econômicas no continente africano.
Quando os portugueses decidiram encontrar um novo caminho para as Índias, levados por todo o contexto histórico-Mercantilista que os apoiavam, estabeleceram isto como prioridade. Com o avanço da tecnologia da navegação em toda Europa, facilitando uma melhor análise das rotas marítimas, foi decidido que esta nova rota seria pela África.
Daí surgiu o primeiro interesse em transformar os locais “descobertos” em colônias, com o interesse imediato de estabelecer entrepostos para as grandes navegações. Contudo verificou-se que estas colônias tinham um potencial muito maior do que servir como entreposto para a nova rota as Índias.

Foi ai que o interesse econômico variou pela primeira vez. Portugal começou a investir na produção da cana-de-açúcar na maioria das colônias que estavam em seu poder, gerando empreendimento rentável a coroa portuguesa.

A cana-de-açúcar se mostrou uma experiência bem sucedida no começo, mais o expansionismo português não tinha se resumido a áfrica como todos sabem e foi nesta conquista de novas colônias no chamado novo mundo que a agricultura africana começou a ter problemas.

A concorrência com o Brasil, levou a uma crise neste tipo de cultura, fazendo o interesse português diminuir em relação às colônias africanas, entretanto este desinteresse não durou muito, pois surge uma nova perspectiva de exploração, levando a uma nova variação no interesse econômico, o escravo.

Este foi sem dúvida o mais cruel sistema de exploração das colônias africanas, afetando diretamente o seu povo, e os transformando na própria mercadoria a ser oferecida, o ouro negro português, que serviu de mão de obra não só para o Brasil, como também para diversas partes do mundo.

Dentro deste contexto econômico, que passa pela política, temos ai à base para entender como a colonização da áfrica a transformou no que ela é hoje, tendo em vista que vários outros paises a dividiram realizando um partilha feita de maneira arbitrária, não respeitando as características étnicas e culturais de cada povo, o que contribui para muitos dos conflitos atuais no continente africano, tribos aliadas foram separadas e tribos inimigas foram unidas.

No fim do século XIX, início do XX, muitos países europeus foram até a África em busca das riquezas presentes no continente. Esses países dominaram as regiões de seu interesse e entraram em acordo para dividir o continente. Porém os europeus não cuidaram com a divisão correta das tribos africanas, gerando assim muitas guerras internas.

Fonte:

Por: Volnei Belém de Barros Neto
Historiador e Colunista Brasil Escola

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

A Alemanha e sua unificação

A região onde hoje se encontra Alemanha era formada por 34 principados e quatro estados livres, a sede dessa confederação ficava em Frankfurt e o comando pertencia ao império austríaco, conforme as recomendações do congresso de Viena.

 

A classe alta era formada por uma nobreza que tinha suas origens saxônicas, cujo poder estava na terra, e que utilizava de um exercito mercenário, para defender o patrimônio essas grandes proprietários de terras eram conhecidos como Junkers.
A população era explorada por esses proprietários de terras, até o ano de 1830, a economia alemã parecia estagnada pelo motivo de estar pressas a traços  feudais. Em 1834, a Prússia e o Grão-Ducado de Hessen criaram um sistema de liberdade  de comercio  que tinha o nome de Zolverein, a onde estava decretado a livre circulação de mercadorias entre duas regiões.
O livre comercio resultou em um novo ritmo no desenvolvimento das industrias e dos transportes fluvial e ferroviário.
            Na ponta mais baixa a classe pobre sofria sérios agravamentos, a grande concentração de pessoas nas cidades criou um fabuloso exército de mão de obra disponível e muito explorada nas indústrias que começavam a se desenvolver.
            A nova economia promovida pelos Zolverein foi seguida por novas ideias no campo da política econômica, tendo formado três principais correntes de pensamento econômico.
            – Liberal essa corrente propunha a criação de um sistema de govenro baseado no direito da constituição, setores como grandes industriais e alguns intelectuais aderiram essa corrente.
            – Radical essa corrente erra baseada nas ideias do filósofo Hegel e defendia princípios baseados na democracia, entre esses princípios estavam igualdade de direito e soberania popular, a onde estavam associados a burguesia comercial e políticos do sul da Alemanha.
            – Socialismo através das ideias de Karl Marx e Friedrich Engels que foram divulgadas entre os trabalhadores, a classe trabalhadora aderiu a esse movimento que pregava a revolução social, a coletivização dos meios de produção e o fim da divisão da sociedade em  classes sociais.
            Essa organização de trabalhadores começou a preocupar as elites em meio a uma atmosfera política que denunciava mudanças, em 1862 o general Otto Von Bismarck foi nomeado o presidente do conselho de ministros da Prússia.
            Ele temia que acontecesse uma revolta e que não conseguiria acabar com essa revolta, que poderia fugir dos controle do nascente Estado Alemão, nessa onde de movimentos populares Bismark vendeu sua ideia de ficar a frente do processo de unificação da Alemanha.
            Com o intuito de aderir os estados do Sul na unificação, Otto provoca uma guerra contra a França que era naquele período comandada pelo imperador Napoleão III, com essa eclosão os reinos do sul se aliaram à Prússia na guerra contra a França. No ano de 1871 a França assina o tratado de Frankfurt a onde cedia a região da Alsácia-Lorena.
            Essa vitoria permitiu que Bismark conseguisse a unificação da Alemanha, o então comandante da recém formada Alemanha seria Guilherme I da Prússia, que foi coroado como imperador “kaiser”; Otto virou o primeiro ministro por ter conseguido a unificação alemã e levou a Alemanha a um patamar de potencia rivalizando contra França e Inglaterra a partir daí desencadeou uma luta que iria terminar na primeira guerra mundial.
            Podemos ver que a Alemanha como a Itália foi unida a partir de um jogo de interesses capitalistas ambas tiveram unificadores, Bismark foi o grande articulador da Alemanha, vemos também que o povo assistiu a unificação, mas começa o inicio de uma luta trabalhadora que acabaria na Revolução de 1917 na Rússia, aonde os trabalhadores chegariam ao poder por meio de muita guerra, conflito e sangue.
Por: Bruno Ferreira
Por: DetetivesDaHistoria

A origem do Carnaval

 

A comemoração grega que gerou a grande festa.

carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente, os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa, tornando-a intolerável aos olhos da Igreja. Com o passar do tempo, o carnaval passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica, o que ocorreu de fato em 590 d.C. Até então, o carnaval era uma festa condenada pela Igreja por suas realizações em canto e dança, que aos olhos cristãos eram atos pecaminosos.
A partir da adoção do carnaval por parte da Igreja, a festa passou a ser comemorada através de cultos oficiais, o que bania os “atos pecaminosos”. Tal modificação foi fortemente espantosa aos olhos do povo, já que fugia das reais origens da festa, como o festejo pela alegria e pelas conquistas.

Em 1545, durante o Concílio de Trento, o carnaval voltou a ser uma festa popular. Em aproximadamente 1723, o carnaval chegou ao Brasil sob influência europeia. Ocorria através de desfiles de pessoas fantasiadas e mascaradas. Somente no século XIX que os blocos carnavalescos surgiram com carros decorados e pessoas fantasiadas de forma semelhante à de hoje.

A festa foi grandemente adotada pela população brasileira, o que tornou o carnaval uma das maiores comemorações do país. As famosas marchinhas carnavalescas foram acrescentadas, assim a festa cresceu em quantidade de participantes e em qualidade.

 

Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola

Fonte: Brasil Escola

Por: DetetivesDaHistoria

19/7/1870 – Começa a Guerra Franco-Prussiana

 

Guerra Franco-Prussiana (1870-1871), conflito entre a França e a Prússia que sinalizou o crescimento do poder militar e do imperialismo alemão. Foi provocada por Otto von Bismarck (chanceler alemão) como parte do plano de criar um Império Alemão unificado.

 

 
O surgimento da Prússia como o principal poder alemão e a crescente unificação dos Estados alemães foram vistos com apreensão por Napoleão III, após a vitória da Prússia na guerra Austro-Prussiana de 1866. Bismarck, ao mesmo tempo, alimentava o crescimento do conflito entre França e Prússia, buscando uma união nacional centre os Estados da Alemanha. Ele se assegurou da neutralidade russa, italiana e britânica. As preparações para a guerra foram notadas em ambos lados, com uma ineficiência notável na França e com uma eficácia espantosa na Prússia.

O pretexto imediato para a guerra apresentou-se quando o trono da Espanha foi oferecido a um príncipe da casa de Hohenzollern-Sigmaringen, primo do rei da Prússia. A oferta foi recusada após forte protesto da França. Bismarck, através do famoso telegrama de Ems, inflamou ainda mais os sentimentos franceses e, no dia 19 de julho, a França declarou guerra a Prússia. Acreditando que a França era o agressor, os estados da Alemanha uniram-se na Confederação Alemã do Norte, como esperava Bismarck. Coube a Helmuth Karl Bernhard von Moltke conduzir as tropas alemãs.

No lado francês, Napoleão III assumiu o comando, mas logo o entregou ao Marechal Bazaine. Em 4 de agosto de 1870, os alemães cruzaram a fronteira da Alsácia. Eles derrotaram os franceses em Wissembourg, empurraram os franceses, sob o comando do Marechal MacMahon, para Châlons-en-Champagne, forçando a separação entre as forças de MacMahon’s e Bazaine, que ficou isolado em Metz.

Bazaine tentou se unir a MacMahon, mas foi derrotado em Vionville e em Gravelotte. Em setembro, a tentativa de Napoleão III e MacMahon de salvar Bazaine terminou com mais uma derrota, em Sedan. O imperador e 100 mil de seus homens foram capturados. Napoleão foi deposto e um governo provisório de defesa nacional foi formado com General Trochu, Léon Gambetta e Jules Favre. No dia 19 de setembro, Paris foi cercada pelos alemães.

Gambetta fugiu de Paris em um balão e começou a organizar a resistência no interior, mas a rendição do Marechal Bazaine acabou com as esperanças francesas. Paris, no entanto, continuou resistindo até 28 de janeiro de 1871, quando Adolphe Thiers, político francês assinou o armistício. Thiers foi nomeado chefe do poder executivo da França e foi prevista a eleição de uma Assembléia Nacional Francesa.

No dia 1 de março, a Assembléia aceitou o acordo preliminar de paz, que foi formalizado pelo Tratado de Frankfurt, ratificado em maio do mesmo ano. A França concordou em pagar uma indenização de 1 bilhão de francos e cedeu as regiões de Alsácia e Lorena para a Alemanha. Os resultados da guerra geraram um desejo de vingança nos franceses.

O triunfo do militarismo prussiano preparou a Alemanha para novas ações imperialistas. Os Estados Papais, sem a proteção de Napoleão III, foram anexados pela Itália, que completou sua unificação. A guerra também alimentou as rivalidades européias, que iriam explodir na Primeira Guerra Mundial.

 

Fonte: Igeduca

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Programa de Rádio – Rádio Parisativa

Roteiro da Rádio

 

Tema: Comuna de Paris

 

R1 Bom dia queridos ouvintes  , aqui quem fala é _________.

Hoje  o nosso jornal Parisativa começa com as notícias do esporte , narradas pela nossa repórter (nome)_____

(Vinheta de abertura) Parisativa todo dia com você !

R2 Bom dia, vamos relembrar os melhores momentos do jogo entre ‘’ A comuna de Paris ‘’ Fc e Governantes Fc . E para começar vamos contar com os comentários de (nome) _______ e (nome)_______

R3______Bom dia, o jogo de ontem foi quente não é (nome)___ ?

R4_______Bom dia, pois é ______  presenciamos um jogo muito disputado ,  vai render muito assunto  e por muito tempo .

R3_____Ô se vai, sem perder tempo vamos aos melhores momentos deste grande jogo que terminou com a vitória do Governantes FC !

R4_______ Um lance que não pode passar despercebido é o pênalti cometido por Luís XVI Goleiro do Governantes , ato que foi interpretado pelo time como uma traição .

R5 (o narrador do jogo ) E é pênalti ! Luis XVI é executado antes mesmo da cobrança.

R2 Que lance! E este não foi o único não é _______?

R3 Não mesmo, este jogo até recebeu o nome de Guerra Franco _Prussiana.

R4 Outro Grande lance foi a perda de 3 jogadores por parte dos Governantes .

R5 (narrador) Com esse carrinho maldoso ( vinheta) se dá o fim da ditadura de Napoleão  III , e por reclamação estão suspensos ( vinheta) Alsácia e Lorena .

E é substituição nos Governantes  entra Adolf Thiers , que recebe instruções diretas do técnico Bismarck .

R1 Os parisienses, não gostam do Bismarck e esse sentimento da torcida influenciou a Comuna a enfrentar com mais força ainda os Governantes.

E o motivo pelo qual eles lutavam era muito justo, como a abolição do trabalho noturno, socialização de empresas, eleições para os cargos públicos , separação entre igreja e estado , igualdade entre homens e mulheres …

R2 Queriam o que fosse melhor para todos, mas os Governantes  nem queriam saber , a entrada de Bismarck no jogo aumentou a força do exército francês que parecia ter 100.000 homens , neste momento a força da Comuna de Paris não passava de 15.000

R5 ( narrador do jogo) GOOOOOOOOOOOOL ! ( vinheta ) Governantes  4 a 2! Um lance que demonstrou força e crueldade deixando 20  mil executados e esse número pode  chegar a 80 mil  parisienses .

R3 O jogo teve 6 gols que vamos  relembrar agora

R5 (narrador)

Primeiro tempo de jogo, Comuna lança a bola na área  e com uma só jogada sua milícia foi instalada com o nome de Guarda nacional que proclamou  o fim do sistema de escravidão dos salários  e GOOOL ( VINHETA)

Esse gol ocasionou a fuga dos Governantes para o campo de defesa.

R4 O segundo gol saiu logo depois, gol que representou melhorias para a sociedade que superam todas  feitas por  governos nos dois séculos anteriores combinados  ! (vinheta)

R2 Sindicatos legalizados, igualdade entre os séculos, pena de morte abolida, calendário revolucionário novamente instaurado… Ao todo foram 29 conquistas somente com esse gol!

R1 O jogo parecia ganho, mas no segundo tempo os Governantes.

Deram a volta por cima fazendo 4 gols no período chamado de A semana sangrenta .

R5 E fim de jogo 4 a 2 vitória do Governantes FC  !

R3 Concluímos essa revisão dos melhores momentos do jogo com o nosso comentário final.

A experiência de um governo socialista durou 3 meses , representando a ousadia e radicalidade  dos rebelados ao tomarem o poder na  cidade mais rica e famosa da Europa .

R2 Os erros e acertos da Comuna de Paris tornaram – se fonte de inspiração para movimentos sociais posteriores.

R1 Este foi o boletim esportivo  Bola Na Rede , voltemos com as notícias da semana e do dia que você só vê no Jornal Parisativa .

(Vinheta ) Parisativa, todo dia com você !

 

 

Propagandas:

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Por: DetetivesDaHistoria

 

Invenção da Semana – O Óculos

 

A invenção desta quarta-feira fez com que o ser humano enxergasse o que não podia ver com tanta clareza, revolucionou a medicina dos olhos e pode ser também um adorno que passa a ideia de elegância e intelectualidade, a invenção desta semana é o óculos.

 

 

Os óculos são dispositivos ópticos utilizados para a compensação de ametropias, e/ou protecção dos olhos, ou ainda por motivos estéticos, utilizados na parte superior da face, próximos aos olhos, mas sem entrar em contacto físico com estes, constituídos geralmente por duas lentes oftálmicas e uma armação.

Actualmente, quase todos os modelos de óculos são usados diante do rosto repousando sobre o nariz e orelhas.

A palavra óculos surgiu com o termo ocularium, na Antiguidade Clássica. Era utilizado para designar os orifícios das armaduras dos soldados da época, que serviam para permitir que os mesmos enxergassem. Só no século I d.C surgiram às primeiras lentes corretivas, que eram feitas com pedras semipreciosas que eram cortadas em tiras finas e davam origem aos óculos de grau para perto. Tudo isso se deve ao matemático árabe Alhazen, que, perto do ano 1000 d.C., formulou uma teoria sobre a incidência de luz em espelhos esféricos e como isso reagia no olho humano. Os monges eram, sobretudo, os mais beneficiados com o objeto, por passarem horas trabalhando nas grandes bibliotecas da Europa. Em 1270, na Alemanha, foram criados os primeiros óculos com aros de ferro e unidos por rebites. Era semelhante a um compasso, porém não possuía hastes. Os modelos que foram mais usados no século XV eram o Pince-nez e o Lornhons. Porém eles ainda não possuíam hastes fixas, sendo que a mesma só passou a surgir no século XVII, e era usada para se apoiar às orelhas. No Brasil, os óculos surgiram no século XVI, com a colonização portuguesa, e eram usados principalmente por religiosos (em sua maioria jesuítas), funcionários da coroa portuguesa, colonos abastados e homens de letras.

Uma antiga referência histórica sobre a existência dos óculos remonta aos antigos egípcios no século V a.C., que retratam lentes de vidro sem grau.

As primeiras referências sobre a existência óculos bifocais datam de 500 a.C. e foram encontradas em textos do filósofo chinês Confúcio. Nessa época, eram apenas um adereço pessoal. As lentes eram de vidro, mas não tinham grau.

Foram as experiências em óptica de Robert Grosseteste e seu discípulo Roger Bacon que levaram à invenção dos óculos modernos. Em 1284, as guildas de Veneza já os mencionavam e durante o século XIV o fabrico de óculos popularizou-se por toda a Europa. Nem sempre os óculos foram fabricados com a forma com que são conhecidos hoje em dia. No século XIX era possível encontrar com mais facilidade que hoje os monóculos (apenas uma lente oftálmica) e também, as lentes sem armação.

Em 1785 Benjamin Franklin inventou os primeiros óculos bifocais, com duas lentes a frente de cada olho unidas pela armação. Possibilitando enxergar de longe e de perto em um único acessório. [2]

Graças à utilização de matérias-primas mais baratas para sua produção e o grande avanço da tecnologia, hoje em dia temos os mais variados tipos de óculos, de diferentes tamanhos, cores, estilos, e para os mais variados gostos.

Enquanto que os primeiros óculos eram usados principalmente para auxílio da leitura, hoje em dia os óculos são mais do que simplespróteses de correcção de deformidades visuais, sendo que, são agora um dos principais acessórios de moda das sociedades modernas.

Estima-se que, a cada dia que passa, centenas de novos modelos de armações de óculos são lançados no mercado em novas cores,designs e materiais.

Nos anos 20, após a Primeira Guerra Mundial, a indústria de aviões, que primava pela construção de aeronaves modernas e capazes de alcançar altitudes impressionantes para a época, crescia de forma constante. Os pilotos eram prejudicados pela claridade excessiva do sol sobre as nuvens e sofriam distorções visuais.

A força aérea dos Estados Unidos encomendou a Baush & Lomb (empresa óptica americana fundada em 1849), lentes especiais para combater os danos criados pelos raios UV. Foram cerca de dez anos de pesquisas, mas finalmente foram criadas as lentes verdes de cristal especial capaz de reflectir e bloquear um alto nível de luz solar, além de proteger contra os raios ultravioleta e infravermelhos.

O design foi inspirado nas primeiras máscaras criadas para pilotos de avião. Foi baptizado como Anti- Glare Aviator e somente em1937 passou a ser chamado de Ray Ban (do inglês Ray-Banner ou Raios Banidos), ganhou armação dourada e as ruas do mundo inteiro. Mas foi através do cinema que o Ray Ban obteve grande sucesso. Carregado de estilo, traz uma sensação de liberdade, independência e audácia. Desde 1999, a marca pertence à empresa italiana Luxottica Group Spa. Além do modelo Aviator, o Wayfarers também atingiu grande sucesso, graças a eterna boneca de luxo, Audrey Hepburn.

 

Fonte: Wikipedia

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Itália, unificada

 

Durante o século XIX, a expansão do capitalismo e dos ideais políticos liberais alcançou diversas partes da Europa promovendo um tempo de grandes transformações.

Na Península Itálica, essas mudanças ganharam força quando a grande burguesia nacional se mostrou interessada em unificar os territórios com o objetivo de ampliar seus mercados e lucros. No entanto, a região era dividida em vários estados absolutistas ou tinha parte seus territórios dominados por outras nações.

 

 

Nos reinos de Piemonte e Sardenha, regiões onde essa proposta unificadora burguesa tinha maior força, o rei Carlos Alberto decidiu declarar guerra contra a Áustria com o objetivo de anexar os territórios do Reino Lombardo-Veneziano.

Nessa época, a investida militar contou com o franco apoio do “Risorgimento” e do “Jovem Itália”, dois movimentos nacionalistas que também lutavam pela unificação política da Península Itálica.

Apesar de não ter vencido essa primeira batalha contra os austríacos, em 1848, a ação de Carlos Alberto inflamou o projeto de unificação da Itália.

O responsável por dar continuidade a esse movimento foi o ministro piemontês Cavour, que buscou o apoio de Napoleão III em uma nova guerra contra o Império Austríaco. Desse conflito, os italianos conseguiram apenas o domínio sob as regiões da Lombardia, sendo as outras áreas em disputa preservadas sob as mãos da Igreja.

Nesse período, o papa tinha influência política em boa parte dos territórios centrais da Península. Entretanto, o crescimento da proposta nacionalista promoveu uma série de revoltas interessadas em diminuir o poder político da Igreja e formar um único Estado italiano. Mais uma vez, Napoleão III se aliou ao Reino de Piemonte para que as regiões de Toscana, Módena, Parma e Romangna fossem libertas do poder exercido pela Igreja Católica.

Na região sul, a unificação aconteceu graças aos esforços de um exército de voluntários liderados por Giuseppe Garibaldi. Nessa outra frente em favor da unificação, os exércitos sulistas – popularmente conhecidos como “camisas vermelhas” – conseguiram derrubar as monarquias que controlavam a Sicília e Nápoles. Apesar de se opor à instalação de uma monarquia no território italiano, Garibaldi cedeu aos interesses piemonteses para que o projeto unificador não se enfraquecesse com uma guerra civil.

Com isso, Vitor Emanuel II se tornou imperador na grande parte dos antigos reinos que formavam a Península Itálica. A última e maior resistência aconteceu nos Estados Pontifícios, onde o papa utilizava de sua influência religiosa para que os fiéis católicos não reconhecessem a autoridade do novo governo.

No entanto, a conquista de Roma, em 1870, acabou inviabilizando a oposição religiosa à unificação.

Com relação à Áustria, restou apenas dar fim ao controle exercido nas regiões de Trento, Ístria e Trieste. Essa questão foi finalmente resolvida após a Primeira Guerra Mundial, quando os austríacos foram obrigados a ceder sua autoridade nesses territórios.

A resistência papal só foi resolvida com a ascensão de Benito Mussolini ao governo italiano, momento em que o amplo apoio ao fascismo obrigou o papa Pio XI a reconhecer a unificação com a assinatura do Tratado de Latrão, em 1929.

 

Por Rainer Sousa
Mestre em História

 

Fonte: Mundo Educação

 

Por: DetetivesDaHistoria