Invenção da Semana – A Internet

 

A invenção desta semana vem hoje, nesta sexta-feira, 12 de Abril, o último de nossos posts semanais e também o derradeiro do blog, o ano letivo de 2012/2013 está chegando ao final e com isso os Detetives da História agradecem ao professor Daniel Diniz pela oportunidade de trabalhar em um blog, saber mais sobre a nossa história através da internet e a experiência do processo de conscientização histórica que desenvolvemos através do ano letivo.

A nossa última invenção não poderia ser outra, sem esta invenção não poderia haver este blog, a invenção mais famosa da humanidade, em quase todas as casas do planeta esta invenção está presente, ela revolucionou o comércio, a comunicação, a globalização, a humanidade.

Enfim o nosso último e derradeiro quadro semanal é sobre o vício do mundo contemporâneo, a internet.

 

 

A internet está presente na vida de milhares de brasileiros e a cada dia ganha novos adeptos, mas quando foi que a internet começou no Brasil? Veremos um breve comentário da História da Internet no Brasil. Na verdade a internet como a conhecemos hoje não foi inventada, ou seja, não houve um projeto para isto. O que aconteceu foi que de um projeto base ela evoluiu e chegou onde está hoje.

O projeto base que eu me referi foi chamado de ARPANET em 1969 da Agência de Pesquisa de Projetos Avançados, uma subdivisão do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Este projeto ocorreu durante a guerra fria entre Estados Unidos e União soviética. Com essa rede promissora, os dados valiosos do governo americano estariam espalhados em vários lugares, ao invés de centralizados em apenas um servidor. Isso evitaria a perda desses dados no caso de, por exemplo, uma bomba explodisse no campus.

A idéia foi criar um sistema de comunicação entre computadores de forma a enviar os dados divididos em pequenos pacotes e depois ser remontado no destinatário. Isto funciona assim até hoje, quando você manda um email por exemplo, sua mensagem é dividida em pequenos pacotes e são enviados separadamente ao destinatário, quando todos os pacotes chegam a mensagem é remontada como originalmente e entregue ao destinatário.

Mas até aqui a internet era apenas computadores ligados em computadores e algumas formas de trocas de informações. Até esse ponto, podemos dizer que a internet foi inventada e controlada pelo governo mericano.

Internet e o protocolo TCP IP

Em seguida os cientistas Vinton Cerf e Bob Khan criaram o TCP IP que nada mais é do que um conjunto de protocolos de comunicação entre computadores em rede.

Em seguida a idéia foi incorporada às universidades e mais tarde o cientista britânico Tim Berners-Lee e o CERN, Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire – Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, criaram a World Wide Web ou WWW. Nascia ai a Web como nós a chamamos.

A web foi um ambiente onde as pessoas pudessem copartilhar arquivos no formato HTML e outras pessoas pudessem acessá-los através de um browser ou navegador, como o Internet Explorer, por exemplo.

internet web www

Quando a internet foi inventada

A internet nos anos 60 e 70. A web de Tim Berners-Lee foi inventada em 1989 e portanto em 2011 completou 22 anos.

Internet ou web?

Internet é rede rede mundial de computadores, é o projeto mais antigo e não foi necessariamente inventado, mas evoluindo pouco a pouco.

Web é a plataforma criada por Tim Berners-Lee e é o local onde navegamos. Este texto que você está lendo está disponível na web e pode ser acessado pela internet, entendeu?

Tim Berners-Lee, o inventor da web

Tim Berners-Lee esteve no Brasil em 2009 participando de um evento em São Paulo chamado Campus Party. Ele atualmente trabalha no W3C, órgão que coordena o desenvolvimento de tecnologias e padrões para a web. Além do W3C ele é pesquisador do MIT e professor de ciência da computação na Universidade de Southampton.

Outras importantes contribuições de Tim Berners-Lee foram a linguagem HTML e o protocolo HTTP.

Internet no Brasil

A internet começou no Brasil em 1991 com a RNP (Rede Nacional de Pesquisa), tudo era ainda muito experimental, mas foi o inicio da pesquisas brasileiras.

Em dezembro de 1994 a Embratel lança o serviço experimental a fim de conhecer melhor a Internet.  E depois em 1995 com a  iniciativa do Ministério das Telecomunicações e Ministério da Ciência e Tecnologia, foi feito a abertura ao setor privado para exploração comercial da população brasileira.

No final da década de 90 houve a criação da chamada bolha da internet, onde diversas empresas investiram muito dinheiro apostando na internet como forma de comércio eletrônico. O negócio não deu muito certo e pouco tempo depois houve o estouro da bolha onde muitas empresas e sites tiveram que encerrar suas operações.

Desde seu início no Brasil até os dias atuais, muita coisa mudou, a velocidade, a forma de acesso e naturalmente a sua popularidade.

 

Fonte: LuisBlog.br

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Os detetives:

– Laís Emanuele

– Lucas Fortes

– Rodrigo Galante

-Tayenne Luna

– Yara Miranda

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Invenção da Semana – O Computador

 

A invenção de hoje é a invenção mais importante da atualidade juntamente com a internet, na opinião dos Detetives da História; esta invenção está por toda parte do mundo e possibilitou lazer e rapidez nas pesquisas, flexibilidade no trabalho e maior interação com o mundo, enfim, está fácil não é ? A invenção de hoje é o célebre e brilhante computador.

 

Este foi o primeiro computador. Pequeno, né? :D

O primeiro computador.

 

O primeiro homem a imaginar e construir um computador de verdade foi o matemático, filósofo, economista e escritor inglês Charles Babbage (1791-1871). Respeitado pelas imprecisões que encontrou nas tabelas matemáticas de sua época. Babbage (pai do velocímetro, do limpa-trilhos das locomotivas e das primeiras tabelas confiáveis de expectativa de vida) construiu entre 1821 e 1832 um sistema de engrenagens e rodas dentadas denominado “Mecanismo Diferencial número 1″, o tataravô dos computadores. Com suas 2 mil peças de aço e bronze, ele podia calcular de maneira rápida e precisa complexos cálculos matemáticos.

Babbage conseguiu, no entanto, construir apenas modelos simples, porque os metalúrgicos da época não eram capazes de produzir as centenas de pecinhas de precisão que o mecanismo requeria. Planejado entre 1847 e 1849, o “Mecanismo Diferencial número 2″, com o dobro de peças, só seria construído em 1991, pelo museu de Ciência de Londres, em homenagem ao bicentenário do nascimento do inventor. O projeto foi baseado em vinte desenhos deixados por Babbage.
Novos experimentos levaram Babbage a projetar, em 1834, o ainda mais complexo “Mecanismo Analítico”, para desempenhar funções algébricas. Ele apresentava todas as partes essenciais de um computador moderno: circuitos lógicos, memória, armazenagem e recuperação de dados.

O mais importante é que ele era programável. A aliada de Babbage em seu trabalho, a escritora e matemática Augusta Ada King (1815-52), condessa de Lovelace e única filha legítima do poeta Lord Byron, foi a primeira programadora de computador da História. Augusta descreveu o primeiro conjunto de instruções de computador para pedir à máquina que computasse uma série (conhecida como “números de Bernoulli”) gerada por uma complexa equação matemática.

Ela produziu um programa que deveria ser escrito em cartões perfurados, que haviam sido inventados em 1728 por um tecelão francês, Joseph-Marie Jacquard, para tecer padrões em teares. Permitindo (através de uma perfuração) ou bloqueando (pela ausência de perfuração) a passagem da agulha, o sistema desses cartões antecipou a linguagem liga-desliga (binária) dos computadores eletrônicos atuais. Babbage já tinha construído um pedaço da máquina quando morreu. Ela nunca chegou a ser finalizada.

O primeiro computador digital eletrônico foi o Eniac, construído pelo engenheiro elétrico John Presper Eckert Jr. (1919-95) e pelo físico John William Mauchly (1907-80), na Escola Moore de Engenharia Elétrica, da Universidade da Pensilvânia, e pelo Laboratório de Pesquisas Balísticas, do Exército americano.

Apresentado em 15 de fevereiro de 1946, ele ocupava uma área de 93 metros quadrados, tinha a altura de dois andares e pesava trinta toneladas. Em seu interior, 17468 enormes válvulas piscavam ininterruptamente. Apesar de seu tamanho, o Eniac (sigla, em inglês, para computador e integrador numérico eletrônico) era na verdade um ignorante.

Cometia erros e quebrava repetidamente, porque seus tubos sempre se queimavam. Construído para calcular tabelas de artilharia, o computador de 450 mil dólares podia realizar 5 mil adições e 3500 multiplicações por segundo. O Pentium Pro, lançado em 1996, é capaz de efetuar 300 milhões de operações por segundo. O Eniac, portanto, seria 85 mil vezes mais lento.

Há uma grande polêmica envolvendo a invenção do computador eletrônico. John Atanasoff (1904-95), professor da Universidade de Iowa, contou que a idéia de inventar um computador lhe ocorreu numa hospedaria de Illinois, em 1937.

Seria operado eletronicamente e usaria números binários, em vez dos tradicionais números decimais. Daí a poucos meses, ele e um talentoso ex-aluno, Clifford Berry, haviam criado um tosco protótipo de computador eletrônico, que utilizava válvulas, tambores rotativos e cartões perfurados para a introdução de dados.

A execução do projeto custou mil dólares. No ano seguinte, John Mauchly, apresentado a Atanasoff num seminário, foi convidado a conhecer o computador. Depois, ficou hospedado vários dias em sua casa, onde soube de detalhes do projeto.

Atanasoff estava por requerer a patente de seu computador quando foi convocado a Washington, no início da Segunda Guerra Mundial, para fazer pesquisas de física para a Marinha. No mesmo período, Mauchly e Eckert construíram o Eniac. No verão de 1944, os dois simplificaram sua invenção usando o esquema binário desenvolvido por Atanasoff. Estava criado assim o Univac, que começou a ser vendido em 1946 e se tornou o protótipo dos computadores de grande porte atuais.

O primeiro computador brasileiro foi construído na Universidade de São Paulo, em 1972, e era conhecido pelo apelido de “Patinho Feio”.

Microcomputador

Em 1975, a revista americana Popular Eletronics chegou às bancas ostentando na capa a figura de uma máquina retangular, anunciada como o resultado de uma revolução. Era, segundo a revista, “o primeiro kit de minicomputador do mundo”, que chegava para rivalizar com os modelos comerciais.Nela, o leitor encontrava instruções para montar em casa o Altair 8800, que deveria ser comprado por reembolso postal. Em duas letras, era o primeiro PC, ou Personal Computer.

Fabricada pela Mits (Micro Instruments and Telemetry Systems), a máquina era ainda muito rudimentar e exigia razoável habilidade para ser montada. Não dispunha de teclado nem de monitor de vídeo. Os comandos e dados tinham de ser introduzidos girando-se chaves, e os resultados precisavam ser decifrados por meio de uma complicada combinação de luzes que se acendiam e se apagavam num painel frontal da máquina.

A Guerra do Vietnã e a crise do dólar obrigaram o governo americano a desacelerar o programa espacial. Sem as verbas do passado, as empresas fornecedoras cortaram projetos e dispensaram funcionários. Assim, milhares de engenheiros e cientistas desempregados fundaram pequenas empresas para aplicar os conhecimentos acumulados no desenvolvimento de produtos para o setor privado.

A Mits, responsável pelo lançamento do Altair, por exemplo, foi criada em 1969 pelo engenheiro Edwards Roberts, um ex-oficial da Força Aérea, numa tentativa de salvar sua firma da falência, depois do fracasso de uma calculadora eletrônica. De outra empresa, a Fairchild Semiconductor, fabricante de circuitos eletrônicos, saíram os engenheiros que fundaram em 1966 a Intel (Integrated Eletronics), que criou o primeiro microprocessador programável do mundo, o 8008. Daí para frente, os micros se sucederam com uma enorme velocidade.

Acho que no mercado mundial há lugar talvez para cinco computadores.

Thomas Watson, presidente do conselho de administração da IBM, em 1943.

 

Fonte: Massageando o Cérebro

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

5 heranças que nos foram deixadas pelos antigos romanos

 

Conheça alguns aspectos que fazem parte do nosso cotidiano, mas que tiveram a sua origem na Roma Antiga.

Existem incontáveis aspectos deixados pelas civilizações antigas que foram, pouco a pouco, sendo incorporados no nosso cotidiano. E os romanos, entre outros povos, foram responsáveis por deixar profundas marcas em nossas vidas. Mas, além da república, do direito civil, da arquitetura e urbanismo e do latim — que serve de base para vários idiomas, entre eles o espanhol, o francês e o português —, os romanos nos deixaram outras heranças.

O pessoal do site Quo.es reuniu algumas coisinhas com as quais estamos superacostumados no nosso dia a dia e que não provocariam muito espanto caso um romano antigo ressuscitasse hoje. Veja alguns exemplos:

 

Outdoors com moças de biquíni

Fonte da imagem: Reprodução/Quo.es

Na Roma Antiga já existiam os biquínis, como você pode ver no “outdoor” da imagem acima. Os trajes de banho, embora fossem um pouquinho maiores do que os utilizados na praias brasileiras, seguiam a mesma ideia das duas peças atuais, e provavelmente eram feitos de couro, em vez da confortável lycra. Já os mosaicos, como você bem pode imaginar, eram muito mais trabalhosos de se produzir do que os outdoors atuais!

 

Tropas de choque

Fonte da imagem: Reprodução/Quo.es

Sabe as temidas tropas de choque que são acionadas para trazer ordem durante manifestações violentas? Entre outros dispositivos, os guardas que compõem esses grupos contam com capacetes, escudos e cassetetes para se proteger e controlar a multidão.

Esses policiais são descendentes da antiga guarda pretoriana, que se encarregava de conter as revoltas urbanas com soldados armados com equipamentos bem parecidos aos dos guardas atuais. A diferença é que os antigos romanos usavam o gladium — uma espada curta — no lugar dos infames bastões de borracha.

 

O spa

Fonte da imagem: Reprodução/Quo.es

Os balneários e resorts modernos são uma herança dos antigos banhos e termas romanas. Tanto que a própria palavra “Spa” é uma abreviatura da expressão latinaAquae Spadanae, que serviu para que os romanos dessem nome a uma cidade belga conhecida pelas suas águas termais e que até hoje é um popular destino turístico da Europa.

 

A figa

Fonte da imagem: Reprodução/Quo.es

O popular amuleto que hoje é utilizado para espantar a má sorte e o mau olhado também foi invenção dos antigos romanos, embora tivesse um significado um poucodiferente. Na verdade, o sinal que traz o polegar posicionado entre o dedo indicador e o médio servia para representar a genitália feminina. E, além de estar relacionado com a fertilidade e ao erotismo, aparentemente ele era um símbolo muito apreciado por Calígula.

 

A linguagem usada nos SMS

Fonte da imagem: Reprodução/Quo.es

Segundo o pessoal do Quo.es, a desconstrução da linguagem, observada no popular e sempre crescente vocabulário utilizado na hora de enviar mensagens de texto — como “vc”, “tb”, “bj” etc. — não é uma exclusividade da nossa era. Algumas inscrições, como a da imagem acima, descoberta na Espanha, é prova de que os antigos romanos também costumavam omitir alguns caracteres na hora de transmitir os seus recados.

 

FontesQuo.es e Mega Curioso

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Invenção da Semana – O Relógio

Relógio de Sol, de bolso, fabricado na França no século XVIII

 

 

A invenção desta semana é uma das mais importantes da história da humanidade, foi a medida inventada para contar o tempo, implantada principalmente durante a Revolução Industrial, hoje é um acessório indispensável para qualquer pessoa ou ambiente, “Tempo é dinheiro” e a invenção desta semana é o relógio.

 

 

 

No começo, a história do relógio se confunde com a do calendário, ambas remontam a uma época em que ainda não se sabia ler nem escrever. Hoje, todos sabem que relógio é o nome que se dá a qualquer instrumento destinado à medição do tempo, mas a maioria desconhece como o homem conseguiu descobrir um sistema de medida das horas, um processo que durou séculos. Acredita-se que o tempo começou a ser medido há cerca de 5000 anos.

Nossos ancestrais mais primitivos só tinham conhecimento do dia e da noite, ignorando completamente o correr das horas e suas divisões. Sabe-se que passaram a observar os movimentos do sol, da lua e das marés, baseando assim sua cronologia. Primitivamente, conforme nos diz a história, os primeiros relógios construídos e usados pelo homem foram os gnômons. Consistia em um obelisco que, iluminado pelo sol ou pela lua, projetava uma sombra, que se movia com o passar das horas e entre o seu ponto inicial e seu ponto final, havia um espaço que o homem fracionou, criando a divisão do tempo.
Se os gregos antigos achavam que as horas eram divindades mitológicas simbolizando as partes do dia, os babilônios e os chineses foram os primeiros a dividirem o dia em horas, só que, para eles, o dia possuía 12 horas, cada uma delas equivalente e 2 horas atuais.

O Relógio do Sol

Quadrante solar construído em 1890 na Holanda

“Amaldiçoem os deuses o homem que descobriu como diferenciar as horas; também aquele que neste lugar pôs o relógio do sol que repartiu os meus dias em bocadinhos”. (Autor desconhecido)
Foram os egípcios e parte dos povos da Ásia ocidental quem primeiro dividiram o dia em 24 horas. O mais antigo instrumento de marcar as horas foi o “relógio do sol” que, acredita-se, foi inventado pelos babilônios, e tinha um funcionamento simples: uma haste vertical se projetava do centro de uma superfície circular, projetando uma sombra do sol para indicar a hora. Embora seja certo que o relógio solar tenha existido em época mais distante, como no Egito há 1500 anos a.C., a história registra o seu aparecimento na Judéia, pelo ano 600 a.C., quando o Rei Acaz mostrou a seus súditos um desses relógios. Anaximandro de Mileto em 380 a.C., aperfeiçoou este relógio criando o “quadrante solar”. O mais antigo relógio de sol existente está exposto no Museu de Berlim, acredita-se que pertenceu ao faraó Tutmés III do Egito (1504-1450 a.C.). Na Grécia, Vitrúvio registrou 13 relógios de sol diferentes no século I a.C. Somente no século XVI este instrumento pôde ser calibrado, dando horas verdadeiras, operação que exigia conhecimentos combinados de geografia, astronomia, matemática e mecânica. O problema ocorria nos dias de chuva ou nublados, quando não se conseguia ver as horas.

Modelo de ampulheta

Nos castelos e palácios da Europa antiga, usava-se o “relógio de fogo”, que consistia em uma corda com nós que queimavam a intervalos regulares. Outra forma de contar o tempo era através das velas marcadas, sistema usado pela nobreza européia; seis velas de 15 cm com espessura idêntica eram divididas com uma escala, e no seu conjunto demoravam 24 horas a consumir. Outra maneira de marcar as horas era usando o azeite colocado em recipiente de cristal ou vidro que, ao queimar, podia-se ver o líquido baixando de nível. Também era comum, nos conventos, o “monge-relógio”, aquele religioso que, para informar o tempo que passava, recitava orações por determinado período.

Clepsidra

Um dos primeiros exemplares de relógio de bolso, contendo o ponteiro das horas. Alemanha, 1535

Como todas as formas de marcar as horas não eram confiáveis, o homem continuou a fazer novos experimentos. Foi assim que surgiu no Egito o “relógio de água”, o Clepsidra, que consistia em um recipiente cheio de água com as paredes graduadas e um pequeno orifício para a água sair. Cada descida de duas graduações correspondia à passagem de l hora. O Clepsidra se difundiu por toda a Europa e Ásia, até o século XVI, quando era o mais exato medidor das horas sem sol. Um dos exemplares mais antigos deste relógio se encontra no Marrocos, na cidade de Fez. Ele foi construído em 1357, durante o reinado do sultão Bou Inania e por 100 anos marcou as horas das preces dos muçulmanos. A história dá a primazia da construção da Clepsidra de rodas dentadas a Arquimedes de Siracusa. A marcação de tempo era feita por intermédio de uma bóia que elevava consigo uma barra dentada e esta, por sua vez, movia uma engrenagem em cujo eixo situava-se o ponteiro indicador. O maior problema do relógio de água ocorria quando fazia muito frio e a água ficava congelada.
A Ampulheta

Raríssimo relógio de mesa, caixa de ébano, estilo romano. Londres, 1675. Avaliado em US$ 90 mil

Outro tipo de relógio muito utilizado foi o de areia, ou ampulheta. Inventado também pelos egípcios, seu funcionamento é simples: dois cones de vidro ligados por um pequeno orifício que regulava a passagem de areia colocada em uma das partes, marcavam determinado período de tempo. Depois era só virar o instrumento e repetir o processo. A ampulheta aparece no século VIII, e evoluiu com o fabrico do vidro que a tornou hermética, garantindo a fluidez da areia. Usava-se também pó de mármore moído, que era fervido em vinho e seco ao sol. Levada para a Europa, a ampulheta foi utilizada pelos soldados romanos para marcar a troca de guarda. Carlos Magno tinha uma ampulheta de 12 horas. Cristóvão Colombo usava uma de meia hora.

Relógio de ouro com a foto do Imperador
D. Pedro II quando jovem, da sua própria
coleção (Museu de Petrópolis)

A medição mecânica do tempo teve origem nas ordens religiosas que tinham necessidades de regular os tempos de oração e de culto. Os primeiros relógios mecânicos não mostravam o tempo: faziam-no soar. No início eram maquinas movidas por pesos que tocavam uma campainha a intervalos regulares. Estes relógios de câmara, situados na cela do monge “guardião do relógio”, eram denominados “horologia exiatoria”. O monge chamava os outros para as orações tocando o sino da torre. Mais tarde montou-se uma máquina maior que ficava na torre, que fazia soar o sino sem necessidade do monge guardião, e que passou a anunciar as horas canônicas uniformizadas por São Benedito no século VI em sete tempos: 1) as “Matinas” (aurora / 4 badaladas); 2) a “Hora Prima” (nascer do sol / 3 badaladas; 3) a “Hora Tertia” (meio da manhã / 2 badaladas); 4) a “Hora Sexta” ou “Meridies” (meio dia / 1 badalada); 5) a “Hora Nona” (meio da tarde / 2 badaladas); 6) as “Vésperas” (por do sol / 3 badaladas) e 7) as “Completas” (anoitecer / 4 badaladas). Estes relógios eram sujeitos a calibragem para acompanharem a variação dos dias ao longo do ano, e as diferentes horas do nascer e do pôr do sol. A palavra inglesa “clock” (relógio não portátil), deriva do holandês “clojk” que quer dizer sino, que por sua vez em alemão se denomina “glocke”.

Dois relógios decorativos da coleção de D. Pedro II, hoje no Museu de Petrópolis

O Oriente estava mais adiantado e a história nos conta que o califa árabe Harun Al Rashid teria presenteado Carlos Magno com um relógio de bronze que batia as horas. Mas, foi na Europa que o relógio mecânico se desenvolveu.

Relógio mecânico

Raro e revolucionário relógio de ormolu com base de mármore. França, 1795. Ass. “Duval a Paris”
F48/RELÓGIO: Coleção de relógios de bolso das marcas Rigonaud (1790), John Le Roux (1770), Perrin Freres (1810), Eardley Norton (1790), Vacheron&Constantin (1840), Ilbery (1810) e Antoine Allier (1790)

A época das descobertas marítimas, que começou depois do fim da Idade Média, fez aumentar a importância do tempo para o homem, na sua corrida para o desconhecido. As técnicas mecânicas de fabricação do relógio foram aparecendo, havendo necessidade cada vez mais de precisão para dividir o tempo. Os marinheiros, que usavam as referências no céu, observando o sol, a lua, as estrelas e as constelações, com a descoberta dos oceanos viram-se obrigados a se localizarem por latitudes e longitudes. Para a medição da altura do sol, necessária para se determinar a latitude, era usada a Bestilha, ou Bastão de Jacob, adotado no ocidente em 1342. Este dispositivo já era usado pelos gregos (Dioptra) e pelos árabes (Kamal). Os portugueses usavam o quadrante e o astrolábio.
Até se chegar a uma máquina de medição das horas de luz e de escuridão num único dia de 24 horas iguais, foi um processo gradual baseado nos avanços introduzidos no “relógio de soar”, e do aproveitamento do “escape” da máquina: dispositivo que interrompe regularmente a queda dos pesos, como um interruptor que alternadamente contem e solta a força da máquina, produzindo o “tique-taque” que se tornou a voz do tempo. A transição deu-se no século XIV, e a hora tomou um sentido universal e preciso, abandonando-se a “Hora Sazonal” em favor da “Hora Igual”.
O primeiro relógio mecânico (que marcava o tempo) conhecido e que hoje se encontra no Museu de Ciência, em Londres, teria sido fabricado em 1386 por Henry de Vicky, encomendado pelo rei da França. Entretanto, ele foi instalado na Catedral de Salisbury, na Inglaterra. Era formado por duas engrenagens movidas por cordas e pesava cerca de 200 quilos. A partir dos grandes relógios mecânicos foram criados os menores para uso doméstico. As torres e vigias das igrejas tornaram-se torres de relógio, de onde soavam horas iguais para os serviços religiosos. A subida dos relógios às torres dos mosteiros e das igrejas tornou-os máquinas públicas e símbolos da prosperidade das comunidades. O relógio foi um serviço público anterior ao abastecimento de água. O primeiro mostrador tinha 6 divisões, que um único ponteiro percorria 4 vezes cada dia de 24 horas, e foi criado em 1344 por Jacopo de Dondi na cidade de Chioggia, na Itália. O ponteiro de minuto só apareceria mais tarde com o uso do pêndulo. Foi em 1582 que o cientista Galileu Galilei (1564-1642), ao observar a oscilação de um candeeiro na Catedral de Pisa, descobriu a aplicação do movimento pendular na fabricação do relógio, do que se aproveitou o holandês Christian Huygens para fabricar o primeiro relógio de pêndulo.
O tempo portátil

F48/RELÓGIO: Coleção de relógios de bolso das marcas Rigonaud (1790), John Le Roux (1770), Perrin Freres (1810), Eardley Norton (1790), Vacheron&Constantin (1840), Ilbery (1810) e Antoine Allier (1790)

A aplicação do pêndulo nos relógios fez reduzir o erro diário de 15 minutos para cerca de 10 segundos. Este maquinismo foi aperfeiçoado por Peter Heinlein, de Nuremberg, que substituiu o peso por uma cinta de aço que tinha a mesma função, o que permitiu a redução do tamanho das máquinas até chegar ao relógio de bolso. A invenção de Heinlein possibilitou um avanço na história da relojoaria, sendo criadas novas patentes de excelentes mecanismos. A peça que permitiu movimentar o ponteiro dos minutos foi chamada de “balancin”, responsável pelo tique-taque dos relógios. A patente do relógio de bolso só foi registrada por Louis Recordon em 1780, em Londres.
Os relógios foram transformados em obras de arte nos séculos XVII e XVIII, os palácios e ricas residências da Europa ostentavam ricos relógios de parede, de coluna e de mesa, que além de marcar as horas serviam como objetos decorativos. No século XIX um conde polonês de nome Antoine Patek juntou-se ao relojoeiro francês Adrien Phillipe, criando uma marca de relógios que ficou famosa em todo o mundo: Patek-Phillipe. Considerado o que havia de mais perfeito e preciso na indústria da época, este relógio tinha clientes ilustres como a Rainha Vitória e o Czar Nicolau II, da Rússia, entre outros nobres e abastados do mundo. Considerado uma verdadeira inovação, em 1842 a fábrica do Patek-Fellipe criou o mecanismo sem chave para dar corda.

Relógio de Sol antigo

O relógio de pulso só foi criado e patenteado no século XX. O inglês John Harwood registrou a invenção em 1924, e logo o novo modelo superou o relógio de bolso. Um pouco antes, em 1920, uma nova tecnologia, a aplicação de propriedades piezelétricas de cristais na fabricação de relógios. Em 1928, dois americanos, J.W. Horton e W.A. Morrison criaram o primeiro relógio a quartzo do mundo, reduzindo a margem de erro na medição de tempo para um segundo a cada dez anos. E as novidades não pararam, surgindo o cronômetro, o relógio a prova de água, com altímetro e fundímetro, barômetro e os modelos digitais. A tecnologia atômica veio para superar o relógio de quartzo, mas aí já não é mais história.

Coleção de relógios de pulso das marcas Patek Phiippe, Movado, Vacheron & Constantin e Cartier de meados do século XIX

 

Fonte: A Relíquia

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Soldado japonês lutou por 29 anos sem saber que a guerra havia terminado

 

Ele não acreditava que o Japão poderia ter perdido a guerra.

 

Soldado de guerra desde os 20 anos, Hiroo Onoda lutou com tanta devoção que não percebeu quando a guerra acabou e continuou lutando. Se você está se perguntando como isso é possível, continue lendo a história deste homem corajoso e muito teimoso.

Em dezembro de 1944, Onoda foi enviado às Filipinas. Sua missão, descrita em nota por Major Yoshimi Taniguchi, era a de manter-se vivo. Um trecho da nota, em uma tradução livre, diz que “Isso pode levar três anos, pode levar cinco, mas aconteça o que acontecer, nós vamos voltar até você.”

 

Filipinas

Fonte da imagem: Reprodução/TodayIFoundOut

Após chegar ao seu destino, Onoda viu a ilha onde estava ser invadida por tropas inimigas. Alguns oficiais se recusaram a cumprir as ordens de Onoda, que queria destruir o aeroporto e o porto locais. O lado positivo foi que isso fez com que as forças aliadas tivessem mais facilidade de chegar à ilha. Em seguida, a ilha foi totalmente conquistada por soldados japoneses, divididos em grupos e espalhados. Aos poucos esses soldados começaram a morrer, mas a pequena tropa de Onoda continuava com suas estratégias de guerrilha e sobrevivência.

Em outubro de 1945, Onoda e seus soldados ouviram alguém anunciando, aos gritos, que a guerra havia acabado, pedindo para que todos os soldados se apresentassem. Onoda pensou que o aviso era, na verdade, uma armadilha. Para ele, não fazia sentido que o Japão tivesse perdido tão rapidamente. Ele ainda nem sabia a respeito das bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki.

 

Folhetos, jornais e cartas

Fonte da imagem: Reprodução/Patheos

Após algum tempo, um avião sobrevoou a ilha e jogou alguns folhetos para informar aos possíveis soldados presentes que haveria mais uma tentativa de busca. Onoda, mais uma vez, desconfiou da veracidade das informações.

Depois da primeira distribuição de folhetos, mais alguns foram lançados, agora acompanhados de jornais, com notícias a respeito do fim da guerra, além de fotografias e cartas escritas pelos familiares dos soldados. Feito esse contato, alguns delegados de guerra chegaram a entrar na ilha, pedindo para que os soldados escondidos aparecessem, contando sobre o fim da guerra em alto-falantes.

Anos se passaram e a pequena tropa de Onoda, formada por quatro soldados, continuou escondida. Com o passar do tempo, mesmo vendo que outras pessoas estavam circulando livremente, usando roupas comuns, Onoda continuava a achar que se tratava de uma tentativa de sabotagem.

 

Encontro

Fonte da imagem: Reprodução/TodayIFoundOut

Aos poucos, dois membros do grupo de Onoda saíram, restando ele e apenas mais um companheiro. Os dois viveram escondidos por mais 17 anos. Eles ainda acreditavam que, eventualmente, mais tropas inimigas apareceriam para confronto ou que o Japão pudesse enviar mais tropas para treinamento.

Após 27 anos de fuga, o parceiro de Onoda morreu durante uma briga com uma patrulha filipina. A morte deste soldado serviu de alerta ao governo japonês, que acreditava, até então, que todos os soldados que não retornaram estavam mortos.

O mais irônico vem a seguir: quem, de fato, encontrou Onoda foi um estudante que, em 1974, decidiu viajar para alguns lugares do mundo. Um de seus objetivos era encontrar um panda, o tenente Onoda e o abominável homem das neves. Parece piada, mas é verdade. Pelo menos o tenente ele encontrou.

 

Resgate

Fonte da imagem: Reprodução/Amazon

É claro que Onoda se recusou a acompanhar o estudante, afinal, seu comandante havia dito, há 29 anos, que voltaria para buscá-lo, independente do que acontecesse. O estudante voltou ao Japão e procurou o comandante Major Taniguchi , que enviou Onoda às Filipinas. Ele já estava aposentado e trabalhava em uma livraria. Taniguchi foi até Onoda e contou que a guerra, de fato, havia acabado. Ele estava finalmente liberado para voltar ao Japão.

Onoda ficou visivelmente revoltado ao analisar toda a situação e pensar no tempo que perdeu, escondendo-se de inimigos que nem mesmo existiam. Em nota, ele disse que se sentiu um tolo, que tudo à sua volta estava negro, como em uma tempestade.

De volta ao Japão, Onoda virou herói pela dedicação que demonstrou ter com o seu país. Ele também recebeu o pagamento relativo aos 30 anos de trabalho. Com o dinheiro, mudou-se para o Brasil, onde comprou uma chácara e se casou. Ele também escreveu um livro a respeito dos seus 30 anos de guerra.

Em 1984, Onoda voltou ao Japão, onde criou uma escola para ensinar técnicas de sobrevivência e independência aos jovens de seu país. Em 1996, ele retornou às Filipinas e doou US$ 10.000 para escolas locais. Em uma de suas frases mais famosas, Onoda diz: “Os homens nunca deveriam desistir. Eu nunca desisto. Eu odiaria perder.”

 

Fontes: Today I Found Out e Mega Curioso

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

A escravidão no Brasil

 

A escravidão no Brasil se consolidou como uma experiência de longa duração que marcou diversos aspectos da cultura e da sociedade brasileira. Mais que uma simples relação de trabalho, a existência da mão de obra escrava africana fixou um conjunto de valores da sociedade brasileira em relação ao trabalho, aos homens e às instituições. Nessa trajetória podemos ver a ocorrência do problema do preconceito racial e social no decorrer de nossa história.

 


Durante o estabelecimento da empresa colonial portuguesa, a opção pelo trabalho escravo envolveu diversas questões que iam desde o interesse econômico ao papel desempenhado pela Igreja na colônia. Sob o aspecto econômico, o tráfico de escravos foi um grande negócio para a Coroa Portuguesa. Em relação à posição da Igreja, o povo português foi impelido a escravizar os indígenas, pois estes integrariam o projeto de expansão do catolicismo pelas Américas.

No mundo do trabalho, a escravidão fez com que o trabalho se tornasse uma atividade inferior dentro da sociedade da época. O trabalho braçal era visto como algo destinado ao negro. Mesmo grande parte da mão de obra sendo empregada em atividades que exigiam grande esforço físico, outras tarefas também eram desempenhadas pelos escravos. Os escravos domésticos trabalhavam nas casas enquanto os escravos de ganho administravam pequenos comércios, praticavam artesanato ou prestavam pequenos serviços para seus senhores.

Mesmo a escravidão tornando-se uma prática usual, não podemos nos esquecer das várias formas de resistência contra a escravidão que aconteceram. O conflito direto, as fugas e a formação de quilombos eram as mais significativas formas de resistência. Além disso, a preservação de manifestações religiosas, certos traços da culinária africana, a capoeira, o suicídio e o aborto eram outras vias de luta contra a escravidão.

Após a independência do Brasil, observamos que a escravidão se manteve intocada. O preconceito racial e os interesses dos grandes proprietários permitiam a preservação do sistema escravista. Somente no Segundo Reinado podemos contemplar a formação de um movimento em prol da abolição. Em meio à ascensão do abolicionismo, os interesses britânicos pela ampliação de seu mercado consumidor em solo brasileiro e a imigração de trabalhadores europeus davam brecha para o fim desse sistema.

Durante o governo de Dom Pedro II, várias leis de caráter abolicionista foram sendo aplicadas. A gradação da política abolicionista traduzia o temor que certos setores da elite tinham em um processo de abolição brusco capaz de promover uma revolta social. A lei Eusébio de Queiroz, de 1850, foi a primeira a proibir o tráfico de escravos para o Brasil. Somente quase quarenta anos depois, em 1888, a Lei Áurea deu fim ao regime escravista brasileiro.

Apesar do fim da escravidão, a abolição não foi acompanhada por nenhuma ação no sentido de integrar o negro à sociedade brasileira. A discriminação racial e a exclusão econômica persistiram ao longo do século XX. Apesar de várias ações governamentais que atualmente querem atenuar o peso dessa “dívida histórica”, ainda falta muito para que o negro supere os resquícios de uma cultura ainda aberta ao signo da exclusão.

 

Fonte: Brasil Escola

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Invenção da Semana – Moinho de Vento

A invenção desta semana é usada até hoje na fabricação de alimentos, principalmente grãos, foi revolucionário e muito funcional quando foi inventado, ajudando em muito na produção agrícola, nós, Detetives da História, apresentamos o moinho de vento.

 

Moinho de vento Prins van Oranje em Bredevoort, nos Países Baixos

Um moinho de vento, em sentido restrito, é um moinho que usa as hélices como elemento de captação e conversão da energia eólica para outro tipo de energia apropriada para movimentar outros mecanismos.

É essa a utilização tradicional da energia do vento em terra. Em sentido lato, chama-se moinho de vento a qualquer motor movido a energia eólica, quer este motor esteja contido num edifício, como nos moinhos neerlandeses, que não são propriamente moinhos e simbombas de água, quer seja apenas um sistema de pás montado no topo de uma torre, como nas modernas turbinas eólicas, geradoras de electricidade para movimentar as bombas centrífugas. A partir de 1970, os moinhos de vento nos Países Baixos foram sendo substituídos, no bombeamento de água, por motores elétricos que acionam bombas tipo parafuso de Arquimedes.

As primeiras referências conhecidas a moinhos de vento datam do século X. Crê-se que aparelhos movidos a vento eram utilizados no Tibete em rituais e práticas oratórias. No Oriente, este tipo de estrutura mecânica começou por ter aplicação prática para facilitar o trabalho do homem, sendo utilizada para a elevação (ou bombagem) de água. No Ocidente, terá sido inicialmente aplicada pelos Persas à moagem de cereais. Na Europa, o mais antigo de moinho de vento conhecido trabalhava em Inglaterra em 1185.

História e Tipologias

Crê-se que os primeiros moinhos de vento possuiriam uma tipologia de eixo vertical com velas dispostas em seu redor. Contudo, essa tipologia acabou por ser substituída pela de eixo horizontal que hoje conhecemos. Em Portugal, a sua existência é citada num documento de 1303, contudo é de admitir que a sua introdução tenha sido anterior a esta data.

São sobejamente conhecidos os modelos de moinho de vento utilizados no norte da Europa, caracterizados por estrutura piramidal, de grande dimensão, compostos por uma torre de madeira com quatro pás de madeira no topo. Exemplos deste modelo são os típicos moinhos de vento neerlandês e Inglês.

Moinhos de vento na Mancha, na Espanha

O moinho de vento tipo mediterrânico, grupo ao qual pertence a maioria dos moinhos de vento portugueses, tomou uma forma particular, distinta da do norte da Europa. De menor dimensão, são, geralmente, compostos por uma estrutura cilíndrica construída em pedra, com cúpula cónica de madeira (denominada capelo) e um número variável de velas de pano cuja origem se pode associar ao velame das embarcações.

Em muitos dos moinhos de vento do norte da Europa, as pás são orientadas para o vento por rotação de toda a torre, ao passo que nos moinhos de vento de tipo mediterrânico apenas o capelo sofre este movimento permanecendo a restante estrutura fixa.

Com a revolução Industrial e a banalização de outras formas de produção de energia cinéticamais eficientes (da qual é exemplo o motor eléctrico), este tipo de tecnologia caiu em desuso, tendo muitos dos moinhos sido demolidos, conservados como atração turística e até mesmo transformados em residências pessoais.

Estrutura e engenho

O moinho de tipo mediterrânico é composto por um corpo de pedra com quatro a seis metros de altura e sensivelmente o mesmo diâmetro e cuja forma, embora se assemelhe a um cilindro, é, na verdade, um tronco de cone. Em torno do topo deste corpo central, existe uma calha, denominada frechal, sobre a qual assenta uma cúpula móvel, de forma cónica e à qual se dá o nome de capelo. Tipicamente, no vértice do capelo, é montado um cata-vento, cujo eixo se prolonga na vertical para o interior do moinho, fazendo rodar um dispositivo indicador que permite ao moleiro (operador do moinho) determinar a direcção do vento sem dele sair.

Moinho de vento de tipo mediterrânico em Portugal

Construído em madeira, em alvenaria ou em palha de centeio, o capelo é atravessado na diagonal por um mastro, eixo ou pião de madeira, que se estende por cerca de cinco metros para o seu exterior. Nesse prolongamento exterior, encontram-se fixadas em forma de cruz as varas ou braços, onde se fixam as velas de pano com formato triangular. Dois dos vérticas das velas estão fixos a uma vara, o que permite que estas sejam enroladas na respectiva vara quando o moinho de vento se encontra imobilizado, ou então estendidas sendo o terceiro vértice atado à vara que sucede aquela onde a vela está fixa. Esta situa-se mais atrás e dá uma inclinação à vela a qual permite que ao ser actuada pelo vento faça imprimir ao moinho um movimento de rotação. Estas varas de auxílio à armação e esticagem das velas, são denominadas vergas e estão colocadas de forma a dividirem a meio o ângulo formado pelas varas.

Moinho de vento tradicional da ilha do Pico, nos Açores

Dado que assenta sobre o frechal o capelo possui mobilidade rotacional, possibilitando aomoleiro orientar as velas na direcção do vento. A rotação do capelo é feita utilizando um dispositivo existente no seu interior ao qual se dá o nome de sarilho. Este dispositivo, que se assemelha ao cabrestante de um navio, é composto por um eixo horizontal e em torno do qual se enrola mecânicamente uma corda, com o auxílio de duas manivelas colocadas em posição oposta em cada uma das extremidades. Uma das pontas da corda está fixa no eixo do sarilho e na outra existe um gancho que se prende a uma de várias argolas fixadas perto do topo do corpo do moinho. Enrolando o sarilho, a corda estica e obriga o capelo a rodar sobre si mesmo, para a direcção conveniente.

A imobilização do moinho era feita rodando o capelo para uma posição em que o vento não propulsionasse as velas, fazendo com que o mastro perdesse velocidade. Quando imobilizado, as velas eram enroladas nas varas e estas últimas presas a algum de diversos marcos dispostos em torno do moinho através de uma corda denominada cabresto.

Fixada no mastro existe uma grande roda dentada, normalmente com os dentes dispostos na lateral, denominada entrosa. Ao centro do moinho existe um eixo vertical, no topo deste eixo existe um carreto no qual engrenam os dentes da entrosa, de tal forma que fazem rodar o carreto independentemente da posição do capelo. Deste modo, a energia cinética de rotação gerada no mastro devido à propulsão dada pelo vento ao ser captado pelas velas, é transmitida pelo eixo central até à base do moinho onde faz rodar as mós que móem o cereal sendo assim a energia eólica aproveitada. Todas estas estruturas e engrenagens móveis descritas eram talhadas em madeira rija (tipicamente carvalho, sobreiro ou azinheiro), por artífices especializados nesse tipo de trabalho, a quem se dava o nome de engenheiros (ou seja, os homens que fabricavam os engenhos).

Aplicações dos moinhos

Moagem de Cereais

Os moinhos de vento podem ser aplicados à moagem de cereais. Neste caso, a energia que chega à base do moinho através do seu eixo central é utilizada para fazer rodar uma mó. Uma mó é uma pedra maciça, esculpida em forma de anel cilindrico achatado, de faces sulcadas e a cujo centro vazio se chama olho da mó. Numa instalação para moagem existem duas mós, sendo uma delas estática, denominada poiso e assente no chão do moinho, sobre a qual se coloca uma segunda mó com uma folga ligeira de modo a que não impeça o movimento de rotação, denominada corredor, com raio idêntico ao do poiso mas com altura inferior (em moinhos de vento da região do Ribatejo um poiso pesava tipicamente 1200 kg, enquanto que um corredor pesava oitocentos kg).

O corredor está suspensa no eixo vertical, sendo fixa a este através de um suporte metálico regulável em altura de nome “segurelha”. A necessidade de regular a altura do corredor deve-se ao facto ao desgaste em altura das faces, a que ambas as mós estão sujeitas com o desenrolar da actividade de moagem, por efeito da fricção. Quando os sulcos das mós desaparecem, cabe ao moleiro criar novos sulcos para que a moagem do cereal seja possível, acto ao qual se chama o “picar da mó” e que é realizado com o auxílio de ferramentas cuja forma e função se assemelham à de uma picareta, daí o seu nome “picão” ou “picadeira”.

A moagem do cereal é feita depositando-o em grão na folga existente entre o poiso e o corredor. A rotação do corredor fricciona os grãos contra o poiso, esmagando-os repetidamente até que, lentamente,ise transformam em farinha, sendo este o nome atríbuído ao pó a que se reduzem os cereais moídos . O cereal em grão é depositado numa caixa com fundo em cone ou pirâmide invertida, denominada tegão, à qual se liga uma calha ou quelha que conduz o grão para o olho do moinho e o deposita na folga entre o poiso e o corredor. A energia centrífuga provocada pela rotação do corredor faz com que o grão (e o produto da sua moagem) se desloque desde o olho até a circunferência da mó, onde é recolhido já em farinha.

Elevação de água

Os moinhos de vento podem ser aplicados à elevação ou bombagem (bombeamento) de água. Neste caso, a energia que chega à base do moinho através do seu eixo central é utilizada para fazer rodar um parafuso de Arquimedes. Uma engrenagem colocada no eixo central é ligada a um parafuso colocado no interior de um tubo cilíndrico ou semi-cilíndrico oco, posicionado num plano inclinado na diagonal com a extremidade mais baixa colocada abaixo da linha de água. Eles foram muito utilizados nos Países Baixos com esta finalidade para drenagem dos pôlderes (terras baixas). Actualmente, a maior parte das bombas tipo parafuso são accionadas porenergia eléctrica em vez da energia eólica.

A rotação e disposição do parafuso fazem com que o movimento de rotação arraste um volume de água ao longo do tubo até ao topo, onde é captada na extremidade mais elevada.

 

Produção de Energia Elétrica

Geradores eólicos em Egeln, na Alemanha

Os moinhos de vento podem ser aplicados à geração ou produção de energia eléctrica. Neste caso, a estrutura é apenas composta por uma armação metálica ou haste oca, no topo do qual se encontra uma turbina. As pás são de grande dimensão, atingindo, em aparelhos modernos, entre quarenta e sessenta metros de comprimento e rodam lentamente. O equivalente ao mastro do moinho de vento até aqui descrito encontra-se directamente ligado a um elemento gerador (em geral um alternador ou dínamo) capaz de converter a energia cinética de rotação em energia eléctrica que é ajustada ou rectificada e depois canalizada para a rede comum de fornecimento de energia eléctrica.

Modelos futuros

 

O navio a turbovela Alcyone na foto, na marina de Cascais, foi especialmente projetado para receber a tecnologia Turbovoile de Cousteau: uma turbina de voluta vertical com rotores internos

Moinho de vento de voluta vertical podem funcionar com as turbinas embutidas, interferindo menos com a paisagem além de eliminar os riscos as colisões tão frequentes das turbinas com as aves.

 

Fonte: Wikipedia

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

A Cabanagem

 

Entre os principais conflitos do período regencial, a Cabanagem ganha especial destaque em função de sua trajetória de caráter popular. Na região, que hoje compreende as regiões do Pará e do Amazonas, a economia vivia em função de atividades extrativistas e o cultivo de culturas de cacau, algodão, tabaco e arroz. Além disso, a cidade de Belém estabelecia-se enquanto ponto maior das atividades comerciais controladas por portugueses e britânicos.

 

 

Na época, a estrutura econômica excludente e dependente da agricultura agro-exportadora concebia um cenário de desolação sócio-econômica das camadas populares. Ao mesmo tempo, a distância e a falta de assistência do governo central gerava um clima de animosidades por parte das esferas de poder local. Nesse contexto, temos um primeiro episódio conflituoso, quando em 1832 os paraenses pegam em armas para impedir a posse de um governador nomeado pelo governo regencial.

Resistindo à insatisfação dos paraenses, a regência nomeou o conservador Bernardo Lobo Sousa para governar o Grão-Pará. Impondo uma política essencialmente repressora, Bernardo Lobo perseguiu sistematicamente aqueles que oferecessem qualquer tipo de ameaça à sua autoridade. Tamanha inflexibilidade somente aumentou as tensões internas, que viriam a eclodir tempos depois.

No ano de 1835, um grupo de revoltosos tomou a capital Belém de assalto e assassinou o então governador da província. Nesse momento, lideranças da elite e das camadas populares surgiram com certa expressão. Resistindo ao movimento das forças regenciais, os cabanos entregaram o poder nas mãos do fazendeiro Félix Antônio Malcher. Em pouco tempo, as reivindicações mais profundas dos populares instigou a saída dos grandes proprietários desse movimento.

A partir de então, o comando da Cabanagem cai nas mãos dos Irmãos Vinagre e do seringueiro Eduardo Angelim. No meio tempo em que a rebelião se reorganizava, o governo regencial enviou tropas lideradas pelo mercenário inglês John Taylor. A vitória das forças oficiais não veio a se estabelecer de forma plena. Comandando mais de 3 mil populares, Eduardo Angelim conseguiu reaver o controle da capital paraense.

A chegada de Angelim ao poder dava pistas de uma vitória do levante popular. No entanto, a ausência de outras províncias participantes e a instabilidade política dos poderes instalados acabou esfriando o potencial revolucionário do movimento. No ano de 1839, a Cabanagem chegava ao seu fim com um trágico saldo de 30 mil mortos.

 

Fonte: Mundo Educação

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Invenção da Semana – o Raio X

 

A invenção desta semana é um célebre aparelho, revolucionário da medicina, propiciou a humanidade “ver como os super heróis”, ajudou em muito no tratamento de fraturas e vários outros tipos problemas de saúde, enfim, a invenção desta semana é o Raio X.

 

 

O raio X é um tipo de radiação eletromagnética com frequências superiores às radiações ultravioletas, ou seja, maiores que 1018 Hz. A Descoberta do raio X e a primeira radiografia da história ocorreram em 1895, pelo físico alemão Wilheelm Conrad Rontgen, fato esse que lhe rendeu o prêmio Nobel de física em 1901. Foi durante o estudo da luminescência por raios catódicos num tubo de Crookes que Conrad descobriu esse raio. A denominação “raio X” foi usada por Conrad porque ele não conhecia a natureza da luz que ele tinha acabado de descobrir, ou seja, para ele tratava-se de um raio desconhecido.

Os raios X são obtidos através de um aparelho chamado de Tubo de Coolidge. Esse é um tubo oco, evacuado e que contém um cátodo em seu interior. Quando esse cátodo é aquecido por uma corrente elétrica, que é fornecida por um gerador, ele emite grande quantidade de elétrons que são fortemente atraídos pelo ânodo, chegando a este com grande energia cinética. Quando eles se chocam com o ânodo, transferem energia para os elétrons que estão nos átomos dos ânodos. Os elétrons com energia são acelerados e então emitem ondas eletromagnéticas que são os raios X.

Através de estudos sobre os raios X, Rontgen verificou que os mesmos têm a propriedade de atravessar materiais de baixa densidade, como os músculos, por exemplo, e são absorvidos por materiais com densidades mais elevadas como, por exemplo, os ossos. Foi em razão dessa descoberta que esses raios passaram a ser largamente utilizados para realização de radiografias. Hoje o raio X possui vasto campo de aplicação, além da aplicação nas radiografias. São utilizados, por exemplo, no tratamento de câncer, na pesquisa de estrutura cristalina dos sólidos, na indústria e em muitos outros campos da ciência e da tecnologia.

Os raios X propagam-se com a velocidade da luz e, como qualquer outra onda eletromagnética, esses raios estão sempre sujeitos aos fenômenos da refração, reflexão, difração, polarização e interferência.

 

 
Vale lembrar que, assim como outras coisas, esse raio possui ações benéficas e maléficas. A exposição demorada desse raio no corpo humano pode causar sérios danos à saúde como, por exemplo, lesões cancerígenas, morte de células, leucemia, entre outros.

 

Fonte: Brasil Escola

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Eis o Segundo Reinado

 

Período em que o Imperador D. Pedro II governou o Brasil.

Segundo Reinado iniciou-se em 1840 e durou até 1889, ano da Proclamação da República Brasileira.

Em 1840 D. Pedro II com a ajuda do Partido Liberal havia assumido antes do tempo o comando do Império do Brasil.

 

 

Os liberais querendo subir ao poder juntamente com D. Pedro II, conseguiram de forma corruptiva (Golpe da Maioridade), antecipar a coroação de D. Pedro como Segundo Imperador do Brasil.

Por sustentarem a Campanha da Maioridade, os liberais foram recompensados pelo Imperador com a ocupação dos principais cargos ministeriais do Governo.

Ao assumir o Império do Brasil, D. Pedro II sabiamente concedeu anistia a todos os rebeldes envolvidos em conspirações contra o Governo Imperial, foi o caso dos envolvidos na revolta dos farrapos e da cabanagem.

No Segundo Reinado também havia eclodido novos movimentos contrário aoGoverno de Dom Pedro II. Tais movimentos foram a Revolução Liberal de 1842e a Revolução Praieira. Tais revoltas foram prontamente sufocadas.

Em 1847 D. Pedro II inovou o seu governo ao criar o cargo de Presidente do Conselho de Ministros, uma espécie de Primeiro Ministro.

O Ministro era escolhido pelo próprio Imperador, mas, a Câmara dos Deputados poderiam optar pela aprovação ou vetação deste escolhido.

Esta forma de governo parecia ser de um Governo Parlamentarista, mas, D. Pedro II era quem dava a palavra final sobre as decisões politicas do Império. O Poder Moderador reconhecido pela constituição de 1824 dava ao Imperador plenos poderes sobre as decisões do Legislativo, Executivo e Judiciário.

A Politica Externa do Segundo Reinado

Na politica externa mas precisamente na região platina, D. Pedro II teve que intervir militarmente para resolver impasses políticos nos governos da Argentina e Uruguai, na chamada Guerra contra Oribe e Rosas.

O Presidente Uruguaio Manuel Oribe juntamente com o Presidente Argentino Ruan Rosas planejavam unir seus governos visando a criação de uma grande nação que dominaria a Região do Plata.

Caso isso acontecesse o Império Brasileiro teria como vizinho uma poderosa nação que possivelmente disputaria com o Brasil, a termo de grandiosidade, a hegemonia sobre a Ámerica do Sul.

Sentido-se ameaçado com essa união, o Império Brasileiro agiu rapidamente, interviu militarmente no Uruguai além de dar suporte militar aos oposicionistas do Ditador Argentino Juan Manuel Rosas.

Com o consentimento do Brasil, Fructuoso Rivera tornou-se o novo Presidente do Uruguai e enquanto na Argentina o General José de Urquiza conseguiu derrubar o governo de Rosas e se transformou Primeiro Presidente Constitucional da Argentina.

O fato histórico mais marcante do Segundo Reinado ocorreu em 1865, ano em que o Império Brasileiro envolveu-se na chamada Guerra do Paraguai. Ao final da guerra o Governo Imperial perderia seu pouco prestigio que ainda restava.

A Questão Christie

No governo de D. Pedro II, o Brasil também se envolveu numa pequena crise diplomática com a Inglaterra. Três oficiais beberrões da marinha inglesa foram presos no Rio de Janeiro acusados de baderna. Logo estes marinheiros foram liberados ao serem reconhecidos como militares ingleses.

Ao ser informado do incidente, o Embaixadodor Britânico, William Christie, exigiu do Governo Brasileiro que fossem feitas desculpas formais. Christie também levantou ainda a questão de outro incidente passado. Exigiu que o Brasil indenizasse a Inglaterra pelo saque da carga do Prince of Wales, navio de carga inglês que naufragou no Rio Grande do Sul.

O Império Brasileiro não havia se curvado a tais reivindicações e por isso os ingleses valendo de uma esquadra naval aportada no Brasil apreendeu 5 navios mercantes brasileiros. O Governo Imperial afim de evitar um incidente ainda maior, pagou a indenização exigida pelos ingleses.

Não conformado com a atitude inglesa, o Brasil enviou representantes diplomáticos a Londres afim de exigir dos ingleses uma indenização por terem violado a soberania territorial do Brasil.

O Rei da Bélgica, Leopoldo I, envolve-se na crise diplomática como mediador. O soberano Belga foi favorável ao Brasil mas mesmo assim a diplomacia inglesa negou-se a pedir desculpas e por isso D. Pedro II decidiu cortar relações diplomáticas com a Inglaterra.

A Economia do Segundo Reinado

No início do Brasil Imperial o café substituiu o a cana-de-açucar como principal produto economico brasileiro.

O café inicialmente introduzido no Vale do Paraiba, São Paulo, e região fluminense do Rio de Janeiro, se expandiu rapidamente por se tornar um produto de grande aceitação no mercado mundial.

Nasce assim uma nova elite, agora concentrada no sudeste, a Elite Cafeeira, que tornou-se mais rica que os antigos senhores de engenho da elite do açúcar nordestina.

Os escravos negros que antes foram usados na indústria açucareira e na extração de ouros das minas, continuou a ser a força motora da economia ao serem redirecionados para os cafezais.

O trabalho escravo no Brasil diminuiria com o tempo devido ao capitalismo industrial, que necessitava de mais e mais compradores para absorver a produção.

O Brasil por ser um dos maiores países escravocratas do Século XIX, estava sofrendo pressões de nações capitalistas, em especial a Inglaterra.

O escravismo no Brasil diminuiria gradativamente com a aprovação de leis que buscavam o fim da escravidão. Já com poucos escravos para absolver a demanda de trabalho, a elite cafeeira teve que se adequar a nova realidade.

A Grande Imigração para o Brasil

Com o desaparecimento do trabalho escravo no Brasil, a elite econômica passou por uma grande crise devido a falta de mão de obra. Para acabar com este déficit de trabalhadores, tiveram que pagar salários para aqueles que venderam sua força motora.

O dinheiro que a elite econômica brasileira gastava com a compra de escravos, passou a ser gasto com o pagamento de um trabalhador assalariado. Estes trabalhadores eram imigrantes estrangeiros em busca de prosperidade no Brasil.

O Nascimento da Indústria no Brasil

No final do Século XIX, o Brasil passava por uma profunda mundança socio-econômica movido pelo capitalismo. O Trabalhador escravo foi substituído pelo trabalhador assalariado.

A nação passava por um grande crescimento demográfico, milhões de emigrantes europeus vieram para o Brasil e os bens de consumo passaram a ser escassos para esse grande número de pessoas.

Percebendo a oportunidade de gerar novos lucros a Elite do Café que havia acumulado capital provenientes da grande venda do café no mercado mundial, passaram a investir na criação de manufaturas.

Foram criadas indústrias brasileiras que passaram a fazer concorrência a bens de consumo produzidos pelas industrias estrangeiras. Liquidou-se assim no Brasil o mercado escravista mercantil em substituição ao mercado capitalista.

O Fim do Brasil Imperial

Ao final do Século XIX, o Brasil passou por uma grande metamorfose em sua estrutura socio-econômica. O Brasil prosperou, no entanto, o Governo Imperial perdia o seu prestígio.

A principais causas do descontentamento geral com o Governo Imperial do Segundo Reinado foram:

A Questão Militar

Os militares conscientes de sua importância dentro da sociedade brasileira, buscaram o direito de optar nas decisões politicas do país. Como não eram ouvidos, eles passaram a conspirar contra o Império.

A Questão Servil

Com o fim da escravidão, a elite agrária brasileira teve que se adaptar a nova realidade do país. Eles não se conformaram com idéia de remunerar um trabalhador assalariado.

No Congresso Nacional tanto o Partido Liberal quanto Partido Conservador tinham ligações com elite agrária escravocrata que dependia do trabalho escravo. Com isso D. Pedro II perdeu apoio do Congresso Brasileiro. Foram formados novos partidos políticos que defendiam o republicanismo como forma de governo.

A Questão Religiosa

D. Pedro II passou a ser mal visto por boa parte dos católicos do Brasil ao punir dois líderes clericais. Os dois religiosos acataram ordens vindas do Vaticano de puniram os catolicos que tinham envolvimento com a Maçonaria.

Como D. Pedro II estava rodeado de Maçons, exigiu que a ordem Papal fosse descumprida no Brasil.

Como os dois católicos não voltaram atrás em suas decisões, foram prontalmente presos com ordem do Governo Imperial.

A Igreja, a elite escravocrata e o exército eram os principais alicerces de sustentação do Império. Sem o apoio dos três, D. Pedro perdeu sua majestade e foi deposto por golpe politico.

Em 15 de Novembro de 1889, o Governo Imperial de D. Pedro II foi facilmente derrubado por uma conspiração republicana liderada pelos militares. A frente do movimento estava o Marechal Deodoro da Fonseca.

O Brasil passou a ser um país Republicano governado provisoriamente por Deodoro da Fonseca.

Em 17 de Novembro de 1889 D. Pedro II com toda a Familia Imperial, deixou o Brasil em direção ao exílio na Europa. Era o Fim do Segundo Reinado.

 

Fonte: Historiateca Brasil

 

Por: DetetivesDaHistoria