Invenção da Semana – A Internet

 

A invenção desta semana vem hoje, nesta sexta-feira, 12 de Abril, o último de nossos posts semanais e também o derradeiro do blog, o ano letivo de 2012/2013 está chegando ao final e com isso os Detetives da História agradecem ao professor Daniel Diniz pela oportunidade de trabalhar em um blog, saber mais sobre a nossa história através da internet e a experiência do processo de conscientização histórica que desenvolvemos através do ano letivo.

A nossa última invenção não poderia ser outra, sem esta invenção não poderia haver este blog, a invenção mais famosa da humanidade, em quase todas as casas do planeta esta invenção está presente, ela revolucionou o comércio, a comunicação, a globalização, a humanidade.

Enfim o nosso último e derradeiro quadro semanal é sobre o vício do mundo contemporâneo, a internet.

 

 

A internet está presente na vida de milhares de brasileiros e a cada dia ganha novos adeptos, mas quando foi que a internet começou no Brasil? Veremos um breve comentário da História da Internet no Brasil. Na verdade a internet como a conhecemos hoje não foi inventada, ou seja, não houve um projeto para isto. O que aconteceu foi que de um projeto base ela evoluiu e chegou onde está hoje.

O projeto base que eu me referi foi chamado de ARPANET em 1969 da Agência de Pesquisa de Projetos Avançados, uma subdivisão do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Este projeto ocorreu durante a guerra fria entre Estados Unidos e União soviética. Com essa rede promissora, os dados valiosos do governo americano estariam espalhados em vários lugares, ao invés de centralizados em apenas um servidor. Isso evitaria a perda desses dados no caso de, por exemplo, uma bomba explodisse no campus.

A idéia foi criar um sistema de comunicação entre computadores de forma a enviar os dados divididos em pequenos pacotes e depois ser remontado no destinatário. Isto funciona assim até hoje, quando você manda um email por exemplo, sua mensagem é dividida em pequenos pacotes e são enviados separadamente ao destinatário, quando todos os pacotes chegam a mensagem é remontada como originalmente e entregue ao destinatário.

Mas até aqui a internet era apenas computadores ligados em computadores e algumas formas de trocas de informações. Até esse ponto, podemos dizer que a internet foi inventada e controlada pelo governo mericano.

Internet e o protocolo TCP IP

Em seguida os cientistas Vinton Cerf e Bob Khan criaram o TCP IP que nada mais é do que um conjunto de protocolos de comunicação entre computadores em rede.

Em seguida a idéia foi incorporada às universidades e mais tarde o cientista britânico Tim Berners-Lee e o CERN, Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire – Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, criaram a World Wide Web ou WWW. Nascia ai a Web como nós a chamamos.

A web foi um ambiente onde as pessoas pudessem copartilhar arquivos no formato HTML e outras pessoas pudessem acessá-los através de um browser ou navegador, como o Internet Explorer, por exemplo.

internet web www

Quando a internet foi inventada

A internet nos anos 60 e 70. A web de Tim Berners-Lee foi inventada em 1989 e portanto em 2011 completou 22 anos.

Internet ou web?

Internet é rede rede mundial de computadores, é o projeto mais antigo e não foi necessariamente inventado, mas evoluindo pouco a pouco.

Web é a plataforma criada por Tim Berners-Lee e é o local onde navegamos. Este texto que você está lendo está disponível na web e pode ser acessado pela internet, entendeu?

Tim Berners-Lee, o inventor da web

Tim Berners-Lee esteve no Brasil em 2009 participando de um evento em São Paulo chamado Campus Party. Ele atualmente trabalha no W3C, órgão que coordena o desenvolvimento de tecnologias e padrões para a web. Além do W3C ele é pesquisador do MIT e professor de ciência da computação na Universidade de Southampton.

Outras importantes contribuições de Tim Berners-Lee foram a linguagem HTML e o protocolo HTTP.

Internet no Brasil

A internet começou no Brasil em 1991 com a RNP (Rede Nacional de Pesquisa), tudo era ainda muito experimental, mas foi o inicio da pesquisas brasileiras.

Em dezembro de 1994 a Embratel lança o serviço experimental a fim de conhecer melhor a Internet.  E depois em 1995 com a  iniciativa do Ministério das Telecomunicações e Ministério da Ciência e Tecnologia, foi feito a abertura ao setor privado para exploração comercial da população brasileira.

No final da década de 90 houve a criação da chamada bolha da internet, onde diversas empresas investiram muito dinheiro apostando na internet como forma de comércio eletrônico. O negócio não deu muito certo e pouco tempo depois houve o estouro da bolha onde muitas empresas e sites tiveram que encerrar suas operações.

Desde seu início no Brasil até os dias atuais, muita coisa mudou, a velocidade, a forma de acesso e naturalmente a sua popularidade.

 

Fonte: LuisBlog.br

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

Os detetives:

– Laís Emanuele

– Lucas Fortes

– Rodrigo Galante

-Tayenne Luna

– Yara Miranda

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Finalmente a Proclamação da República, resumo e desfecho

O processo histórico em que se desenvolveu o fim do regime monárquico brasileiro e a ascensão da ordem republicana no Brasil perpassa por uma série de transformações em que visualizamos a chegada dos militares ao poder.


Deodoro da Fonseca: executor de uma mudança construída ao longo do tempo.

De fato, a proposta de um regime republicano já vivia uma longa história manifestada em diferentes revoltas. Entre tantas tentativas de transformação, a Revolução Farroupilha (1835-1845) foi a última a levantar-se contra a monarquia.

Podemos destacar a importância do processo de industrialização e o crescimento da cafeicultura enquanto fatores de mudança sócio-econômica. As classes médias urbanas e os cafeicultores do Oeste paulista buscavam ampliar sua participação política através de uma nova forma de governo. Ao mesmo tempo, os militares que saíram vitoriosos da Guerra do Paraguai se aproximaram do pensamento positivista, defensor de um governo republicano centralizado.

Além dessa demanda por transformação política, devemos também destacar como a campanha abolicionista começou a divulgar uma forte propaganda contra o regime monárquico. Vários entusiastas da causa abolicionista relacionavam os entraves do desenvolvimento nacional às desigualdades de um tipo de relação de trabalho legitimado pelas mãos de Dom Pedro II. Dessa forma, o fim da monarquia era uma opção viável para muitos daqueles que combatiam a mão de obra escrava.

Até aqui podemos ver que os mais proeminentes intelectuais e mais importantes membros da elite agroexportadora nacional não mais apoiavam a monarquia. Essa perda de sustentação política pode ser ainda explicada com as consequências de duas leis que merecem destaque. Em 1850, a lei Eusébio de Queiroz proibiu a tráfico de escravos, encarecendo o uso desse tipo de força de trabalho. Naquele mesmo ano, a Lei de Terras preservava a economia nas mãos dos grandes proprietários de terra.

O conjunto dessas transformações ganhou maior força a partir de 1870. Naquele ano, os republicanos se organizaram em um partido e publicaram suas ideias no Manifesto Republicano. Naquela altura, os militares se mobilizaram contra os poderes amplos do imperador e, pouco depois, a Igreja se voltou contra a monarquia depois de ter suas medidas contra a presença de maçons na Igreja anuladas pelos poderes concedidos ao rei.

No ano de 1888, a abolição da escravidão promovida pelas mãos da princesa Isabel deu o último suspiro à Monarquia Brasileira. O latifúndio e a sociedade escravista que justificavam a presença de um imperador enérgico e autoritário, não faziam mais sentido às novas feições da sociedade brasileira do século XIX. Os clubes republicanos já se espalhavam em todo o país e naquela mesma época diversos boatos davam conta sobre a intenção de Dom Pedro II em reconfigurar os quadros da Guarda Nacional.

A ameaça de deposição e mudança dentro do exército serviu de motivação suficiente para que o Marechal Deodoro da Fonseca agrupasse as tropas do Rio de Janeiro e invadisse o Ministério da Guerra. Segundo alguns relatos, os militares pretendiam inicialmente exigir somente a mudança do Ministro da Guerra. No entanto, a ameaça militar foi suficiente para dissolver o gabinete imperial e proclamar a República.

O golpe militar promovido em 15 de novembro de 1889 foi reafirmado com a proclamação civil de integrantes do Partido Republicano, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Ao contrário do que aparentou, a proclamação foi consequência de um governo que não mais possuía base de sustentação política e não contou com intensa participação popular. Conforme salientado pelo ministro Aristides Lobo, a proclamação ocorreu às vistas de um povo que assistiu tudo de forma bestializada.

 

Por Rainer Sousa
Graduado em História

Fonte: Brasil Escola

Por: DetetivesDaHistoria

A Questão religiosa: Igreja vs. Estado

 

A chamada Questão religiosa foi um episódio que não esteve diretamente relacionado ao fim do Império, mas que desgastou bastante a relação entre Proclamação da República a Coroa e a Igreja católica.

 

 

São amplamente conhecidas as relações entre a o catolicismo e a política brasileira. Desde o processo colonizador até a , Igreja e Estado – primeiro o português, depois o brasileiro – sempre estiveram intimamente ligados. Após 1889, embora não existisse mais uma ligação formal, a relação entre os dois não desapareceu.

A Constituição de 1824 estabelecia o catolicismo como religião oficial do Império. Portanto, ao contrário de hoje, em que temos um Estado laico, até 1889 existia uma relação formal entre a Igreja e a Coroa, que atendia aos interesses de ambos. Ao imperador, por exemplo, era facultado o direito ao padroado (prerrogativa de preencher os cargos eclesiásticos mais importantes) e ao beneplácito (aprovação das ordens e bulas papais para que fossem cumpridas, ou não, em território nacional). Os próprios sacerdotes eram tratados como funcionários públicos, recebendo salários da Coroa.

Bispos aplicam o ultramontanismo

A bula papal “Syllabus” (1864) e o Concílio Vaticano 1° (1869-1870) consagraram a doutrina do ultramantonismo, defendida pelo papa Pio 9º. Em linhas gerais, essa doutrina postulava a infalibilidade do papa e combatia as idéias e instituições que defendiam a secularização e o anticlericalismo. Esse era o caso, por exemplo, da Maçonaria. Contudo, no caso brasileiro, havia inúmeros clérigos maçons.

O bispo do Rio de Janeiro, dom Pedro Maria de Lacerda, era um dos adeptos do ultramontanismo. Por isso mesmo, em abril de 1872, suspendeu o padre Almeida Martins, que, no mês anterior, numa festa em comemoração à Lei do Ventre Livre, havia proferido um discurso em homenagem ao visconde de Rio Branco, presidente do Conselho de Ministros e – o que era o problema – grão-mestre da Maçonaria.

Em março, o bispo do Pará, Antônio de Macedo Costa, já tinha atacado violentamente os maçons, ameaçando os religiosos ligados à Maçonaria de não poderem continuar participando das atividades religiosas e de perderem o direito à sepultura eclesiástica e à absolvição sacramental. Contudo, após a punição do padre Almeida Martins, clérigos maçons divulgaram um manifesto em que reafirmavam a compatibilidade entre a atividade religiosa e a Maçonaria.

Em dezembro de 1872, foi o bispo de Olinda, Vital Maria, quem procurou aplicar o ultramontanismo. Após uma campanha mal-sucedida para incentivar católicos a abandonarem a Maçonaria, o bispo determinou que as irmandades expulsassem seus membros maçons. Porém, não sendo atendido, passou a ameaçar de excomunhão os que tivessem ligações com a Maçonaria.

Imperador e papa celebram acordo

Nos dois casos, os perseguidos recorreram ao governo provincial, que encaminhou o recurso à Corte. Tanto Antônio de Macedo quanto Vital Maria foram declarados incompetentes para punir as irmandades, papel que caberia ao imperador, dom Pedro 2°. Enquanto o bispo de Olinda continuou sustentando sua decisão, o bispo do Pará assumiu uma postura mais contundente. Macedo não reconheceu a autoridade do Império para censurá-lo.

Para tentar dirimir os atritos com a Igreja, dom Pedro enviou ao Vaticano a chamada Missão Penedo, em agosto de 1873. Entretanto, os acontecimentos seguintes inviabilizaram a missão diplomática. No final daquele ano, o Conselho de Ministros, diante da insubordinação dos bispos, decidiu apresentar denúncia formal contra os dois. No início de 1874, Antônio de Macedo e Vital Maria foram condenados a quatro anos de prisão.

A solução para o impasse só ocorreu em 1875, quando o papa Pio 9° e o imperador Pedro 2° finalmente chegaram a um consenso. Este concedeu anistia aos bispos presos. O papa, por sua vez, suspendeu as punições contra as irmandades do Pará e de Olinda. Igreja e Estado se mantinham, assim, juntos novamente, numa relação que não resistiria mais do que alguns anos.

 

Fonte: Educação Uol

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

A crise do império, a Questão Militar


Deodoro da Fonseca assumiu a posição de liderança entre os militares insatisfeitos com o Império.

Desde o fim da Guerra do Paraguai, em 1870, os militares passaram a ter uma maior visibilidade no cenário político nacional. De uma simples e mal organizada instituição, o Exército passou a atrair os olhos de vários jovens provenientes de classes sociais menos abastadas. Apesar da vitória em terras estrangeiras, os salários e a própria carreira dos militares não eram alvo da atenção das autoridades monárquicas.

Com o passar do tempo, podemos ver que muitos militares passaram a assumir posições contrarias à manutenção do regime monárquico brasileiro. Do ponto de vista ideológico, vários militares já se mostravam simpatizantes ao positivismo. Segundo essa escola de pensamento, uma República forte, centralizada e orientada por princípios racionais representava o melhor dos sistemas de governo a ser seguido. Nesse aspecto, vemos mais uma das bases que fomentaram a oposição dos militares ao Império.

No ano de 1883, esse clima de oposição se tornou mais grave quando um grupo de oficiais atacou o governo por causa de um projeto de revisão da aposentadoria dos militares. Mediante as críticas, o governo recuou prevendo a anulação do projeto. Em contrapartida, vetou que os membros do Exército utilizassem dos meios de comunicação para atacar as instituições ou autoridades do Império.

Em resposta à reprimenda, o tenente-coronel Sena Madureira publicou um texto no qual saudava um jangadeiro cearense que se recusou a transportar escravos para um navio negreiro. Na verdade, ao elogiar o jangadeiro, o provocativo militar fazia um claro repúdio ao sistema escravocrata sustentado pelo Império. Em resposta, o governo impôs a transferência de Sena Madureira da capital para o Rio Grande do Sul.

No ano de 1886, o coronel Cunha Matos redigiu um texto no qual realizou uma série de críticas contra Alfredo Chaves, então ministro da Guerra. Imediatamente esse outro militar foi advertido e punido com uma detenção provisória. Nesse momento, um frenético debate sobre a manifestação dos militares na imprensa tomou corpo. Aproveitando do momento, Sena Madureira publicou um novo artigo onde denunciava a perseguição que vinha sofrendo.

Mais uma vez o ministro da Guerra exigiu que o subordinado fosse punido. Contudo, um grupo de oficiais de Porto Alegre – com a autorização do vice-presidente provincial, marechal Deodoro da Fonseca – fez um novo protesto em que questionava a lei que proibia o direito de resposta dos militares através dos meios de comunicação. Setores aliados ao império ficaram perplexos mediante o apoio que Deodoro da Fonseca, membro do Partido Conservador, cedeu aos seus companheiros de farda.

Entre 1887 e 1889, Deodoro da Fonseca se envolveu em reuniões com várias figuras defensoras do regime republicano. Entre elas destacamos Cunha Matos, Sena Madureira, Benjamin Constant e José Simeão. Em 1889, a subida do visconde de Ouro Preto ao cargo de presidente do gabinete imperial fez com que corressem novos boatos sobre a situação dos militares. Em suma, desconfiava-se que Ouro Preto pretendia dissolver o Exército e fortalecer a Marinha e a Guarda Nacional.

Nesse momento, vários republicanos aconselharam Deodoro que a simples mudança do ministério da Guerra não resolveria a situação. Convencidos, militares e republicanos arquitetaram um golpe para o dia 20 de novembro. Contudo, boatos de que o plano teria sido descoberto antecipou a ação dos conspiradores. Dessa forma, entre os dias 14 e 15 de novembro, um grupo de militares liderado por Marechal Deodoro derrubou o visconde de Ouro Preto e, logo em seguida, impôs o golpe a Dom Pedro II.

 

Por Rainer Sousa
Mestre em História

 

Fonte: Mundo Educação

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

O processo abolicionista no Brasil

 

Joaquim Nabuco, o principal representante do abolicionismo no Parlamento brasileiro

Joaquim Nabuco, o principal representante do abolicionismo no Parlamento brasileiro

A campanha cívica que pôs fim à escravidão no Brasil contou com a participação de vários setores da sociedade brasileira, à exceção dos grandes proprietários de terra – como os cafeicultores paulistas, que certamente perdiam com o fim da mão-de-obra escrava. É o que conta o historiador Marco Antonio Villa na entrevista que segue.

 

Como começou o movimento abolicionista do Brasil?

O abolicionismo foi um produto da década de 1880. Até então, o que havia eram tentativas emancipacionistas que queriam a extinção gradual do trabalho escravo, enquanto os abolicionistas desejavam a abolição total e imediata da escravidão.

 

Antes da lei áurea, a escravidão vinha perdendo força, não?

Sim. O primeiro golpe na escravatura foi a abolição do tráfico negreiro, ocorrido depois de 40 anos de pressões britânicas, através da lei Eusébio de Queirós, de 1850. Para os escravocratas, isso criou o problema de manter o trabalho compulsório sem o constante fluxo de mão-de-obra proveniente da África, devido à alta taxa de mortalidade entre os cativos causada pelas longas jornadas de trabalho, epidemias, castigos corporais e péssimas condições de alimentação e habitação.

 

Como os escravocratas resolveram esse problema?

Com o tráfico interprovincial. Entre 1850 e 1885, cerca de 150 mil a 200 mil escravos foram vendidos pelas províncias nordestinas para o sul cafeeiro. O comércio interprovincial aumentou devido à demanda sulista, mas também devido à crise da lavoura açucareira nordestina e os efeitos da seca de 1877-1879, que obrigou a venda de escravos em larga escala, acabando por se transformar em uma fonte de renda alternativa para a debilitada economia da região.

 

Houve outros fatores que favorecessem o emancipacionismo?

Sim, vários acontecimentos dos anos 1860. Por exemplo, a guerra do Paraguai, que se estendeu de 1864 a 1870. Milhares de escravos foram libertados para combater no lugar de seus proprietários. Além disso, houve a guerra civil americana, entre 1861 e 1865, que terminou com a vitória dos nortistas, favoráveis ao fim da escravatura. Houve a extinção da servidão na Rússia em 1861 e o fim da escravidão nos impérios francês e português. Tudo isso impulsionou o movimento emancipacionista aqui.

 

Os cafeicultores paulistas fizeram parte desse movimento?

É um equívoco associar os cafeicultores ao abolicionismo. Até as vésperas da abolição, o braço negro constituiu a base principal do trabalho nas fazendas de café. A introdução dos imigrantes europeus funcionou como uma fonte alternativa no fornecimento de força de trabalho, ocupou as brechas não preenchidas pelo trabalho escravo, que se tornava escasso e caro. A grande produtividade das terras da região permitiu aos fazendeiros paulistas adaptar-se mais rapidamente ao fim da escravidão, mas isso só ocorreu quando já não havia alternativa a não ser o trabalho livre.

 

Os cafeicultores eram a favor da escravidão. E quanto ao republicanismo?
O republicanismo teve pouca influência entre 1870 e 1885. A adesão de dom Pedro 2o à causa abolicionista abriu as portas a propaganda republicana, que começou a contar com o apoio dos conservadores. A relação entre os escravocratas descontentes com o apoio da coroa ao abolicionismo e o movimento republicano foi ficando cada vez mais estreita. A idéia republicana passa a simbolizar para os fazendeiros a possibilidade de manter seus privilégios de classe ameaçados pelo reformismo dos abolicionistas monárquicos, como Joaquim Nabuco e André Rebouças.

 

Joaquim Nabuco, aliás, merece destaque nessa história…
Certamente, a grande figura do movimento abolicionista, seu maior tribuno, foi Joaquim Nabuco. De 1878 a 1888 foi o principal representante parlamentar dos abolicionistas. Excelente orador e polemista, escreveu vários libelos antiescravistas e buscou apoio na Europa para o movimento, transformando-se num de seus símbolos e no alvo predileto do ódio dos escravocratas.

 

Quem participava do movimento? Quem eram os abolicionistas?
Gente de várias classes sociais, inclusive das elites políticas, como Nabuco, gente que pretendia reformar a monarquia, ou intelectuais brancos, como o teatrólogo Artur Azevedo e o poeta Castro Alves, ou negros como o advogado Luís Gama ou o engenheiro André Rebouças, ou mestiços como o jornalista José do Patriocínio. O próprio exército, que se formou na guerra do Paraguai e que contou com colaboração dos escravos. Além disso, as classes médias urbanas que começavam a ter significado na sociedade brasileira, os estudantes universitários, que vão desenvolver inúmeras atividades em prol da abolição.

 

Você pode dar exemplos dessas atividades?
Em São Paulo, por exemplo, a Sociedade dos Caifazes, um movimento abolicionista radical, liderado pelo advogado Antonio Bento de Sousa e Castro especializou-se em incentivar e organizar fugas de cativos. Utilizaram-se das ferrovias que, ironicamente, foram construídas para racionalizar o transporte do café, ou seja, a economia escravista, transformando-as em instrumentos que acabaram com a organização do trabalho. Do Oeste paulista, os escravos eram levados para São Paulo e daí para Santos, onde organizaram um grande quilombo, o Jabaquara, com cerca de dez mil habitantes.

 

A partir daí, como as coisas ficaram?
A abolição transformou-se num caminho sem retorno, quando o exército, em outubro de 1887, manifestou-se em petição à princesa Isabel, solicitando dispensa de perseguir os escravos fugidos. No final de 1887, a maioria dos fazendeiros acabou por se converter ao abolicionismo, ou melhor, por se resignar a ele. Em 13 de maio de 1888, depois de tramitar na Câmara e no Senado, a lei que abolia a escravidão foi levada à sanção da Princesa Isabel, que então exercia a Regência no lugar do pai. Não se deve ignorar a importância da Lei Áurea, que libertou cerca de 700 mil escravos que ainda havia no país. Além disso, criou mais ressentimentos contra a monarquia, abrindo caminho para a República.

 

Quais as conseqüências da abolição para a monarquia?
A monarquia brasileira foi sabiamente aconselhada a pagar uma indenização aos proprietários de escravos, mas não levou em conta o bom conselho. Resultado: perdeu sua base de apoio. Até a fração mais “moderna” dos cafeicultores do Oeste Paulista passou a temer que o império realizasse reformas para obter apoio político da massa negra recém libertada. A necessidade de impedir qualquer alteração no status quo afastou os cafeicultores da monarquia e os jogou nos braços dos republicanos.

 

Fonte: Educação Uol

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

A questão do Prata e a Guerra do Paraguai

Entre a independência e 1850, falar em relações internacionais do Império significa, em larga medida, falar de suas relações com a primeira potência do mundo capitalista, a Inglaterra, significa falar da coerção sistemática exercida pelos britânicos no sentido da extinção do tráfico internacional de escravos e, mais tarde, da pressão pela própria extinção da escravidão.
Tais ações inglesas chegaram mesmo até à vistoria e apreensão
de navios em águas territoriais brasileiras.
As relações entre o Império escravista subordinado e o Império capitalista dominante estabeleciam-se em terreno dominado por uma questão crucial para o primeiro e inerentemente excludente à natureza do sistema capitalista imperialista do segundo: o fim da escravidão.
Um mercado de livre comércio no plano mundial era um componente essencial da expansão imperialista inglesa. A livre circulação de mercadorias – a força de trabalho incluída – era sinônimo de barateamento de produtos importados pela Inglaterra e predomínio de suas mercadorias nos mercados consumidores. A extinção do tráfico em 1850 e, mais tarde, a questão Christie significaram uma certa estabilização nas relações dos dois países.
A Inglaterra mostrou-se satisfeita com os avanços obtidos, ao mesmo tempo que constatou
que ir além em suas pressões acarretaria praticamente uma situação não desejada de confronto com o governo imperial. Este, por seu turno, tampouco interessado no confronto, buscou assumir e dirigir o encaminhamento da questão da mão-de-obra, abandonando a política de concessões formais e manutenção real do tráfico e assumindo a necessidade de reformas que, ao final, resultariam no fim da escravidão. (…)Apenas no Paraguai, a unidade nacional e a estabilidade política, inicialmente sob a liderança de Francia e, mais tarde, sob o comando de Dom Carlos López, haviam sido atingidas logo após a independência.
Entre as lideranças caudilhas do restante da região emergiu, a partir do final da década de 1820, Juan Manoel Rosas. Tornando-se a figura exponencial das províncias Unidas do Rio da Prata, basicamente ambicionava a recomposição do antigo Vice-Reinado do prata sob seu controle. Neste sentido, interferia constantemente na política uruguaia e não reconhecia a independência paraguaia.
Por outro lado, teve que assegurar a soberania das Províncias Unidas contra as intervenções militares inglesa e francesa, que objetivavam a obtenção do maior número possível de vantagens comerciais na região. Nesse quadro, que resumimos de forma bastante esquemática, o Brasil tinha alguns interesses: (1) impedir a formação de um estado nacional forte e que unificasse o antigo Vice-Reinado do Rio da Prata; (2) assegurar a livre navegação pela bacia do Prata; (3) fazer valer determinadas reivindicações territoriais nas áreas de fronteira; (4) estar presente de forma marcante na política interna uruguaia; (5) garantir a não restauração da presença européia na região.
De um modo geral, foram esses mesmos objetivos que estiveram presentes na política brasileira no Prata nas décadas de 1850 e 1860. O que é característico do período anterior é que a ação brasileira não buscou sistematicamente a consecução desses objetivos. A política imperial oscilava, respondia a iniciativas que partiam, em sua maioria, principalmente de Rosas.
Ora alinhava-se com a ação dos diplomatas e navios ingleses e franceses, ora reagia positivamente às iniciativas de Rosas contra a presença dessas potências66, aceitando mesmo uma eventual aliança; mostrava uma postura de neutralidade que, entretanto, paulatinamente seria substituída por atitudes de hostilidade. (…)As razões para essa política imediata pouco clara – ainda que apoiada, como dissemos, em objetivos constantes – residiam, por um lado, na crescente tensão que se acumulava nas relações do Império com a Inglaterra no que diz respeito à questão do tráfico externo de escravos e, por outro, na instabilidade da política interna do Império. (…)Durante os anos 50, a Inglaterra prosseguiu com medidas de apreensão e com pressões sobre o governo brasileiro no que diz respeito às condições dos africanos escravos no território nacional, teoricamente livres.
Essas pressões culminaram em 1862 com a questão Christie. (…) O governo paraguaio poderia considerar – como de fato considerou – a conjuntura resultante do sucesso da intervenção militar brasileira no território oriental algo mais amplo que a mera deposição do governo blanco, hostil aos interesses brasileiros. A neutralização do Uruguai e os entendimentos entre Brasil e Argentina isolavam completamente o governo paraguaio. Toda a ação brasileira no decorrer da crise uruguaia mostrava claramente uma crescente disposição de nosso governo em resolver suas pendências no Prata pela via militar. O temor paraguaio de se tornar o próximo alvo brasileiro parecia bastante razoável.
Contudo, dois fatos são evidentes na situação como ela se apresentava naquele momento:
1. o Brasil não só não estava preparado para uma guerra como o Paraguai, como também não esperava que a reação de López se desse no campo militar – até mesmo por subestimação do poderio militar paraguaio e superestimação do valor militar da Marinha imperial;
2. a política externa de López tendia ao abandono do isolacionismo tradicional paraguaio e apostava na construção de um poderio militar para fazer valer seus interesses. A mediação de López no conflito civil argentino em 1859 e a construção de um poderoso exército são indicadores dessa mudança de rumo na política externa guarani. Mesmo que as vistas brasileiras estivessem se voltando cada vez mais para o Paraguai, não havia ainda uma iminência de guerra que justificasse a atitude paraguaia como uma ação militar defensiva.
A combinação de recursos diplomáticos, no sentido de romper seu isolamento e alertando para o perigo de uma hegemonia brasileira clara na região, e de uma atitude de firme oposição ao possível estreitamento do cerco brasileiro, sustentada num poderio militar razoável, era ainda um caminho possível e – arriscaríamos prever sobre fatos acontecidos – com maiores chances de êxito para López.
É fácil ver hoje que López, ao superestimar seu poderio militar, as contradições entre Brasil e Argentina e, particularmente, as contradições internas a este último país, arriscou em uma só cartada a sorte do Paraguai. Sua tenacidade e determinação, aliadas ao heroísmo quase sem limites do povo guarani, prolongando indefinidamente o conflito e resultando na extenuação do Brasil vitorioso, não permitem dúvidas sobre isso.
Em momento algum do conflito o Paraguai esteve perto da vitória, e após a derrota naval de Riachuelo, em junho de 1865, sua sorte estava selada. O fato é que, em 1865, o Brasil viu-se, em parte como resultado de sua política de busca de hegemonia no Prata, em parte devido à escolha paraguaia do caminho da resistência militar a essa política, envolvido numa guerra de proporções nunca antes – e tampouco posteriormente – experimentadas.
Por: DetetivesDaHistoria

Invenção da Semana – O Computador

 

A invenção de hoje é a invenção mais importante da atualidade juntamente com a internet, na opinião dos Detetives da História; esta invenção está por toda parte do mundo e possibilitou lazer e rapidez nas pesquisas, flexibilidade no trabalho e maior interação com o mundo, enfim, está fácil não é ? A invenção de hoje é o célebre e brilhante computador.

 

Este foi o primeiro computador. Pequeno, né? :D

O primeiro computador.

 

O primeiro homem a imaginar e construir um computador de verdade foi o matemático, filósofo, economista e escritor inglês Charles Babbage (1791-1871). Respeitado pelas imprecisões que encontrou nas tabelas matemáticas de sua época. Babbage (pai do velocímetro, do limpa-trilhos das locomotivas e das primeiras tabelas confiáveis de expectativa de vida) construiu entre 1821 e 1832 um sistema de engrenagens e rodas dentadas denominado “Mecanismo Diferencial número 1″, o tataravô dos computadores. Com suas 2 mil peças de aço e bronze, ele podia calcular de maneira rápida e precisa complexos cálculos matemáticos.

Babbage conseguiu, no entanto, construir apenas modelos simples, porque os metalúrgicos da época não eram capazes de produzir as centenas de pecinhas de precisão que o mecanismo requeria. Planejado entre 1847 e 1849, o “Mecanismo Diferencial número 2″, com o dobro de peças, só seria construído em 1991, pelo museu de Ciência de Londres, em homenagem ao bicentenário do nascimento do inventor. O projeto foi baseado em vinte desenhos deixados por Babbage.
Novos experimentos levaram Babbage a projetar, em 1834, o ainda mais complexo “Mecanismo Analítico”, para desempenhar funções algébricas. Ele apresentava todas as partes essenciais de um computador moderno: circuitos lógicos, memória, armazenagem e recuperação de dados.

O mais importante é que ele era programável. A aliada de Babbage em seu trabalho, a escritora e matemática Augusta Ada King (1815-52), condessa de Lovelace e única filha legítima do poeta Lord Byron, foi a primeira programadora de computador da História. Augusta descreveu o primeiro conjunto de instruções de computador para pedir à máquina que computasse uma série (conhecida como “números de Bernoulli”) gerada por uma complexa equação matemática.

Ela produziu um programa que deveria ser escrito em cartões perfurados, que haviam sido inventados em 1728 por um tecelão francês, Joseph-Marie Jacquard, para tecer padrões em teares. Permitindo (através de uma perfuração) ou bloqueando (pela ausência de perfuração) a passagem da agulha, o sistema desses cartões antecipou a linguagem liga-desliga (binária) dos computadores eletrônicos atuais. Babbage já tinha construído um pedaço da máquina quando morreu. Ela nunca chegou a ser finalizada.

O primeiro computador digital eletrônico foi o Eniac, construído pelo engenheiro elétrico John Presper Eckert Jr. (1919-95) e pelo físico John William Mauchly (1907-80), na Escola Moore de Engenharia Elétrica, da Universidade da Pensilvânia, e pelo Laboratório de Pesquisas Balísticas, do Exército americano.

Apresentado em 15 de fevereiro de 1946, ele ocupava uma área de 93 metros quadrados, tinha a altura de dois andares e pesava trinta toneladas. Em seu interior, 17468 enormes válvulas piscavam ininterruptamente. Apesar de seu tamanho, o Eniac (sigla, em inglês, para computador e integrador numérico eletrônico) era na verdade um ignorante.

Cometia erros e quebrava repetidamente, porque seus tubos sempre se queimavam. Construído para calcular tabelas de artilharia, o computador de 450 mil dólares podia realizar 5 mil adições e 3500 multiplicações por segundo. O Pentium Pro, lançado em 1996, é capaz de efetuar 300 milhões de operações por segundo. O Eniac, portanto, seria 85 mil vezes mais lento.

Há uma grande polêmica envolvendo a invenção do computador eletrônico. John Atanasoff (1904-95), professor da Universidade de Iowa, contou que a idéia de inventar um computador lhe ocorreu numa hospedaria de Illinois, em 1937.

Seria operado eletronicamente e usaria números binários, em vez dos tradicionais números decimais. Daí a poucos meses, ele e um talentoso ex-aluno, Clifford Berry, haviam criado um tosco protótipo de computador eletrônico, que utilizava válvulas, tambores rotativos e cartões perfurados para a introdução de dados.

A execução do projeto custou mil dólares. No ano seguinte, John Mauchly, apresentado a Atanasoff num seminário, foi convidado a conhecer o computador. Depois, ficou hospedado vários dias em sua casa, onde soube de detalhes do projeto.

Atanasoff estava por requerer a patente de seu computador quando foi convocado a Washington, no início da Segunda Guerra Mundial, para fazer pesquisas de física para a Marinha. No mesmo período, Mauchly e Eckert construíram o Eniac. No verão de 1944, os dois simplificaram sua invenção usando o esquema binário desenvolvido por Atanasoff. Estava criado assim o Univac, que começou a ser vendido em 1946 e se tornou o protótipo dos computadores de grande porte atuais.

O primeiro computador brasileiro foi construído na Universidade de São Paulo, em 1972, e era conhecido pelo apelido de “Patinho Feio”.

Microcomputador

Em 1975, a revista americana Popular Eletronics chegou às bancas ostentando na capa a figura de uma máquina retangular, anunciada como o resultado de uma revolução. Era, segundo a revista, “o primeiro kit de minicomputador do mundo”, que chegava para rivalizar com os modelos comerciais.Nela, o leitor encontrava instruções para montar em casa o Altair 8800, que deveria ser comprado por reembolso postal. Em duas letras, era o primeiro PC, ou Personal Computer.

Fabricada pela Mits (Micro Instruments and Telemetry Systems), a máquina era ainda muito rudimentar e exigia razoável habilidade para ser montada. Não dispunha de teclado nem de monitor de vídeo. Os comandos e dados tinham de ser introduzidos girando-se chaves, e os resultados precisavam ser decifrados por meio de uma complicada combinação de luzes que se acendiam e se apagavam num painel frontal da máquina.

A Guerra do Vietnã e a crise do dólar obrigaram o governo americano a desacelerar o programa espacial. Sem as verbas do passado, as empresas fornecedoras cortaram projetos e dispensaram funcionários. Assim, milhares de engenheiros e cientistas desempregados fundaram pequenas empresas para aplicar os conhecimentos acumulados no desenvolvimento de produtos para o setor privado.

A Mits, responsável pelo lançamento do Altair, por exemplo, foi criada em 1969 pelo engenheiro Edwards Roberts, um ex-oficial da Força Aérea, numa tentativa de salvar sua firma da falência, depois do fracasso de uma calculadora eletrônica. De outra empresa, a Fairchild Semiconductor, fabricante de circuitos eletrônicos, saíram os engenheiros que fundaram em 1966 a Intel (Integrated Eletronics), que criou o primeiro microprocessador programável do mundo, o 8008. Daí para frente, os micros se sucederam com uma enorme velocidade.

Acho que no mercado mundial há lugar talvez para cinco computadores.

Thomas Watson, presidente do conselho de administração da IBM, em 1943.

 

Fonte: Massageando o Cérebro

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

5 heranças que nos foram deixadas pelos antigos romanos

 

Conheça alguns aspectos que fazem parte do nosso cotidiano, mas que tiveram a sua origem na Roma Antiga.

Existem incontáveis aspectos deixados pelas civilizações antigas que foram, pouco a pouco, sendo incorporados no nosso cotidiano. E os romanos, entre outros povos, foram responsáveis por deixar profundas marcas em nossas vidas. Mas, além da república, do direito civil, da arquitetura e urbanismo e do latim — que serve de base para vários idiomas, entre eles o espanhol, o francês e o português —, os romanos nos deixaram outras heranças.

O pessoal do site Quo.es reuniu algumas coisinhas com as quais estamos superacostumados no nosso dia a dia e que não provocariam muito espanto caso um romano antigo ressuscitasse hoje. Veja alguns exemplos:

 

Outdoors com moças de biquíni

Fonte da imagem: Reprodução/Quo.es

Na Roma Antiga já existiam os biquínis, como você pode ver no “outdoor” da imagem acima. Os trajes de banho, embora fossem um pouquinho maiores do que os utilizados na praias brasileiras, seguiam a mesma ideia das duas peças atuais, e provavelmente eram feitos de couro, em vez da confortável lycra. Já os mosaicos, como você bem pode imaginar, eram muito mais trabalhosos de se produzir do que os outdoors atuais!

 

Tropas de choque

Fonte da imagem: Reprodução/Quo.es

Sabe as temidas tropas de choque que são acionadas para trazer ordem durante manifestações violentas? Entre outros dispositivos, os guardas que compõem esses grupos contam com capacetes, escudos e cassetetes para se proteger e controlar a multidão.

Esses policiais são descendentes da antiga guarda pretoriana, que se encarregava de conter as revoltas urbanas com soldados armados com equipamentos bem parecidos aos dos guardas atuais. A diferença é que os antigos romanos usavam o gladium — uma espada curta — no lugar dos infames bastões de borracha.

 

O spa

Fonte da imagem: Reprodução/Quo.es

Os balneários e resorts modernos são uma herança dos antigos banhos e termas romanas. Tanto que a própria palavra “Spa” é uma abreviatura da expressão latinaAquae Spadanae, que serviu para que os romanos dessem nome a uma cidade belga conhecida pelas suas águas termais e que até hoje é um popular destino turístico da Europa.

 

A figa

Fonte da imagem: Reprodução/Quo.es

O popular amuleto que hoje é utilizado para espantar a má sorte e o mau olhado também foi invenção dos antigos romanos, embora tivesse um significado um poucodiferente. Na verdade, o sinal que traz o polegar posicionado entre o dedo indicador e o médio servia para representar a genitália feminina. E, além de estar relacionado com a fertilidade e ao erotismo, aparentemente ele era um símbolo muito apreciado por Calígula.

 

A linguagem usada nos SMS

Fonte da imagem: Reprodução/Quo.es

Segundo o pessoal do Quo.es, a desconstrução da linguagem, observada no popular e sempre crescente vocabulário utilizado na hora de enviar mensagens de texto — como “vc”, “tb”, “bj” etc. — não é uma exclusividade da nossa era. Algumas inscrições, como a da imagem acima, descoberta na Espanha, é prova de que os antigos romanos também costumavam omitir alguns caracteres na hora de transmitir os seus recados.

 

FontesQuo.es e Mega Curioso

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

O país do café, a economia cafeeira no Segundo Reinado

 

O cafezeiro – antiga denominação para o que chamamos hoje de cafeeiro – é uma planta natural das estepes da Etiópia. Seu fruto, tal como o guaraná para os índios do Brasil, era aproveitado por estes povos africanos a muitos séculos na confecção de bebidas. Da África seu uso passou aos persas, destes aos árabes que o divulgaram a partir do século XV como um grande estimulante. Assim suas sementes se espalharam por todo o mundo islâmico.

 

 

 

Com o comércio com os árabes, o café chega a Constantinopla e logo em seguida a Europa, assim, resumidamente, o café ganhou o gosto de milhares de pessoas do Oriente a Europa.

O consumo do café popularizou-se muito na Europa durante o século XVII, onde toda a produção vinha da Arábia em pequenas escalas. Sendo então a cultura do café muito lucrativa, ela se estendeu por todos os cantos do globo, onde pudesse aclimatar-se, mas a procura do café era muito maior do que a produção, gerando falta do produto no mercado.

Na América do Sul a planta chegou pelas mãos dos franceses quando tentavam colonizar o Novo Mundo. Na tentativa de fincar raízes neste continente é que foram trazidas as primeiras mudas de café para o Brasil – por brasileiros em contato com os franceses – em 1727, plantando-as em Belém do Pará. Quase que de mãos em mãos as sementes do café foram “descendo” a costa do litoral brasileiro, sendo experimentado em diversas províncias (depois Estados) brasileiras até chegar na década de 1770 ao Rio de Janeiro, sendo nesta cidade onde a planta encontrou incrível adaptação.

Mas os agricultores brasileiros, ocupados em cultivar a cana-de-açúcar, ainda o produto agrícola de maior renda na economia do Brasil, estavam pouco ou nada interessados em plantar uma nova cultura. Assim sendo, no início de sua introdução o café obteve pouco apelo entre os brasileiros, pois a maioria dos senhores de engenho estavam ocupados em produzir uma cultura comercial, a cana-de-açúcar. Mas não é difícil de compreender porque a cultura do café substituiu a cultura da cana-de-açúcar nas grandes propriedades no Brasil.

Em primeiro lugar, a demanda mundial de café era muito maior do que a do açúcar e só aumentava. Segundo, o café exigia menos mão-de-obra, pois a cana tinha que ser replantada (lembrando-se que não existia qualquer maquinário agrícola senão a enxada, a foice e a pá nas lavouras do Brasil exceto raras exceções ), e o café poderia durar entre 30 a 40 anos em produção.

Mesmo com a crise da indústria açucareira, a lavoura do café encontrou resistência a sua implantação na economia brasileira até a década de 1820, substituindo a partir daí a hegemonia da atividade econômica da cana na economia nacional. Depois de 1820 o café vai ocupando o lugar da cana-de-açúcar e de outras formas de cultivos no Rio de Janeiro e em São Paulo, servindo-se da base da estrutura agrícola deixada por estas e outras culturas. Neste sentido, a cultura do café de 1820 a 1870, atinge o auge de sua produção na região conhecida como Vale do Paraíba, contemplando as Províncias do Rio de Janeiro e de São Paulo (com destaque as cidades de Valença, Pindamonhangaba, Itú, Vassouras, etc.).

A cultura do café exigia grandes espaços de terras e mão-de-obra (escrava), neste sentido, o aumento da produção de café estava ligado ao crescimento da entrada de escravos, que alcançou o auge em 1848, dois anos antes da Lei Eusébio de Queiroz (1850) que proibia o tráfico de escravos, quando desembarcaram no Brasil 60.000 cativos africanos. Além disso, o café exigia grandes áreas de terras devido a falta de cuidados no campo, pois não existia a preocupação e a tecnologia necessária aos cuidados com a terra. Sendo assim, o cultivo do café se tornou uma cultura itinerante que se completava com a exaustão dos solos, seguido de novas derrubadas de matas e novos plantios de café, surgindo dai a expressão utilizada por Monteiro Lobato: “a marcha do café”, que invadia os solos paulistas e cariocas.

Devido a estas características do seu cultivo, o café a partir de 1870, com o encarecimento do preço dos escravos, com a erosão dos solos, e a exploração sem cuidados esgotaram as terras do Vale do Paraíba.

As plantações de café, a partir de Itú e Campinas, passaram então a se expandir para a região conhecida como Oeste Paulista, onde se situam as cidades de Limeira, Piracicaba, Rio Claro, Araras, Ribeirão Preto. No final do século XIX, no Oeste Paulista, produzia-se o melhor e a maior quantidade de café para exportação do Brasil, nas plantações de terra roxa (nome derivado de rossa, vermelha em italiano), ideal para o cultivo da planta.

 

Amilson Barbosa
Colunista Brasil Escola

 

Por: DetetivesDaHistoria

 

 

A chegada dos imigrantes ao Brasil


Os primeiros imigrantes chegaram ao Brasil para trabalhar em sistema de parceria nas lavouras de café.

No Segundo Reinado, percebemos que as estruturas das relações de trabalho no Brasil foram sofrendo importantes transformações. Mediante a insistente pressão das autoridades britânicas, o governo imperial foi incorporando ações que impediam a expansão do trabalho escravo. Já com a expressa proibição do tráfico negreiro, em 1850, os grandes cafeicultores foram tendo enormes dificuldades para adquirir mão de obra capaz de suprir a sua demanda.

Uma das primeiras alternativas lançadas para tal impasse foi o chamado tráfico interprovincial de escravos. Nesse caso, os grandes fazendeiros da região sudeste adquiriam os escravos ociosos localizados na região nordeste. A disponibilidade dessa mão de obra ocorreu devido à crise agrícola que atingiu os produtores nordestinos, principalmente pela diminuição do preço obtido na comercialização da cana de açúcar, do algodão e do fumo.

Segundo algumas estimativas, essa prática foi responsável pelo deslocamento de aproximadamente 200 mil escravos pelo território brasileiro.

Contudo, essa solução logo se mostrou ineficaz com a crescente expansão das lavouras de café. Em pouco tempo, a grande demanda por escravos acabou os transformando em uma mercadoria de alto valor que encurtava o lucro dos cafeicultores. Dessa forma, o emprego da mão de obra imigrante europeia se transformou na alternativa mais barata e viável.

O primeiro a empregar a mão de obra assalariada dos europeus foi o senador e fazendeiro Nicolau de Campos Vergueiro. Entre os anos de 1847 e 1857, ele trouxe várias famílias de origem portuguesa, alemã, suíça e belga para trabalharem em sistema de parceira.

Nesse tipo de acordo, o proprietário de terras pagava todas as despesas com a viagem e a acomodação dos empregados. Ao chegar aqui, o colono estrangeiro trabalhava até saldar suas dívidas e participava nos lucros obtidos na plantação.

Em pouco tempo outros fazendeiros copiaram essa mesma estratégia na obtenção de mão de obra. Vale destacar que, acostumados com a exploração dos escravos, muitos cafeicultores impuseram condições de trabalho desvantajosas aos colonos.

A partir da década de 1870, a entrada de trabalhadores europeus no Brasil passou a ser oficialmente organizada pelo governo. Aproveitando das conturbações políticas no Velho Mundo, o império propagandeava as oportunidades de trabalho existentes no Brasil.

Além de atender uma demanda econômica, a entrada de imigrantes no Brasil integrava um ambicioso projeto de engenharia social dos intelectuais dessa época. Tomando a Europa como um grande modelo a ser copiado, muitos pensadores e políticos acreditavam que a imigração abriria portas para o gradual “branqueamento” da população brasileira.

Nesse sentido, projetava-se a expectativa racista de diminuir a “negativa” presença de negros e mulatos na formação do povo brasileiro.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

 

Por: DetetivesDaHistoria